Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 15 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 12

— Eu não vou recusar, Elina. Agradeço muito sua generosidade.

— Ela não precisa trabalhar na Associação. — Dionysus se intromete. — Se quer mesmo ficar

em Nova Iorque — continua, me

encarando —, posso conseguir-lhe qualquer coisa na minha emissora ou no banco.

Aquele é o momento em que eu deveria me calar. Ou, talvez, cair aos pés dele, agradecida, porque é a chance que eu estava esperando para me aproximar do grego e consequentemente, de

Joseph. Entretanto, uma espécie de entidade rebelde toma conta do meu corpo, e antes que eu possa me parar, me vejo dizendo:

— Obrigada, doutor Kostanidis, mas eu prefiro trabalhar para Elina. Nós dois sabemos como sou estabanada. Longe de mim querer lhe causar prejuízos.

Ele me olha incrédulo, como se não acreditasse que estou recusando a oferta e mesmo sabendo que cometi uma espécie de suicídio no que diz respeito ao meu plano, uma satisfação mesquinha se espalha pelo meu peito quando o deixo sem resposta.

Capítulo 12

Enquanto saio do quarto, eu mal acredito no que acaba de acontecer.

Quando eu finalmente

decidi

ceder, Cecily

optou por não aceitar

minha generosa oferta de lhe oferecer um emprego?

Não é problema seu — uma voz avisa. — Fez seu melhor e ela recusou tanto a ajuda financeira,

fora o pagamento do hospital,

quanto um emprego.

Então por que estou indo embora com a sensação de que fui injusto?

Não sou de me arrepender das decisões que tomo, mas sinto-me como se estivesse em dívida

com ela, o que é loucura já que foi a

garota quem, literalmente,

atravessou o meu caminho, quase se

matando e trazendo-me problemas.

Pego o celular

para conferir uma reunião que terei daqui a uma hora, mas ao invés de virar a página, dando por encerrada a participação de Cecily Harper Bradley em minha vida e me concentrar no trabalho, que é meu foco principal

depois de Joseph,

pego-me analisando o que Anderson disse sobre contratá-la como babá.

Não. Nunca daria certo. Eu jamais me relacionei com funcionários antes, mas me conheço e sei que se tivesse Cecily ao alcance da

mão, a seduziria.

O celular toca e vejo no visor que é Zeus.

— Onde você está? A garota já recebeu alta, presumo.

Eu mandei uma mensagem a ele avisando que ela estava bem e também lhe contando sobre o que eu descobri a respeito de Cecily

,

porque meu irmão mais velho precisa controlar tudo nos mínimos detalhes.

— Acabei de sair do quarto. Ela terá alta, mas não vai embora de Nova Iorque como eu desejava.

— Como você desejava? Desde quando se importa com o destino de estranhos?

— Eu não me importo. Foi maneira de dizer. De qualquer modo, Elina

dará um emprego a ela. A partir de agora, Cecily

não é mais

problema meu.

— Cecily? Pensei que o nome dela fosse Harper Cecily ou senhorita Bradley

.

Agora tenho certeza de que ele está me provocando, mas mesmo assim, mordo a isca.

— Ela não gosta que a chamem de Harper, por causa da madrasta.

Explico rapidamente o que Odin descobriu e também o que Anderson contou.

— O que há com a garota que está chamando sua atenção? —

meu irmão pergunta de seu jeito direto tão característico.

— Não sei do que você está falando.

— Sabe, sim. Apesar do que me disse, que ela não é mais problema seu, ela parece ser muito “problema seu” ainda.

Suspiro, irritado por ele me conhecer tão bem.

— Eu não gosto de me sentir em dívida

com quem quer que seja.

Cecily

não aceitou ajuda fina

nceira e tenho a sensação de que não

fiz tudo o que podia para ampará-la.

— Como o quê, por exemplo?

— Ela queria um emprego e eu só lhe ofereci depois que Elina fez a oferta. Foi quando ela recusou.

— Por que não lhe ofereceu antes? Qualquer um de nós poderia lhe conseguir uma posição em nossas empresas.

— Porque ela não pertence aqui.

— Você está esquisito

para cacete. Nunca se importou

com a

vida de estranhos.

— Essa discussão não faz mais qualquer sentido. Cecily vai ficar

em Nova Iorque. Agora preciso ir porque tenho uma reunião dentro de pouco tempo. Já tomou alguma decisão sobre o casamento?

— Sim, faremos o mais breve possível.

— Achei que Madison fosse esperar a irmã sair do coma. Parece que Athanasios tem certeza de que conseguirá trazê-la de volta.

— Sim, eu acredito

que ele o fará. Se Brooklyn tem alguma

chance, é com ele. Com relação

a adiar o casamento, eu não quero

esperar e Madison concordou com isso.

A despeito da manhã infernal, eu rio.

— Você está apaixonado.

— Paixão não define o que ela é para mim porque esse é um sentimento

passageiro.

Madison e os bebês que ela está esperando

são meu oxigênio.

Depois que desligo,

ainda fic

o um tempo parado no corredor do

hospital, pensando na conversa que acabamos de ter

.

Oxigênio.

Como será ser tão ligado a alguém ao ponto de não poder imaginar sua vida sem ela?

Nosso pai era assim em relação à mamãe, tanto que no mesmo dia em que ela faleceu, ele tirou a própria vida.

Não, esse tipo de prisão não é para mim. Eu não quero ou preciso de complicações no meu caminho. Joseph me basta.

Chamo o elevador, determinado a esquecer Cecily

e tudo o que a

trouxe à minha vida, quando noto alguém parado ao meu lado.

Quando olho, vejo Anderson.

— Ainda por aqui? — pergunto. — Vá para casa e aproveite a folga que lhe dei, Anderson.

Ao contrário de quando o deixei mais cedo, agora ele sorri.

— Agora irei,

sim. Acabei de sair do quarto de Cici

e soube que

ela vai ficar sob a proteção da senhora Lykaios. Posso descansar, enfim.

— Por que tanta preocupação com ela? Não teve culpa no atropelamento.

— Não sei explicar

, acho que tem algo na menina que faz com

que a adoremos instantaneamente. Quando entrei no quarto, ela e dona Elina estavam rindo como se se conhecessem há muito tempo. Cici é encantadora.

Encantadora.

Não, essa não é a palavra que eu usaria para descrevê-la, embora concorde que é linda.

Deliciosa

, para mim, a definiria melhor

.