Atlas de OCT em Retina
Seção 12: Telangiectasia Macular
S E Ç Ã O 1 2
Telangiectasia Macular
Capítulo 12.1: Telangiectasia Macular
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Telangiectasia Macular
Carlos A. Moreira Neto
Carl Rebhun
Resumo
A telangiectasia macular manifesta-se como anomalias vasculares da retina
em adultos de meia-idade ou idosos. As anormalidades do leito capilar
retiniano incluem dilatação e tortuosidade dos vasos, aneurismas,
vazamento vascular e depósito de exsudatos duros. A telangiectasia macular
do tipo 1, considerada uma forma da doença de Coats, é tipicamente
unilateral e é mais observada em homens. Vasos sanguíneos
telangiectásicos são vistos temporais à mácula e estão associados a
exsudatos. A telangiectasia macular do tipo 2 é uma doença bilateral sem
predileção por sexo. Há perda da transparência da retina parafoveal com
ectasia de capilares temporais. A exsudação é raramente vista no tipo 2.
Com a progressão da doença, pode ocorrer depósito de cristais, hiperplasia
do EPR e NVC.
Pontos-chave
Tipo 1
• Homens e unilateral.
• Presença de exsudação (Fig. 1).
• OCT:
• O edema macular cistoide é a característica mais
proeminente, embora fluido sub-retiniano também possa
estar presente (Fig. 2).
• O edema macular cistoide está presente e pode estar associado ao
fluido sub-retiniano.
Tipo 2
• Bilateral.
• Anormalidades microaneurismais estão na região parafoveal
temporal.
• Presença de hiperplasia do EPR (Fig. 3).
• OCT:
• Área de baixa refletividade intrarretiniana com defeitos
lamelares em múltiplas camadas, em geral, localizadas
apenas temporalmente ao centro foveal. (Fig. 4).
• Depósito de pigmento e atrofia podem se desenvolver
com doença crônica.
• OCTA:
• A zona avascular foveal pode se tornar irregular.
• Áreas de exclusão capilar com redução da densidade
vascular.
• Distorção e arrastamento (Fig. 5).
FIG. 1 A retinografia colorida mostra a exsudação macular em um paciente com telangiectasia macular do tipo 1.
FIG. 2 OCT (correspondente ao olho com telangiectasia macular
do tipo 1, visto na Fig. 1) antes (A) e depois (B-D) do tratamento. (A) Observe o fluido sub-retiniano e as cavidades císticas
intrarretinianas de baixa e média refletividade e depósitos hiper-refletivos dentro da retina, correspondendo a exsudatos duros. Acuidade visual é de 20/200. (B) OCT 3 meses após o tratamento com laser em GRID focal e uma injeção intravítrea de
bevacizumabe. A acuidade visual melhorou para 20/60. (C) OCT 3 meses após o segundo laser em GRID focal e uma injeção intravítrea de bevacizumabe. A acuidade visual melhorou para 20/30. (D) OCT 3 meses após (C). A acuidade visual manteve-se em 20/30.
FIG. 3 As retinografias coloridas do olho de um indivíduo com telangiectasia macular do tipo 2 mostram perda do reflexo foveal com sutis anormalidades microaneurismais na região parafoveal temporal em ambos os olhos. A retinografia colorida do olho direito mostra agregação e hiperplasia do EPR, juntamente com atrofia foveal.
FIG. 4 OCT (correspondente ao tema na Fig. 3) em telangiectasia macular tipo 2. No olho direito (imagem superior) há perda de tecido da camada nuclear externa e atrofia da junção IS/OS/elipsoide. No olho esquerdo (imagem inferior) existe uma pequena cavidade hiporrefletiva intrarretiniana.
FIG. 5 A angiografia por OCT mostra segmentação superficial
(correspondente ao olho direito do sujeito na Fig. 3) com telangiectasia macular do tipo 2. Observe a zona avascular foveal irregular.
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