Atlas de OCT em Retina

Darin R. Goldman · Capítulo 61 de 165

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Atlas de OCT em Retina

Seção 9: Maculopatias Miópicas Degenerativas

S E Ç Ã O 9

 

Maculopatias Miópicas

 

Degenerativas

 

Capítulo 9.1: Membrana Neovascular Coroidiana Miópica

 

Capítulo 9.2: Esquise Macular Miópica

 

Capítulo 9.3: Mácula em Forma de Cúpula

 

Capítulo 9.4: Estafiloma Posterior

 

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9 . 1

 

Membrana Neovascular

 

Coroidiana Miópica

 

Darin R. Goldman

 

Resumo

 

A membrana neovascular coroidiana miópica é a causa mais comum de

NVC não relacionada à degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

A alta miopia resulta em alterações degenerativas na membrana de Bruch e

no epitélio pigmentado da retina (EPR), na mácula, o que resulta na

formação de NVC em mais de 10% dos olhos com alta miopia

(Grossniklaus & Green, 1992). Exsudação, hemorragia e/ou cicatrização

associadas contribuem para a deficiência visual associada. Embora a

história natural da NVC miópica não tratada tenda a ser mais favorável do

que a da NVC secundária à DMRI, uma porção significativa dos olhos

evoluirá com perda da visão. Portanto, a NVC miópica é uma das principais

causas de perda grave da visão e cegueira em todo o mundo. Com o

aumento de casos de alta miopia, é provável que esta se torne uma condição

macular cada vez mais frequente. A terapia com anti-VEGF surgiu como o

tratamento mais efetivo para NVC miópica, embora seu uso permaneça

como off-label na maioria dos países. As características da NVC miópica na

OCT são frequentemente mais sutis do que a observada em outras causas de

NVC e, às vezes, pode ser negligenciada se esta for a única modalidade

utilizada para o diagnóstico (Figs. 1–2).

FIG. 1A-C (A) A NVC miópica aparece como uma elevação hiper-refletiva, um tanto mal definida, em forma de cúpula, no espaço sub-retiniano entre a retina neurossensorial e o EPR. Fluido sub-retiniano associado e material sub-retiniano mal definido com refletividade mista estão presentes. (B) 1 mês após a terapia inicial com anti-VEGF, o complexo CNV torna-se mais bem definido, e a exsudação associada é, em grande parte, reabsorvida com algum fluido intrarretiniano residual. (C) Após 2 meses da terapia mensal com anti-VEGF todo o fluido associado foi reabsorvido. A NVC regrediu em uma área de fibrose sub-retiniana e uma pequena área de atrofia do EPR apareceu. (Modificado com permissão de Goldman, D. In press. Choroidal Neovascularization, Not AMD. In Duker J., Liang M [Eds.], Anti-VEGF Use in Ophthalmology.)