Atlas de OCT em Retina

Darin R. Goldman · Capítulo 29 de 165

Páginas do PDF

Atlas de OCT em Retina

Pontos-chave

(Figs. 3, 4 e 10). A OCT é considerada uma modalidade fundamental para

identificar e caracterizar DDS (Suzuki, Sato & Spaide, 2014; Zweifel

et al., 2010). DDS em olhos mais velhos, com aparência macular normal,

como definido pela escala Age-Related Eye Disease Study (AREDS), é um

fator de risco para DMRI (Huisingh et al., 2016) A redução da visibilidade

de cones sobrepostos em DDS em imagens de óptica adaptativa pode ser

devida a várias causas possíveis — incluindo uma mudança na orientação

dos fotorreceptores, uma alteração de sua arquitetura celular ou ausência

dos próprios cones — o que diminui a função fotorreceptora do cone

(Mrejen et al., 2014).

As imagens de OCT de drusas refrácteis (material drusenoide contendo

pequenas esferas refrácteis) mostram pontos hiper-refletivos (muitas

pequenas esférulas ricas em fosfato de cálcio) e parecem ser uma etapa de

regressão de drusas marcada pela perda de EPR, contribuindo para o

desenvolvimento de AG (Suzuki et al., 2015).

 

Pontos-chave

 

• Pequenas drusas (“drupelets”) têm menos de 63 μm de diâmetro,

drusas intermediárias são de 63 a 125 μm e drusas grandes são

maiores que 125 μm.

• Pequenas drusas são consideradas envelhecimento normal e não

representam risco de progressão para DMRI avançada.

• Os depósitos drusenoides sub-retinianos (também conhecidos como

pseudodrusas reticulares) estão localizados acima do EPR e estão

associados à progressão para DMRI avançada.

• A OCT é valiosa no diagnóstico diferencial das drusas.

• Características específicas de drusas na OCT são investigadas como

biomarcadores para progressão da DMRI.

 

Referências

 

Abdelfattah NS, Zhang H, Boyer DS, et al. Drusen volume as a predictor of

disease progression in patients with late age-related macular degeneration

in the fellow eye. Invest Ophthalmol Vis Sci. 2016;57(4):1839–1846.

Casswell AG, Kohen D, Bird AC. Retinal pigment epithelial detachments in

the elderly: classification and outcome. Br J Ophthalmol.

1985;69(6):397–403.

Cukras C, Agrón E, Klein ML, et al. Age-Related Eye Disease Study

Research Group Natural history of drusenoid pigment epithelial

detachment in age-related macular degeneration: Age-Related Eye

Disease Study Report No. 28. Ophthalmology. 2010;117(3):489–499:

doi:10.1016/j.ophtha.2009.12.002.

Curcio CA, Johnson M, Rudolf M, et al. The oil spill in ageing Bruch

membrane. Br J Ophthalmol. 2011;95(12):1638–1645:

doi:10.1136/bjophthalmol 300344.

Huisingh C, McGwin Jr G, Neely D, et al. The Association between

subretinal drusenoid deposits in older adults in normal macular health

and incident age-related macular degeneration. Invest Ophthalmol Vis

Sci. 2016;57(2):739–745: doi:10.1167/iovs.15-18316.

Mrejen S, Sato T, Curcio CA, et al. Assessing the cone photoreceptor

mosaic in eyes with pseudodrusen and soft Drusen in vivo using adaptive

optics imaging. Ophthalmology. 2014;121(2):545–551: doi:10.1016/j.

ophtha.2013.09.026. [Epub 2013 Oct 30].

Suzuki M, Curcio CA, Mullins RF, et al. Refractile Drusen: Clinical

imaging and candidate histology. Retina. 2015;35(5):859–865:

doi:10.1097/ IAE. 0000000000000503.

Suzuki M, Sato T, Spaide RF. Pseudodrusen subtypes as delineated by

multimodal imaging of the fundus. Am J Ophthalmol. 2014;157(5):1005–

1012.

Veerappan M, El-Hage-Sleiman AM, Chiu SJ, et al. Optical coherence

tomography reflective drusen substructures predict progression to

geographic atrophy in age-related macular degeneration. Ophthalmology.

2016;123(12):2554–2570.

Yehoshua Z, Wang F, Rosenfeld PJ, et al. Natural history of drusen

morphology in age-related macular degeneration using spectral domain

optical coherence tomography. Ophthalmology. 2011;118(12):2434–

2441.

Zweifel SA, Spaide RF, Curcio CA, et al. Reticular pseudodrusen are

subretinal drusenoid deposits. Ophthalmology. 2010;117(2):303–312.

 

OceanofPDF.com