Atlas de OCT em Retina

Darin R. Goldman · Capítulo 90 de 165

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Atlas de OCT em Retina

Seção 16: Doença Oclusiva Venosa Retiniana

S E Ç Ã O 1 6

 

Doença Oclusiva Venosa Retiniana

 

Capítulo 16.1: Oclusão do Ramo da Veia Central da

Retina

 

Capítulo 16.2: Oclusão da Veia Central da Retina

 

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1 6 . 1

 

Oclusão do Ramo da Veia Central

 

da Retina

 

Caroline R. Baumal

 

Resumo

 

A oclusão do ramo da veia central retina da retina (ORVR) deve-se ao

bloqueio de um dos ramos da veia central da retina. A patogênese envolve

compressão mecânica de um tributário aterosclerótico da artéria retiniana,

alterações vasculares degenerativas e formação de trombo. É o segundo

distúrbio vascular da retina mais comum após retinopatia diabética. A

incidência de 5 anos é de 0,6% e aumenta com a idade. A idade típica de

início é entre 60 e 70 anos, com um intervalo variável. Os fatores de risco

incluem hipertensão, doença cardiovascular, hiperlipidemia, obesidade e

glaucoma. A hipercoagulabilidade pode desempenhar um papel em alguns

casos. O exame clínico revela dilatação e tortuosidade do ramo da veia

retiniana obstruída associada às hemorragias retinianas. Manchas

algodonosas, exsudatos lipídicos, edema macular, neovascularização da

retina e não perfusão capilar podem ser características concomitantes.

Imagens da retina com OCT e angiografia com fluoresceína podem

ajudar na determinação do prognóstico e da terapia. A ORVR geralmente

tem um bom prognóstico. A acuidade visual depende da área de isquemia

retiniana e do estado da fóvea. O tratamento das sequelas da ORVR

(especificamente edema macular ou neovascularização) pode incluir

agentes anti-VEGF, corticosteroides intraoculares e fotocoagulação a laser.

 

Principais Achados na OCT

• A OCT é fundamental para diagnosticar o edema macular

associado, determinar se a fóvea está envolvida e determinar a

resposta à terapia.

• Os achados da OCT incluem edema macular cistoide, hiper-

refletividade intrarretiniana das hemorragias, sombreamento de

edema e hemorragias e líquido sub-retiniano (Fig. 1).

• Mesmo com a resolução do edema macular cistoide, a ruptura da

camada de fotorreceptores foveais, especificamente a camada

elipsoide e a membrana limitante externa, tem sido associada a um

prognóstico visual pior.

FIG. 1 (A a H). (A) Retinografia colorida do olho esquerdo demonstrando uma oclusão do ramo da veia central da retina superotemporal com hemorragias retinianas proeminentes. (B) A OCT en-face demonstra edema macular cistoide com hiper-refletividade secundária a cistos intrarretinianos. (C) OCT B-scan demonstra edema macular cistoide. (D) Retinografia colorida do olho esquerdo demonstrando resolução das hemorragias. (E e F). A angiografia por OCT dos plexos superficial e profundo demonstra a dilatação dos vasos, a tortuosidade dos vasos e o abandono capilar, indicando isquemia da retina. (G) OCT-B scan com sobreposição de fluxo de angiografia. (H) OCT B-scan da mácula mostrando a

resolução do edema, mas com sequela sobre a membrana limitante externa e possível disrupção da junção IS/OS na retina externa.

 

Bibliografia

 

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