Atlas de OCT em Retina

Darin R. Goldman · Capítulo 73 de 165

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Atlas de OCT em Retina

Seção 12: Telangiectasia Macular

S E Ç Ã O 1 2

 

Telangiectasia Macular

 

Capítulo 12.1: Telangiectasia Macular

 

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Telangiectasia Macular

 

Carlos A. Moreira Neto

 

Carl Rebhun

 

Resumo

 

A telangiectasia macular manifesta-se como anomalias vasculares da retina

em adultos de meia-idade ou idosos. As anormalidades do leito capilar

retiniano incluem dilatação e tortuosidade dos vasos, aneurismas,

vazamento vascular e depósito de exsudatos duros. A telangiectasia macular

do tipo 1, considerada uma forma da doença de Coats, é tipicamente

unilateral e é mais observada em homens. Vasos sanguíneos

telangiectásicos são vistos temporais à mácula e estão associados a

exsudatos. A telangiectasia macular do tipo 2 é uma doença bilateral sem

predileção por sexo. Há perda da transparência da retina parafoveal com

ectasia de capilares temporais. A exsudação é raramente vista no tipo 2.

Com a progressão da doença, pode ocorrer depósito de cristais, hiperplasia

do EPR e NVC.

 

Pontos-chave

 

Tipo 1

 

• Homens e unilateral.

• Presença de exsudação (Fig. 1).

• OCT:

• O edema macular cistoide é a característica mais

proeminente, embora fluido sub-retiniano também possa

estar presente (Fig. 2).

• O edema macular cistoide está presente e pode estar associado ao

fluido sub-retiniano.

 

Tipo 2

 

• Bilateral.

• Anormalidades microaneurismais estão na região parafoveal

temporal.

• Presença de hiperplasia do EPR (Fig. 3).

• OCT:

• Área de baixa refletividade intrarretiniana com defeitos

lamelares em múltiplas camadas, em geral, localizadas

apenas temporalmente ao centro foveal. (Fig. 4).

• Depósito de pigmento e atrofia podem se desenvolver

com doença crônica.

• OCTA:

• A zona avascular foveal pode se tornar irregular.

• Áreas de exclusão capilar com redução da densidade

vascular.

• Distorção e arrastamento (Fig. 5).

FIG. 1 A retinografia colorida mostra a exsudação macular em um paciente com telangiectasia macular do tipo 1.

FIG. 2 OCT (correspondente ao olho com telangiectasia macular

do tipo 1, visto na Fig. 1) antes (A) e depois (B-D) do tratamento. (A) Observe o fluido sub-retiniano e as cavidades císticas

intrarretinianas de baixa e média refletividade e depósitos hiper-refletivos dentro da retina, correspondendo a exsudatos duros. Acuidade visual é de 20/200. (B) OCT 3 meses após o tratamento com laser em GRID focal e uma injeção intravítrea de

bevacizumabe. A acuidade visual melhorou para 20/60. (C) OCT 3 meses após o segundo laser em GRID focal e uma injeção intravítrea de bevacizumabe. A acuidade visual melhorou para 20/30. (D) OCT 3 meses após (C). A acuidade visual manteve-se em 20/30.

FIG. 3 As retinografias coloridas do olho de um indivíduo com telangiectasia macular do tipo 2 mostram perda do reflexo foveal com sutis anormalidades microaneurismais na região parafoveal temporal em ambos os olhos. A retinografia colorida do olho direito mostra agregação e hiperplasia do EPR, juntamente com atrofia foveal.

FIG. 4 OCT (correspondente ao tema na Fig. 3) em telangiectasia macular tipo 2. No olho direito (imagem superior) há perda de tecido da camada nuclear externa e atrofia da junção IS/OS/elipsoide. No olho esquerdo (imagem inferior) existe uma pequena cavidade hiporrefletiva intrarretiniana.

FIG. 5 A angiografia por OCT mostra segmentação superficial

(correspondente ao olho direito do sujeito na Fig. 3) com telangiectasia macular do tipo 2. Observe a zona avascular foveal irregular.

 

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