Atlas de OCT em Retina

Darin R. Goldman · Capítulo 151 de 165

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Atlas de OCT em Retina

Seção 29: Hemorragia Vítrea

S E Ç Ã O 2 9

 

Hemorragia Vítrea

 

Capítulo 29.1: Hemorragia Vítrea

 

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Hemorragia Vítrea

 

Darin R. Goldman

 

Resumo

 

A hemorragia vítrea espontânea é um distúrbio comum da cavidade vítrea,

que ocorre em aproximadamente 7 em cada 100.000 pessoas (Spraul &

Grossniklaus, 1997). O aparecimento de hemorragia vítrea desenvolve-se

secundariamente ao sangramento de vasos sanguíneos normais ou neovasos

dentro da retina/vítreo. As causas mais comuns de hemorragia vítrea

espontânea não traumática incluem retinopatia diabética,

ruptura/descolamento de retina, tração vitreorretiniana resultante de

descolamento do vítreo posterior, doença oclusiva venosa retiniana,

macroaneurisma retiniano roto e DMRI exsudativa. A hemorragia vítrea

espontânea é uma causa comum de deficiência visual e pode apresentar

resolução espontânea em casos leves. Casos mais graves podem exigir

vitrectomia cirúrgica. No cenário de hemorragia vítrea grave e sem

visualização do fundo de olho, a ultrassonografia B-scan é a modalidade de

imagem de escolha. Em casos de hemorragia vítrea mais leve, a OCT pode

ser útil para identificar anormalidades maculares subjacentes e a própria

hemorragia vítrea.

 

Principais Achados na OCT

 

• Os achados da OCT na hemorragia vítrea incluem a visualização de

glóbulos vermelhos individuais, aglomerados de hemor-ragia e

efeitos secundários do sombreamento (Figs. 1–4).

• Glóbulos vermelhos individuais aparecem como pequenas manchas

densamente hiper-refletivas, enquanto a hemorragia difusa aparece

como uma lâmina homogênea hiper-refletiva.

 

FIG. 1 (A) Retinografia colorida de hemorragia vítrea diabética. (B) A OCT visualiza a hialoide posterior (pontas de seta) com hemorragia subjacente que é tanto restrita à parte posterior da hialoide (asteriscos) quanto também dispersa dentro do vítreo subjacente (entre as setas). O artefato de sombreamento posterior é maior nos locais em que a hemorragia é aderida à hialoide posterior.

 

FIG. 2 (A) Retinografia colorida de hemorragia vítrea diabética, principalmente contida no espaço sub-hialoide. (B) OCT mostra uma leve hemorragia vítrea sobre a mácula nasal. Temporalmente, há hemorragia sub-hialoidea (a seta amarela corresponde à mesma

seta na Fig. 2A) com artefato de sombreamento subjacente.

FIG. 3 Hemorragia vítrea secundária à ruptura de um macroaneurisma da retina. No local em que a hemorragia é mais densa há um artefato de sombreamento subjacente (setas amarelas). No local em que a hemorragia é mais leve, não há sombreamento subjacente (setas brancas).

 

FIG. 4A-E (A) Hemorragia vítrea leve em quadro de DVP agudo pode passar despercebida clinicamente. Pontos pequenos, redondos e hiper-refletivos correspondem a glóbulos vermelhos individuais (setas). (B) Hemorragia vítrea mais significativa com artefato de sombreamento (entre pontas de seta) da hemorragia vítrea sobrejacente, que está localizada acima da moldura da imagem. Glóbulos vermelhos individuais também são visualizados (setas). (C) Além dos glóbulos vermelhos (setas), o mapa de espessura revela um artefato de segmentação preto (círculo) que é devido ao bloqueio do sinal localizado da hemorragia vítrea sobrejacente nesta região. (D e E) Notam-se os glóbulos vermelhos (setas brancas) e as estrias de hemorragia vítrea hiper-refletivas.

 

Referência Spraul CW, Grossniklaus HE. Vitreous Hemorrhage. Surv Ophthalmol.

1997;42(1):3–39.

 

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