Atlas de OCT em Retina
7.3: Buraco Macular de Espessura Total
7 . 3
Buraco Macular de Espessura
Total
Darin R. Goldman
Resumo
Normalmente, com o envelhecimento, ocorre liquefação progressiva do
corpo vítreo e eventual separação completa do hialoide posterior da mácula
durante o descolamento do vitreo posterior. Os BMETs tipicamente se
desenvolvem em um indivíduo predisposto que tem uma aderência
anormalmente forte entre o vítreo e a mácula central (Figs. 1–7). Nessas
pessoas, durante a evolução do descolamento do vítreo posterior, a tração
focal na fóvea resulta no desenvolvimento de um defeito ou buraco de
espessura total. Os BMETs são descritos com base no diâmetro e na
presença ou ausência de TVM de acordo com o Sistema Internacional de
Classificação da Tração Vitreomacular (Duker et al., 2013).
FIG. 1 Um pequeno BMET (∼ 200 μm de diâmetro) com TVM.
FIG. 2 Um pequeno BMET sem TVM. Há cistos intrarretinianos perifoveais mínimos, cuja escassez sugere que esse buraco é de duração mais crônica. Coincidentemente há a presença de grandes drusas.
FIG. 3 Um pequeno BMET sem TVM. A face da hialoide posterior e um opérculo foveal são visíveis no topo da imagem.
FIG. 4A-C (A) BMET sem TVM. Essa imagem fornece um bom exemplo do local adequado para medir a abertura de um buraco macular — a largura do menor orifício no ponto mais estreito da retina média. Cistos intrarretinianos proeminentes na borda do orifício sugerem que esse orifício é de início relativamente agudo. (B) Aparência típica 2 semanas após vitrectomia via pars plana com peeling de membrana limitante interna e tamponamento de gás (correspondente a A). A depressão foveal retornou; contudo, uma cavidade retiniana externa hiporrefletiva está presente. (C) Aspecto típico 6 meses após a cirurgia, em que o contorno foveal é bem definido, embora ainda um tanto irregular e as camadas retinianas externas voltaram completamente e são contínuas. EZ, zona elipsoide.
FIG. 5 Um grande BMET com TVM.
FIG. 6 Um grande BMET sem TVM.
FIG. 7 Um mapa volumétrico ilustra um BMET excêntrico superotemporal à fóvea. Isso foi observado em um paciente após a vitrectomia via pars plana com peeling de membrana epirretiniana, presumivelmente iatrogênica. Nenhum tratamento adicional foi realizado, o paciente estava assintomático e o buraco permaneceu estável por um longo período.