Atlas de OCT em Retina
Seção 25: Maculopatia Fótica
S E Ç Ã O 2 5
Maculopatia Fótica
Capítulo 25.1: Maculopatia por Laser
Capítulo 25.2: Maculopatia Solar
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Maculopatia por Laser
Jay S. Duker
Resumo
Os lasers de alta potência tornaram-se comuns tanto no ambiente comercial
quanto no recreativo. Isso acabou acarretando exposição acidental e
intencional da mácula, que aumentou em frequência durante o século XXI.
A mácula central geralmente recebe a maior parte da lesão, devido à
visualização direta do raio laser. Clinicamente, a lesão aguda aparece
amarela e mosqueada, melhorando ao longo de semanas a meses. Os
estágios mais tardios da lesão são inespecíficos, com quantidades variáveis
de distúrbios pigmentares do epitélio pigmentar da retina (EPR) e atrofia da
retina. A extensão da lesão retiniana depende da carga de exposição, com
lesões leves afetando apenas a retina externa; lesões mais graves podem
afetar a espessura total da retina.
Principais Achados na OCT
• Em situações agudas, há maior envolvimento localizado da retina
externa, com hiper-refletividade envolvendo o complexo segmento
interno/segmento externo/zona elipsoide (IS/OS/EZ) e o EPR
(Figs. 1 e 2).
• No cenário subagudo ou crônico estão presentes rupturas e
aglomerações irregulares do EPR (Fig. 3).
• A normalização do complexo IS/OS/EZ varia dependendo da
gravidade da lesão inicial e se correlaciona com a recuperação
visual.
FIG. 1 OCT de maculopatia a laser aguda bastante grave.
FIG. 2 Retinografia colorida correspondente à Figura 1.
FIG. 3 OCT 6 semanas após o quadro inicial.
Bibliografia
Wyrsch S, Baenninger PB, Schmid MK. Retinal injuries from a handheld
laser pointer. N Engl J Med. 2010;363(11):1089–1091.
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