Atlas de OCT em Retina
19.5: Coriorretinite por Cândida
1 9 . 5
Coriorretinite por Cândida
Darin R. Goldman
Resumo
A coriorretinite fúngica é um distúrbio ocular raro que pode ser adquirido
via disseminação hematogênica (endógena) ou por inoculação direta em
casos de infecção pós-operatória (exógena). O agente etiológico mais
comum em casos de coriorretinite fúngica são espécies de Candida,
especificamente Candida albicans. Embora os pacientes com coriorretinite
fúngica endógena sejam frequentemente hospitalizados onde a avaliação da
OCT é impraticável, os pacientes ambulatoriais também podem ser
afetados. Assim, a coriorretinite fúngica pode ser encontrada no cenário
ambulatorial, no qual a OCT está prontamente disponível. Nesse cenário, o
diagnóstico pode ser particularmente desafiador devido às limitações na
obtenção de uma amostra adequada e no tempo necessário para os
resultados confirmatórios da cultura. A OCT é particularmente útil para
identificar características da coriorretinite fúngica, o que pode auxiliar em
um diagnóstico já desafiador (Figs. 1–3).
FIG. 1A-C (A) Retinografia colorida de uma lesão coriorretiniana típica resultante da infecção por Candida. Note que há também retinopatia diabética associada. (B) OCT através da lesão macular mostra envolvimento retiniano de espessura total. (C) O mapa de espessura da OCT destaca a lesão focal.
FIG. 2A-C (A) A fotografia do segmento anterior de endoftalmite no pós-operatório causada por Candida parapsilosis mostra um acúmulo visível de material infectado dentro do saco capsular (círculo). (B) OCT na borda da mácula mostra uma lâmina de material hiper-refletivo que reveste a superfície da retina, uma característica de infecção extensa que não foi detectada clinicamente. (C) A coloração de metenamina de prata Grocott-Gomori (GMS) da cápsula do cristalino (que foi removida no momento da vitrectomia) mostra extensos organismos de Candida parapsilosis (material escuro).