Atlas de OCT em Retina
16.2: Oclusão da Veia Central da Retina
1 6 . 2
Oclusão da Veia Central da Retina
Nadia K. Waheed
Caroline R. Baumal
Resumo
A oclusão da veia central da retina (OVCR) resulta da oclusão da veia
central da retina na ou proximal à lâmina cribosa. A veia central da retina é
o principal sistema de drenagem venosa da retina interna e a interrupção do
fluxo pode resultar em perda visual grave por isquemia, edema macular
e/ou neovascularização. Acredita-se que a patogênese da OVCR siga os
princípios da tríade de Virchow para trombose venosa, envolvendo dano na
parede vascular, estase do fluxo sanguíneo e hipercoagulabilidade. A
prevalência e incidência de 15 anos de OVRC é de 0,2%.
Os fatores de risco incluem idade avançada, diabetes melito,
hiperlipidemia, hipertensão, doença cardiovascular, obesidade, hipertensão
ocular, glaucoma e estados de hipercoagulabilidade.
A OVCR é classificada como não isquêmica, que é uma forma mais
branda, ou como isquêmica; isso tem implicações para o prognóstico e o
tratamento. Os achados clínicos incluem dilatação e tortuosidade das veias
retinianas e hemorragias retinianas nos quatro quadrantes (Fig. 1A, B, C),
edema do disco óptico, manchas algodonosas (infartos da camada de fibras
nervosas), exsudato lipídico, edema macular cistoide, isquemia retiniana e
sequelas posteriores de neovascularização de íris e ângulo levando a
glaucoma em subtipos de OVCR isquêmico. Os achados da angiofluoresceinografia incluem enchimento venoso tardio, não perfusão
capilar retiniana, coloração das veias da retina, edema retiniano e
neovascularização. O tratamento inclui a maximização do controle de
fatores de risco sistêmicos, injeção intravítrea de anti-VEGF ou
corticosteroides, além de panfotocoagulação a laser para neovascularização
significativa.
FIG. 1 (A – C) Retinografias coloridas e em red-free de um paciente apresentando leve oclusão da veia central da retina e edema macular cistoide (EMC). (D) OCT B-scan revela EMC com grandes cistos centrais na camada nuclear interna e cistos perifoveais menores. Observe a aderência vitreomacular. (E) Quatro semanas após o tratamento com anti-VEGF, a espessura subfoveal central é reduzida para 362 μm e a acuidade melhorada para 20/40. (F) Três meses após duas injeções de anti-VEGF, o edema macular cistoide foi resolvido, e a acuidade retornou para 20/20. (G) Após três injeções de anti-VEGF, o EMC foi completamente resolvido. Neste momento nenhum tratamento foi dado. (H) O EMC recidivou 6 meses após a apresentação com uma espessura subfoveal central de 655 μm. Seu último tratamento com anti-VEGF foi de 3 meses antes da recorrência de EMC.