Atlas de OCT em Retina
6.2.2: Neovascularização de Coroide do Tipo 2
6 . 2 . 2
Neovascularização de Coroide do
Tipo 2
A. Yasin Alibhai
Daniela Ferrara
Resumo
A NVC do tipo 2 estende-se através do espaço sub-retiniano, entre a retina
neurossensorial e o EPR. Caracteriza-se na angiografia fluoresceínica como
“NVC clássica”, mostrando, nas fases iniciais da angiografia, o contorno
fino dos neovasos, e nos estágios tardios, marca da hiperfluorescência por
vazamento abundante (Fig. 1). Na OCT, a NVC do tipo 2 geralmente se
manifesta como material hiper-refletivo sub-retiniano (Fig. 2) (Freund
et al., 2010).
FIG. 1 A angiofluoresceinografia mostra na fase inicial o contorno fino do NVC acima do EPR e a hiperfluorescência acentuada na fase tardia, secundária a vazamentos profusos típicos da NVC clássica.
FIG. 2 OCT correspondente ao olho representado na Figura 1. Existe material hiper-refletivo sub-retiniano correspondente ao complexo NVC tipo 2 localizado acima do EPR dividido. Cistos intrarretinianos também estão presentes.
A NVC do tipo 2 comumente ocorre em associação com a DMRI
exudativa, assim como em pacientes com defeitos adquiridos no complexo
EPR-Bruch, como miopia patológica, retinocoroidite, trauma, tumores
coroidais, anomalias do disco óptico e outras condições primárias (Shah
et al., 2014). Esses defeitos adquiridos fornecem um caminho de menor
resistência ao crescimento de vasos sanguíneos anormais e servem como
um ponto de entrada no espaço sub-retiniano. Dependendo da causa, a NVC
do tipo 2 pode ocorrer em associação com a NVC do tipo 1, formando um
complexo neovascular misto. Nesse caso, PED irregular com interrupções
visíveis no EPR é observado na OCT. Podem ocorrer ainda hemorragia sub-
retiniana associada, líquido sub-retiniano ou líquido intrarretinal (Fig. 3).