Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido
Capítulo 10
O segundo, e mais assustador, é que acabo de ter certeza de que o que planejei,
está indo ladeira
abaixo. Se o doutor Kostanidis
não
permite me aproximar de seu filho
para cuidar, o que diria
se eu lhe
contasse a história completa?
Capítulo 10
Ela não reagiu como eu esperava e surpreendentemente, ao invés daquilo me irritar
, intriga.
Não querendo ser um filho
da puta arrogante, mas está claro que a garota não tem uma boa situação financeira, o que deveria
fazê-la agarrar com unhas e dentes a chance que estou lhe dando.
Ao invés disso, parece indignada.
— Acho que terminamos nossa conversa então, doutor Kostanidis.
Tento disfarçar o meu espanto.
Ela está me dispensando?
Eu a encaro com mais atenção agora e percebo que por baixo da aparência frágil,
Cecily
tem coragem, para dizer o mínimo.
Eu não duvido que a essa altura saiba quem eu sou, porque o nome da minha família
é conhecido no mundo inteiro. Ainda assim, não
parece impressionada.
Não baixou a cabeça por nenhum momento,
pelo contrário, age de igual para igual, o que é excitante em meu universo.
Estou acostumado a que tentem adivinhar meus desejos antes mesmo que eu os expresse. E esse número de bajuladores aumenta consideravelmente quando se trata de mulheres.
Sempre parecem ansiosas para me satisfazer
.
— Por que a pressa de que eu vá embora, Cecily?
Faço a concessão de não lhe chamar de Harper, lembrando do que Anderson me contou sobre a madrasta dela, mas, em contrapartida, doso cada palavra com uma gota de sedução. Estou determinado a fazê-la ceder à minha vontade, mas também curioso sobre a razão de parecer tão arisca.
Fico satisfeito
quando noto que engole em seco, mas confuso
quando, em seguida, cruza os braços em frente ao peito para esconder os seios muito bem delineados pela camisola fina do hospital.
Ela não está reagindo a mim, como sempre acontece com as mulheres. Fui propositadamente mais suave quando lhe fiz a pergunta há pouco, mas isso parece ter feito com que se fechasse ainda mais.
Estranho
.
— Eu não quero seu dinheiro — repete —, quero um emprego. A única coisa que sei fazer é cuidar de crianças ou de livros.
Não é dono de uma biblioteca,
o que descarta os livros,
mas
tem um filho.
Entretanto, disse-me que não vai permitir que seja a babá dele porque sou distraída.
Não acho que há algo que eu possa fazer para convencê-lo do contrário, assim, eu preciso que me dê licença para poder trocar de roupa. Quero ir embora.
— Ir embora para onde? — pergunto, deixando claro que sei que sua situação financeira
não é das melhores. — Além do mais,
não recebeu alta ainda.
— Por alguma razão que desconheço, o médico disse que só me daria alta depois que o senhor viesse me visitar
. Está aqui e já
conversamos. Obrigada por custear o hospital. Gostaria de dizer que vou reembolsá-lo um dia, mas sei que será impossível, então,
nesse caso, vou engolir
meu orgulho e aceitar. Com isso resolvido,
não acho que tenhamos mais nada para dizer um ao outro.
Eu a estudo para ver se está blefando.
Não, ela fala sério e há tanta dignidade
em seu discurso que
se eu fosse um homem sensível, me sentiria mal.
Eu não sou. Cecily
só fez despertar meu interesse por sua
coragem de me enfrentar.
— Não tem qualificação para ser babá de Joseph.
Não dou do tipo que explica
as decisões para alguém, mas
de algum modo, me pego tentando retardar nossa separação.
— Joseph? É esse o nome dele?
Aceno com a cabeça.
— O que houve com a antecessora?
— Elas nunca param no serviço, por uma razão ou outra.
— Eu ficaria.
— Você não serve — falo
novamente, quando ela se levanta,
mas agora minha negativa tem outra razão.
Eu teria que estar morto para não notar que o tecido da camisola
não faz muito para esconder seu corpo de mim e o que vejo parece delicioso.
Mesmo com a roupa disforme,
percebo ancas
largas, o que me excita.
Percorro suas pernas nuas com o olhar, demorando nos pés pequenos e delicados.
Eu deveria parar por aqui, mas agora preciso
ver mais. Então, continuo meu inventário por seu corpo.
Quando chego na altura dos seios, os mamilos estão durinhos, empurrando a veste. Ela sabe que estou cobiçando-a, mas não faz nada para se proteger de mim.
Não é como se eu também estivesse escondendo meu desejo. Ela poderia se cobrir ou até mesmo ir para o banheiro da suíte, ao invés disso, fica
parada, como em um desafio:
pode olhar
,
mas não pode ter
.
A doce Cecily é uma provocadora?
Eu sinto tesão em mulheres que possuem corpos de ampulheta como o dela e mesmo que saiba que não iremos a lugar algum a partir daqui, eu gosto do que vejo. Não tenho por que disfarçar isso.
— Porque sou desastrada? — pergunta, quando finalmente chego a altura de seu rosto.
A respiração a alcança em arfadas profundas e é quando tenho certeza de que a afeto também.
— Não só por isso — respondo, sem elaborar mais a respeito porque agora já não tem nada a ver com o fato de eu achar que Cecily tem problemas sérios de atenção e coordenação motora, mas porque seu jeito combativo-passivo, combinado ao rosto lindo e o
corpo matador, me fazem querer ir até onde está e descobrir o que se esconde por baixo da roupa de hospital.
Eu me sinto despertado como há muito tempo não acontecia.
Saio com mulheres em uma base regular
. Eu as amo como gênero e
também o prazer que me proporcionam, mas não estou acostumado a sentir uma necessidade tão voraz. No meu mundo, quando quero sexo com uma escolhida,
não é uma questão de “se” vou possuí-la
e sim, “quando”.
Nunca desejei alguém e fiquei
só na vontade. Sempre sou
correspondido.
Cecily
, que já havia roubado minha atenção, agora ganhou também de bônus meu desejo e fico
me perguntando a razão. Ela
não é como as mulheres com quem estou acostumado a sair. É
jovem demais, nem um pouco sofisticada
e apesar da aparência
etérea, é tão suave como um cacto.
Ela não tem feito
outra coisa desde que entrei aqui a não ser
me enfrentar.
A garota despertar meu interesse é só mais uma prova de que não devo contratá-la. A última
coisa que preciso é sentir tesão
por uma mulher que terá que dormir na minha casa. Quando tudo
chegar ao fim
e minha luxúria
for satisfeita,
não terei como me livrar
dela.
— Não sou suicida,
se é isso o que está pensando. Eu amo a
vida. Estava exausta e me distraí — diz e preciso me esforçar para voltar ao mundo real.
Limpando a mente da vontade de fazê-la minha, endureço o tom:
— Se não fosse a habilidade
e atenção de Anderson, poderia
ter perdido a vida. Volte para onde veio, senhorita Bradley. Nova Iorque janta meninas como você em duas garfadas.
Ela comprime os lábios e sei que quer continuar me desafiando, mas não faz porque acho que o orgulho não permite.
Cecily começa a caminhar até o banheiro, sem se dar ao trabalho de pedir licença e me ignorando ostensivamente.
Será que não percebe que estou visando o bem dela?