Atlas de OCT em Retina

Darin R. Goldman · Capítulo 155 de 165

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Atlas de OCT em Retina

31.1: Descolamento de Retina Tracional

3 1 . 1

 

Descolamento de Retina Tracional

 

Darin R. Goldman

 

Resumo

 

O descolamento de retina tracional (DRT) ocorre mais comumente

secundário à retinopatia diabética proliferativa ou à proliferação

vitreorretiniana (PVR). A aparência clínica é caracterizada por membranas

vítreas e epirretinianas visíveis que exercem forças de tração na superfície

da retina. O tipo e a localização do DR dependem da intensidade e do local

onde essas forças são. O DR pode ocorrer isolado na mácula, isolado na

periferia ou acometendo toda a retina. A existência de um DR é definida

pela presença de fluido sub-retiniano. Esse fluido, em geral, é detectável na

OCT antes de ser visível clinicamente (Figs. 1–5). Os DRTs, no contexto de

retinopatia diabética proliferativa, começam com a tração focal na retina,

que aumenta progressivamente, causando espessamento da retina

subjacente com alterações do tipo esquise e, finalmente, o desenvolvimento

do fluido sub-retiniano subjacente. Os DRTs, no contexto dos PVRs,

desenvolvem-se como um processo mais agudo, com membranas pré-

retinianas proeminentes e fluido sub-retiniano.

FIG. 1A-D (A) Retinopatia diabética proliferativa em estágio terminal com descolamento de retina tracional atrófico em configuração de “boca-de-lobo”. (B) OCT mostra múltiplas áreas de tração (setas) e fluido sub-retiniano loculado (asteriscos). Há desorganização severa da retina com a perda da delimitação das camadas retinianas. (C) A hialoide posterior é visível com cavilhas de inserção vítrea na superfície da retina. (D) O mapa de espessura da OCT é limitado devido a erros de segmentação, que são comuns nessa configuração.

FIG. 2A E B (A) Descolamento de retina tracional avançado por diabetes envolvendo a mácula. (B) A OCT revela uma membrana difusa na superfície macular (pontas de seta), alterações císticas intrarretinianas com desorganização da retina e fluido sub-retiniano significativo.

FIG. 3A-D (A) Retinopatia diabética proliferativa com fibrose pré-retiniana na ausência de descolamento de retina. (B) Há uma área focal de tração vitreomacular, mas sem descolamento. (C) Posteriormente, a proliferação fibrovascular pré-retiniana progrediu até causar um DRT envolvendo a mácula periférica. (D) OCT revela a separação tracional das camadas da retina e o fluido sub-retiniano, que define a presença de descolamento da retina.

FIG. 4A E B (A) Descolamento de retina tracional por diabetes com configuração inicial de “boca-de-lobo”. (B) A OCT estrutural mostra a presença de fluido sub-retiniano nasal na fóvea e alterações retinianas esquise-like (com espessamento tracional da retina), temporais à fóvea. O mapa de espessura OCT é útil para ilustrar melhor a natureza tridimensional do efeito tracional exercido de maneira circunferencial nas bordas da mácula.