Atlas de OCT em Retina

Darin R. Goldman · Capítulo 30 de 165

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Atlas de OCT em Retina

6.1.2: Atrofia Geográfica

6 . 1 . 2

 

Atrofia Geográfica

 

Ivana N. Despotovic

 

Daniela Ferrara

 

Resumo

 

A Atrofia Geográfica (AG) é caracterizada por áreas de hipopigmentação

ou despigmentação do EPR nitidamente demarcadas, redondas ou ovais

(Figs. 1, 2, 4, 5, 6). Vasos da coroide são mais visíveis dentro das áreas da

AG do que nas áreas adjacentes. O diâmetro mínimo da lesão que

caracteriza uma lesão de AG varia na literatura, mas muitos autores

concordam que deve ter pelo menos 175 μm de diâmetro. A atrofia em AG

não se limita ao RPE sozinho; envolve também os fotorreceptores e os

coriocapilares. A sequência de eventos patológicos que levam a AG ainda

não é completamente compreendida. A AG progride gradualmente e, na

maioria dos casos, a princípio, a fóvea é poupada. A regressão de drusas

pode ser um sinal de progressão para AG (Schlanitz et al., 2017 Schlanitz

et al., 2017). Com base nos esquemas de classificação atualmente revisados,

a AG é uma manifestação de DMRI avançada, mesmo se a fóvea for

poupada, porque a lesão causa perda irreversível da função visual (Ferris

et al., 2013).

FIG. 1 (A) Retinografia colorida de AG secundária a degeneração macular relacionada à idade envolvendo o centro da fóvea, com uma área nitidamente demarcada de despigmentação de EPR com vasos da coroide visíveis. (B) A autofluorescência mostra a área de hipoautofluorescência da AG resultante da perda de fotorreceptores e do epitélio pigmentar da retina. (C) A En face OCT da atrofia geográfica mostra uma grande área de hiper-refletividade com margens distintas e vasos sanguíneos da coroide visíveis.

FIG. 2 (A) e (B) Retinografias coloridas de AG bilateral envolvendo o centro da fóvea em ambos os olhos, com áreas demarcadas de forma acentuada da perda do epitélio pigmentar da retina (EPR) e vasos sanguíneos da coroide visíveis. (C) e (D) OCT transversal mostra perda da camada nuclear externa, fotorreceptores e EPR na área de AG, causando afinamento total da retina neurossensorial, bem como perda aparente de coriocapilares. O sinal OCT é aumentado abaixo do nível do RPE, correspondendo ao chamado efeito de hipertransmissão.

FIG. 3 Varredura de cubo macular de ambos os olhos do mesmo

paciente representado na Figura 2, mostrando mapas de espessura, en face OCT e varreduras transversais de OCT. Diminuição da espessura é evidente no centro da mácula. A en face OCT mostra a área da AG. A OCT de corte transversal demonstra a perda da camada nuclear externa, fotorreceptores e epitélio pigmentar da retina nas áreas de AG, causando afinamento da retina neurossensorial. O sinal OCT é aumentado abaixo do nível do EPR, correspondendo ao efeito de hipertransmissão. ILM, membrana limitante interna.

FIG. 4 (A) Retinografia colorida de AG multifocal envolvendo o centro da fóvea, mostrando despigmentação do EPR com vasos da coroide visíveis. Na região temporal da mácula, drusas duras, moles e calcificadas estão presentes. (B) Autofluorescência com áreas hipoautofluorescentes de AG secundária à perda dos fotorreceptores e EPR. (C) A OCT de varredura en face mostra áreas multifocais de AG e refletividade heterogênea na topografia das drusas. (D) A OCT de varredura transversal mostra perda da camada nuclear externa, fotorreceptores, EPR e coriocapilares nas áreas de AG, com afilamento da retina neurossensorial. O efeito de hipertransmissão está presente. No lado esquerdo e direito da varredura as drusas também são visíveis.

FIG. 5 (A) Retinografia de atrofia geográfica multifocal (AG), com despigmentação do epitélio pigmentar da retina (EPR) e vasos coroides visíveis. Drusas duras e macias estão presentes. (B) Autofluorescência com áreas de hipoautofluorescência de AG secundárias à perda de fotorreceptores e EPR. (C) A OCT de varredura mostra as áreas multifocais da AG. (D) Corte transversal da OCT com perda da camada nuclear externa, fotorreceptores, EPR e coriocapilares nas áreas de AG, com afilamento da retina neurossensorial. Algumas drusas estão presentes no exame. Observe as irregularidades no nível dos fotorreceptores durante todo o exame.

FIG. 6 (A) Retinografia colorida de AG multifocal, com despigmentação de EPR e vasos da coroide visíveis. As drusas duras, moles e calcificadas estão presentes, assim como as pseudodrusas reticulares. (B) A refletância do fundo em near-infra red mostra as áreas de AG cercadas por múltiplos pontos brilhantes correspondentes às anormalidades pigmentares associadas às drusas. (C) A OCT em varredura transversal mostra perda de camada nuclear externa, fotorreceptores, EPR e coriocapilares na área de AG, com colapso da retina interna sobre a lesão e acentuado afinamento da retina neurossensorial, afetando o contorno foveal. O efeito de hipertransmissão é evidente. Observar a presença de drusas e pseudodrusas reticulares, associada à irregularidade da camada de fotorreceptores, ao longo da varredura da OCT, além das bordas da lesão da AG.

 

A hipopigmentação é manifestada pelo aumento da transmissão do sinal

OCT refletido abaixo da camada RPE. No entanto, o chamado “sinal de hipertransmissão” na OCT está associado à perda acentuada de células nas