Atlas de OCT em Retina
7.2: Tração Vitreomacular
7 . 2
Tração Vitreomacular
Darin R. Goldman
Resumo
A síndrome de tração vitreomacular (TVM) se enquadra na ampla categoria
de distúrbios da interface vitreomacular. A TVM ocorre quando a hialoide
posterior falha em separar-se normalmente da superfície macular central
durante o descolamento do vítreo posterior anormal (Figs. 1–7). O grau de
tração sobre a fóvea varia de um ponto focal a uma área extensa. Os efeitos
secundários na mácula incluem a distorção das camadas retinianas, o edema
macular cistoide e o fluido sub-retiniano (Fig. 6). A deficiência visual pode
variar de leve a grave. A TVM geralmente se libera espontaneamente;
portanto, um período inicial de observação é geralmente orientado. No
entanto, a TVM também pode piorar ou progredir para um buraco lamelar
ou BMET (Figs. 4 e 5). Intervenções farmacológicas ou cirúrgicas devem
ser consideradas se os sintomas se tornarem muito incômodos ao paciente.
FIG. 1A E B TVM leve (A) com liberação espontânea com o tempo, deixando um contorno macular normal (B).
FIG. 2A-C TVM com líquido subfoveal associado (A) com melhora espontânea ao longo do tempo (B) e com eventual liberação completa (C).
FIG. 3A E B TVM associado a alterações na fóvea semelhantes às da esquise tracional (A) que pioram com o tempo (B). A intervenção pode ser considerada, dependendo das queixas visuais.
FIG. 4A E B TVM leve (A) pode progredir para um grande BMET ao longo do tempo (B). Esta evolução não foi possível de ser predita.
FIG. 5A-E TVM presente em ambos os olhos (A e B). Com a liberação da hialoide posterior da superfície macular, pode ocorrer normalização espontânea do contorno macular (C) ou desenvolvimento de um buraco macular lamelar (D e E).
FIG. 6A-F TVM leve (A), moderada (B) e grave (C) com aderência focal sobre a fóvea. A TVM pode estar associada ao edema macular cistoide (D), líquido sub-retiniano (E) e distorção das camadas retinianas (F).