Atlas de OCT em Retina
7.5: Membrana Epirretiniana
7 . 5
Membrana Epirretiniana
Darin R. Goldman
Resumo
O surgimento da MER é muito mais comum que a TVM ou buracos
maculares lamelares, com uma prevalência superior a 30% (Meuer
et al. 2015). As MERs podem ocorrer secundariamente a uma variedade de
condições oculares, como uveíte, ruptura da retina e descolamento da retina.
No entanto, frequentemente são idiopáticas. Nestes casos, nos quais o
descolamento do vítreo posterior está geralmente presente, postula-se que a
hialóide posterior residual forme um esqueleto para a proliferação de
material celular na superfície da mácula. A MER aparece como uma lâmina
fina, hiper-refletiva, que recobre a membrana limitante interna (Figs. 1–6).
A MER leve pode causar pouca ou nenhuma distorção das camadas
retinianas subjacentes e nenhum impacto na visão. Com uma proliferação
mais grave, o contorno macular pode ser bastante alterado, com perda da
depressão foveal e comprometimento resultante da acuidade visual (Fig. 7).
Sintomas visuais associados podem incluir metamorfopsia, diminuição da
acuidade visual, micropsia e diplopia monocular. A maioria dos casos são
leves e não requerem tratamento. Casos mais graves com deficiência visual
podem requerer a remoção cirúrgica.
FIG. 1 Retinografia colorida mostrando a aparência macular típica de uma MER com brilho irregular, perda do reflexo foveal e distorção do padrão vascular normal.
FIG. 2 OCT típicos de MER mostrando uma membrana fina híper-reflectiva sobre a superfície da mácula. O contorno suave normal da mácula é substituído por corrugações da superfície macular (setas brancas). Há perda da depressão foveal (seta amarela).
FIG. 3 Aparência típica da MER (setas brancas). Alterações esquise-like associadas estão presentes entre a retina interna e a externa (asterisco), semelhante à aparência de um buraco macular lamelar. O mapa de espessura correspondente mostra o espessamento da mácula central em uma forma irregular.
FIG. 4 A MER é um pouco indistinta (setas brancas) e está associada a uma importante esquise entre as camadas interna e externa da retina, um aparente efeito tracional. Isto poderia ser considerado um buraco macular lamelar por alguns sistemas de classificação.
FIG. 5 Uma MER significativa (setas) associada com um pseudoburaco (asterisco). Não há perda de tecido retiniano, o que difere esta entidade do buraco macular lamelar.
FIG. 6 Aspecto pós-operatório após vitrectomia com peeling da MER correspondendo ao caso pré-operatório apresentado na
Figura 5.