Atlas de OCT em Retina

Darin R. Goldman · Capítulo 159 de 165

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Atlas de OCT em Retina

31.3: Retinosquise

3 1 . 3

 

Retinosquise

 

Darin R. Goldman

 

Resumo

 

A retinosquise senil é definida como uma separação das camadas da retina.

Embora a esquise seja mais comumente localizada na retina periférica

superotemporal, ela pode ocorrer em qualquer meridiano e, em sua maioria,

é bilateral. A esquise é geralmente restrita à retina periférica, mas pode se

comunicar posteriormente e envolver a mácula. A retina envolvida aparece

levemente elevada, o que pode ser difícil de distinguir dos descolamentos

de retina regmatogênicos. Essa distinção é fundamental para evitar

intervenções cirúrgicas desnecessárias no caso de retinosquise e orientar o

tratamento adequado no caso de descolamento de retina. Alguns recursos

clínicos e diagnósticos, como o teste de campo visual ou a demarcação a

laser, podem ajudar a esclarecer o diagnóstico, embora esses métodos não

sejam definitivos. A OCT fornece um método inequívoco de distinguir a

retinosquise do descolamento de retina (Figs. 1–7). Múltiplas áreas

separadas da retina devem ser visualizadas para aumentar a probabilidade

de identificar qualquer descolamento associado que possa ser negligenciado

por imagens em apenas um local. Devido à localização periférica típica da

retinosquise, a imagem da OCT pode ser de difícil realização e, portanto,

pode ser subutilizada. É útil a orientação do plano de imagem da OCT

perpendicular à área elevada, incluindo a transição da retina de plana para

elevado.

FIG. 1A E B (A) Retinografia colorida de retinosquise bolhosa localizada na periferia retiniana superotemporal. (B) OCT obtida no o plano de varredura ortogonal à retina elevada, enquanto ainda inclui uma porção de retina plana (ver linha amarela, Fig. 1A). Note que na área onde a retina é mais elevada, as CREs (camadas retinianas externas) estão presentes sobre o EPR, o que define a esquise pela OCT.

FIG. 2A E B (A) Retinografia colorida de retinosquise bolhosa localizada na periferia retiniana inferotemporal. (B) OCT foi obtida com o plano de varredura ortogonal à retina elevada, incluindo ainda uma porção de retina plana (ver linha amarela, Fig. 2A). As CREs (camadas retinianas externas) estão presentes sobre o EPR, o que define a esquise pela OCT.

FIG. 3A E B (A) Zona de transição entre a retina plana e a retinosquise superficial. (B) Note a extensão da retinosquise, que se alarga da esquerda para a direita (nasal a temporal). Supostas células de Müller são visíveis e as camadas retinianas externas estão presentes sobrepostas ao EPR.

 

FIG. 4 Retinosquise superficial com entrelaçamento de elementos retinais que parecem esticados. (Cortesia Netan Choudhry, MD.)

 

FIG. 5 Retinosquise combinada com descolamento de retina. Ambas as áreas são visualizadas distintamente em cada lado da zona de transição (seta amarela). (Cortesia Netan Choudhry, MD.)