Atlas de OCT em Retina

Darin R. Goldman · Capítulo 134 de 165

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Atlas de OCT em Retina

Parte 6: Trauma

PA R T E 6

 

Trauma

 

Seção 24: Trauma Mecânico

 

Seção 25: Maculopatia Fótica

 

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S E Ç Ã O 2 4

 

Trauma Mecânico

 

Capítulo 24.1: Retinopatia de Valsalva

 

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2 4 . 1

 

Retinopatia de Valsalva

 

Jay S. Duker

 

Resumo

 

A retinopatia de Valsalva é causada pela ruptura de capilares superficiais na

retina interna após eventos em que ocorre aumento súbito da pressão venosa

intraocular devido à expiração forçada contra a glote fechada. Manifesta-se

com áreas de hemorragia abaixo da membrana limitante sub-interna (MLI),

tipicamente afetando a mácula. A hemorragia aguda apresenta estratificação

com o tempo devido ao efeito da gravidade. A aparência clínica é muitas

vezes muito característica. Com o tempo, a maioria dos casos se resolve

espontaneamente. A OCT é útil na identificação da localização da

hemorragia dentro do espaço sub-MLI, o que confirma o diagnóstico no

contexto clínico apropriado. Além disso, a OCT fornece uma modalidade

precisa para monitorar o tamanho e o volume da hemorragia. Pode ser

difícil determinar mudanças no tamanho da hemorragia com base apenas na

aparência clínica; portanto, a OCT pode ser bastante útil na retinopatia de

Valsalva.

 

Principais Achados na OCT

 

• Os scans verticais da OCT são mais úteis.

• No scan vertical da OCT, duas áreas distintas estão presentes dentro

do espaço sub-MLI (Fig. 1):

1. Cavidade hiporrefletiva superior (componente seroso).

2. Cavidade hiper-refletiva inferior (componente

hemorrágico).

• O acompanhamento dos scans verticais da OCT ao longo do tempo

ajuda a determinar a evolução clínica (Figs. 1 e 2).

FIG. 1 Uma mulher saudável de 33 anos com retinopatia por Valsalva secundária a vômitos decorrentes de colecistite. (A e B) Uma semana após o início dos sintomas, há hemorragia estratificada em camadas no espaço sub-MLI. A acuidade visual era de 20/200. (C e D) Duas semanas após a apresentação, a acuidade visual manteve-se em 20/200 e a altura vertical da hemorragia parece clinicamente aumentada em comparação com a apresentação. No entanto, a OCT confirma que o volume total de hemorragia diminuiu significativamente. (E e F) No primeiro mês após a apresentação, a acuidade visual melhorou para 20/100, com diminuição progressiva da hemorragia. (G e H) Dois meses após a apresentação, a acuidade visual melhorou para 20/25 com a reabsorção da hemorragia na fóvea central. (I e J) Quatro meses após a apresentação, a acuidade visual retornou a 20/20, com resolução completa da hemorragia.

FIG. 2 Comparação da hemorragia sub-MLI na retinopatia de Valsalva, na OCT orientada verticalmente na apresentação (A) e um mês após (B).

 

Bibliografia

 

Goldman DR, Baumal CR. Natural history of Valsalva retinopathy in an

adolescent. J Pediatr Ophthalmol Strabismus. 2014;51(2):128.

Szelog JT, Lally DR, Heier JS. Natural history of Valsalva-induced

subhyaloid hemorrhage. JAMA Ophthalmol. 2015;133(2):e143268.

 

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