Atlas de OCT em Retina
19.4: Esclerite Posterior
1 9 . 4
Esclerite Posterior
Darin R. Goldman
Resumo
A esclera é uma estrutura opaca que reveste a parte externa do globo ocular,
fornecendo suporte estrutural e participando da função de várias estruturas
oculares. A esclerite posterior é o subtipo mais raro de esclerite, ocorrendo
em menos de 5% dos casos, definida pela inflamação da esclera posterior.
Há múltiplas causas de esclerite posterior, incluindo processos infecciosos e
autoimunes, embora, com frequência, nenhuma causa seja identificada. A
condição pode ser bilateral, geralmente com um início indolente. A dor é
uma característica marcante e a acuidade visual pode ser normal ou
reduzida. O diagnóstico de esclerite posterior é difícil devido à sua baixa
incidência e capacidade de imitar outros estados patológicos. A
angiofluoresceinografia, a ultrassonografia e a imagem radiológica da órbita
são exames diagnósticos adjuvantes úteis. A OCT pode fornecer evidências
adicionais que podem corroborar o diagnóstico. A OCT é muito sensível na
detecção de dobras coriorretinianas e descolamento de seroso da retina,
ambas características comuns da esclerite posterior (Figs. 1 e 2). Além
disso, a OCT oferece uma maneira particularmente útil de monitorar a
resposta terapêutica ao tratamento.
FIG. 1A-B (A) Retinografia colorida — montagem em esclerite posterior mostrando dobras coriorretinianas na mácula e na periferia temporal. Há um descolamento de coroide considerável na região temporal. (B) OCT na borda da mácula superior ilustra a aparência típica das dobras coriorretinianas na esclerite posterior. O EPR possui uma configuração irregular e ondulatória.
FIG. 2A-E (A) A retinografia colorida na esclerite posterior não ilustra os achados patológicos porque eles não são facilmente visíveis clinicamente. (B) A angiografia com fluoresceína ilustra obscurecimento de detalhes da coroide. (C) A OCT identifica fluido sub-retiniano subclínico e pregas coriorretinianas leves. (D) A aparência típica das dobras coriorretinianas no mapa da espessura da OCT é mostrada (em cima). Existem bandas de espessura variável que resultam da ondulação do EPR subjacente e subsequente alteração ondulatória na avaliação automatizada utilizada para gerar o mapa de espessura. (E) A resposta ao tratamento com esteroides sistêmicos é ilustrada com resolução