Atlas de OCT em Retina
31.3: Retinosquise
3 1 . 3
Retinosquise
Darin R. Goldman
Resumo
A retinosquise senil é definida como uma separação das camadas da retina.
Embora a esquise seja mais comumente localizada na retina periférica
superotemporal, ela pode ocorrer em qualquer meridiano e, em sua maioria,
é bilateral. A esquise é geralmente restrita à retina periférica, mas pode se
comunicar posteriormente e envolver a mácula. A retina envolvida aparece
levemente elevada, o que pode ser difícil de distinguir dos descolamentos
de retina regmatogênicos. Essa distinção é fundamental para evitar
intervenções cirúrgicas desnecessárias no caso de retinosquise e orientar o
tratamento adequado no caso de descolamento de retina. Alguns recursos
clínicos e diagnósticos, como o teste de campo visual ou a demarcação a
laser, podem ajudar a esclarecer o diagnóstico, embora esses métodos não
sejam definitivos. A OCT fornece um método inequívoco de distinguir a
retinosquise do descolamento de retina (Figs. 1–7). Múltiplas áreas
separadas da retina devem ser visualizadas para aumentar a probabilidade
de identificar qualquer descolamento associado que possa ser negligenciado
por imagens em apenas um local. Devido à localização periférica típica da
retinosquise, a imagem da OCT pode ser de difícil realização e, portanto,
pode ser subutilizada. É útil a orientação do plano de imagem da OCT
perpendicular à área elevada, incluindo a transição da retina de plana para
elevado.
FIG. 1A E B (A) Retinografia colorida de retinosquise bolhosa localizada na periferia retiniana superotemporal. (B) OCT obtida no o plano de varredura ortogonal à retina elevada, enquanto ainda inclui uma porção de retina plana (ver linha amarela, Fig. 1A). Note que na área onde a retina é mais elevada, as CREs (camadas retinianas externas) estão presentes sobre o EPR, o que define a esquise pela OCT.
FIG. 2A E B (A) Retinografia colorida de retinosquise bolhosa localizada na periferia retiniana inferotemporal. (B) OCT foi obtida com o plano de varredura ortogonal à retina elevada, incluindo ainda uma porção de retina plana (ver linha amarela, Fig. 2A). As CREs (camadas retinianas externas) estão presentes sobre o EPR, o que define a esquise pela OCT.
FIG. 3A E B (A) Zona de transição entre a retina plana e a retinosquise superficial. (B) Note a extensão da retinosquise, que se alarga da esquerda para a direita (nasal a temporal). Supostas células de Müller são visíveis e as camadas retinianas externas estão presentes sobrepostas ao EPR.
FIG. 4 Retinosquise superficial com entrelaçamento de elementos retinais que parecem esticados. (Cortesia Netan Choudhry, MD.)
FIG. 5 Retinosquise combinada com descolamento de retina. Ambas as áreas são visualizadas distintamente em cada lado da zona de transição (seta amarela). (Cortesia Netan Choudhry, MD.)