Atlas de OCT em Retina

Darin R. Goldman · Capítulo 158 de 165

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Atlas de OCT em Retina

Principais Achados na OCT

correlaciona com a acuidade visual pós-operatória (Leshno et al., 2015).

 

Principais Achados na OCT

 

• O líquido sub-retiniano está presente e evidenciado por um espaço

hiporrefletivo homogêneo sob a retina neurossensorial, que

aumenta em altura da região nasal para a temporal (Figs. 1–8).

• O EPR subjacente permanece colado com um contorno suave, que

pode ser visualizado em DRRs planos.

• Em DRRs agudos estão presentes corrugações da retina e edema

macular cistoide (Fig. 1).

• Nos DRRs crônicos são vistas alterações retinianas atróficas e uma

configuração relativamente plana (Figs. 6 e 8).

• Alterações microestruturais dentro das camadas de fotor- receptores

correlacionam-se com a acuidade visual final.

• A densidade óptica do líquido sub-retiniano aumenta com a duração

do descolamento.

• Os estudos de OCT mais úteis para determinar se o fluido sub-

retiniano envolve a fóvea são mapas de espessura e B-scans

orientados verticalmente.

 

FIG. 1A E B (A) Retinografia colorida de um DRR mácula-off 2 semanas após o início dos sintomas. (B) OCT mostra corrugações da superfície retiniana subjacente, edema difuso da retina e espessamento dos fotorreceptores.

FIG. 2 OCT em DRR mácula-off apresentando edema de retina, espessamento dos fotorreceptores e a inflamação vítrea, o que sugere uma maior duração do descolamento.

FIG. 3A E B (A) OCT pré-operatório de DRR mácula-off com acuidade visual de 20/400. (B) OCT pós-operatório 1 mês após a vitrectomia. A acuidade visual melhorou para 20/40. Note a resolução do líquido sub-retiniano, edema retiniano e corrugações da retina, com a restauração de um contorno macular razoavelmente normal. A espessura da retina, em geral, resultante da integridade dos fotorreceptores, permanece normal.

FIG. 4A-D DRR mácula-off com preservação da fóvea. (A) Mapa de espessura (em cima) ilustra a borda da retina descolada (setas amarelas), localizada abaixo da fóvea. A fóvea permanece colada (círculos). (B) A imagem B verticalmente orientada ilustra melhor a extensão do fluido sub-retiniano e é útil para avaliar o estado da fóvea. (C e D) Aos 6 meses após a reinserção cirúrgica, a mácula

recuperou uma aparência normal e a fóvea está completamente colada.

FIG. 5A E B DRR secundário à rotura retiniana gigante. (A) A retinografia colorida ilustra a retina colada e descolada. (B) OCT correspondente na margem entre a retina colada e a descolada.

 

FIG. 6A E B DRR crônico. (A) A retinografia colorida ilustra a ausência de corrugações da retina. (B) OCT correspondente (linha indicada na retinografia colorida) mostra áreas distintas de retina colada e descolada. A retina descolada é plana e atenuada. Observe os artefatos de espelho duplo com imagens invertidas.

 

FIG. 7 OCT da zona de transição entre a retina colada e a descolada. (Cortesia de Netan Choudhry, MD.)

FIG. 8A-D DRR crônico com acuidade visual de 20/400. (A) A retinografia colorida centrada no nervo óptico mostra um fluido sub-retiniano na mácula (dentro das pontas de seta). (B) A retinografia colorida da periferia inferonasal revela uma linha de demarcação pigmentada, indicativa de cronicidade. (C) A OCT pré-operatória através da fóvea mostra atenuação da depressão foveal com fluido sub-retiniano significativo. (D) Três meses após a cirurgia de retina, houve aumento da espessura foveal e restauração das bandas retinianas externas. A acuidade visual retornou para 20/60. Observe a presença de um estafiloma miópico.

 

Referências

 

Leshno A, Barak A, Loewenstein A, et al. Optical density of subretinal

fluid in retinal detachment. Invest Ophthalmol Vis Sci. 2015;56(9):5432–

5438.

Sridhar J, Flynn Jr HW. Spectral-domain optical coherence tomography

imaging of macula-off rhegmatogenous retinal detachment. Clin

Ophthalmol. 2014;8:561–566.

Terauchi G, Shinoda K, Matsumoto CS, et al. Recovery of photoreceptor

inner and outer segment layer thickness after reattachment of

rhegmatogenous retinal detachment. Br J Ophthalmol.

2015;99(10):1323–1327.

 

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