Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido
Capítulo 62
— Nunca ocultei quem eu era. Sabia onde estava se metendo.
— Sim, acho que eu sabia, mas nunca tive a menor chance a não ser te amar.
— Faria diferente, se pudesse?
— Não. Eu tentaria te contar a verdade mais cedo do que fiz, mas no resto, eu não me arrependo. Tudo aconteceu como deveria.
Aceno com a cabeça porque concordo. Eu também não mudaria nada em nossa história,
a não ser a parte em que a mandei embora
e com isso, a expus à loucura do filho da puta do Cage.
— Não precisa ir identificá-la.
Providenciarei
para que um
advogado, discretamente, confirme a identidade de Peyton através de DNA. Pagarei por tudo, mas não quero você perto dela nem mesmo depois de morta.
Capítulo 62
Grécia
Dizem que o dia do casamento é o mais importante da vida de uma mulher, só perdendo para o nascimento do primeiro filho.
Para mim, é um passo além.
Eu não estou apenas prestes a me unir para sempre ao amor da minha vida. Sinto como se tivesse lutado uma verdadeira guerra para chegar até aqui.
Foram tantos obstáculos, lágrimas, paixão, medo, perdão, recomeços, que eu me sinto como uma vitoriosa, finalmente indo
pegar meu prêmio. Não aquele que alguém me entregou de mão beijada, mas um pelo qual eu lutei.
Eu mereço tudo de bom que conquistar.
Eu mereço e ponto.
Enquanto caminho para o altar com Joseph, Silas e Soraia liderando o caminho, sei que a cada passo que dou estou mais próxima dos meus sonhos de ter uma família
e pertencer
. De não
precisar sentir vergonha por amar e querer ser amada.
Desde criança, acostumei-me a me desculpar porque fui doutrinada para ser assim.
Criada por uma madrasta que não me amava. Ao lado de um pai que não sabia o que fazer comigo, na maior parte do tempo eu era alguém de quem não se lembravam.
Depois que passei a conviver com Dionysus, ele me ensinou que se quero algo, devo dizer, lutar por aquilo,
não sentir medo de expor
meus desejos.
Ele me ensinou que se quero mais uma colherada de doce, mais um beij
o, um abraço ou um orgasmo, não tenho que fingir
que está
tudo bem.
Eu relutei em me expor
. Não é confortável.
As pessoas nos julgam, comentam, maldizem, ao contrário de quando vivemos nas sombras.
O problema é que elas não são mais bem-vindas em minha vida.
Não quero o mormaço, ou os lugares secretos. Quero a luz, o calor do sol em minha pele. Quero me lambuzar de felicidade.
E agora, enquanto ando de cabeça erguida, tentando conter o choro ao ver a emoção no rosto do homem que nasceu para ser meu, eu sei que todos os tropeços que dei, as lágrimas que chorei
desde a infância,
o relacionamento não concretizado com Keith
porque da minha parte era platônico, tudo seguiu a rota natural para me trazer até aqui.
Para ele, o meu grego arrogante. Meu amor dominante e teimoso. Orgulhoso, e algumas vezes, cruel.