Atlas de OCT em Retina

Darin R. Goldman · Capítulo 138 de 165

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Atlas de OCT em Retina

26.1: Retinite Pigmentosa

2 6 . 1

 

Retinite Pigmentosa

 

Shilpa Desai

 

A. Yasin Alibhai

 

Resumo

 

Retinite pigmentosa (RP) engloba um grupo heterogêneo de doenças

hereditárias que se caracterizam pela perda da função celular retiniana,

preferencialmente na retina periférica. A RP pode ter gravidade, idade de

início, modo de herança e associações sistêmicas variáveis. RP pode ser

herdada de forma autossômica dominante, autossômica recessiva ou

recessiva ligada ao X. A forma ligada ao X da doença é tipicamente a mais

grave. A doença, em geral, é secundária a mutações no gene da rodopsina,

embora algumas formas tenham sido associadas a mutações no gene da

RDS (Anasagasti et al., 2012). A RP é geralmente caracterizada por uma

lenta perda e progressiva da visão noturna (nictalopia), juntamente com a

contração do campo visual. Nos estágios posteriores da doença, a acuidade

central é afetada, o que pode causar perda visual grave. Anormalidades

típicas do fundo do olho incluem palidez do nervo óptico, reflexo tipo

tapetal resultante de alterações no epitélio pigmentar da retina (EPR),

estreitamento vascular e alterações em espícula óssea na retina médio-

periférica (Fig. 1). O diagnóstico definitivo requer testes eletrofisiológicos.

A OCT é útil para auxiliar no diagnóstico inicial e detectar anormalidades

maculares associadas, como o edema macular cistoide (Fig. 2). O

tratamento da RP é limitado atualmente, embora implantes de próteses na

retina estejam disponíveis para casos extremamente graves (Farrar

et al., 2012).

 

FIG. 1 Retinografia colorida de um paciente com RP típica. Há espículas ósseas periféricas invadindo a mácula, palidez do nervo óptico e atenuação vascular proeminente. A retina central e o EPR são preservados (“ilha central”).