Atlas de OCT em Retina

Darin R. Goldman · Capítulo 152 de 165

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Atlas de OCT em Retina

Seção 30: Inflamação Vítrea

S E Ç Ã O 3 0

 

Inflamação Vítrea

 

Capítulo 30.1: Inflamação Vítrea

 

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3 0 . 1

 

Inflamação Vítrea

 

Darin R. Goldman

 

Resumo

 

Um grande variedade de uveítes resultam em inflamação vítrea como parte

do curso da doença. A capacidade de monitorar a gravidade da inflamação

durante o follow-up depende de uma avaliação clínica subjetiva imprecisa

que não tem reprodutibilidade. A OCT fornece um método mais preciso

para avaliar as alterações da inflamação vítrea ao longo do tempo. A

opacidade média criada pela inflamação vítrea prejudica a transmissão da

luz. A atenuação de luz correspondente é distribuída de maneira bastante

uniforme e resulta em degradação do sinal de OCT. Na ausência de outras

causas de perda do sinal na OCT, como o filme lacrimal ou a catarata, a

variação na intensidade do sinal da OCT pode ser útil no monitoramento da

atividade da uveíte e na resposta ao tratamento. A variação na intensidade

do sinal da OCT, que se correlaciona com a gravidade da vitreíte, fornece

uma medida direta, objetiva e reprodutível, da atividade da doença(Figs. 1–

3). Outros métodos, mais sofisticados, de monitorar a inflamação vítrea

usando OCT foram descritos (Keane et al., 2014; Zarranz-Ventura

et al., 2016). Além disso, a OCT é muito útil para detectar edema macular

cistoide associado (EMC) e monitorar a resposta ao tratamento (Fig. 3).

FIG. 1 (A) Uveíte posterior idiopática. A intensidade do sinal é de 4/10 devido à inflamação vítrea difusa, que é evidenciada pela má resolução geral da imagem. Há também EMC associado. (B) Após 1 mês do implante intravítreo de dexametasona, há diminuição do EMC, e a intensidade do sinal melhorou para 6/10, juntamente com uma resolução da inflamação vítrea. A melhora na intensidade do sinal e a resolução da EMC indicam uma resposta positiva ao tratamento.

FIG. 2 (A) Além OCT B-scan (inferior), mapas de espessura (superior) e mapa de diferença (meio, direita) são muito úteis para visualizar as alterações ao longo do tempo, particularmente a resposta ao tratamento. Os mapas de espessura do pré-tratamento (caixa amarela) mostram um EMC central significativo, com resolução após o tratamento (caixa vermelha). Essa mudança ao longo do tempo é mais bem visualizada nos mapas de diferenças (meio, à direita). (B) Resposta de tratamento semelhante no olho contralateral, destacada pelos mapas de espessura.