Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 21 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 18

Eu estremeço em seus braços e fico tonta também.

Ele é muito sedutor. Se um outro homem me dissesse algo assim, eu o afastaria, então por que com ele, quero mais?

— Ah, aí estão vocês. — Ouço a voz de Elina

dizer e tomo um

susto tão grande que se o braço de Dionysus não estivesse em volta da minha cintura, eu teria caído.

 

Capítulo 18

— Tudo bem, pessoal? — Elina

pergunta quando eu e Dionysus

não falamos nada.

Ele não parece ter pressa de me soltar. O olhar prendendo o meu ainda.

— Sim, eu perdi o equilíbrio e o doutor Kostanidis me ajudou.

Ele ergue uma sobrancelha com ironia e fico sem jeito quando olho para minha amiga. Está na cara que Elina não acreditou naquilo, mas graças a Deus, não insiste.

— Acertou a questão de Joseph com ela? — pergunta e ouvir o nome do garotinho é um banho de água fria.

Eu ando para trás, me libertando do meu futuro chefe.

— Sim, falei

— ele diz, continuando a me encarar. — Mas Cecily

está com medo de perder o emprego na Associação caso nosso arranjo não funcione.

— Nós faremos uma experiência de duas semanas — falo.

— Não, eu mudei de ideia. Uma será suficiente.

— Mas…

— Em uma semana eu saberei se meu filho

a quer por perto,

Cecily

.

— E vai começar quando? — Elina pergunta.

— Amanhã mesmo — ele responde e eu me sinto como em um jogo de pingue-pongue, vendo minha vida sendo decidida pelos dois

gregos.

— Então talvez fosse melhor você ficar um pouco com Joseph hoje, Cici.

Para ele ir se acostumando, mas antes, pode vir comigo na cozinha um instante?

Sinto a vergonha aumentar porque já imagino

o que ela quer falar

comigo. Elina não é boba e com certeza percebeu o que estava acontecendo.

Agora, a pergunta de um milhão de dólares é: o que estava acontecendo mesmo?

Eu não faço a menor ideia, então, vou classificar

, em nome do

meu equilíbrio mental e moral, como

insanidade temporária

.

— Com licença

— falo

para o homem que, tenho certeza, me fará

ter pensamentos pecaminosos ao me deitar hoje.

Não consigo me esquecer das palavras sujas que ele disse. E

muito além disso, eu quero obedecer o seu comando e me tocar pensando nele.

— Cecily?

Eu estremeço apenas ouvindo a voz do homem, então como conseguirei morar em sua casa?

Por Joseph, eu o farei

— prometo em silêncio .

— Sim? — pergunto, voltando-me para encará-lo.

— Leve uma mala para uma semana e depois providenciarei sua

mudança.

— É um prazo de experiência

— falo mais para mim mesma do

que para ele.

Se fosse apenas uma oferta de emprego, eu diria

a Dionysus que

mudei de ideia

porque depois do que aconteceu há pouco, não há

chance de que eu encontre esse homem sem lembrar de como a pele é dura e quente ou da sensação abrasadora que é estar em seus braços. Mas não se trata de mim e sim, de Joseph. Foi por ele

que vim para Nova Iorque, então tenho que controlar a reação do meu corpo ao grego e cumprir minha missão.

— Vocês estavam se beijando? — Elina pergunta sem rodeios quando chegamos à cozinha.

— Não.

— Não nasci ontem. Alguma coisa estava acontecendo!

— Eu não sei explicar

. Meu corpo enlouqueceu quando ele chegou perto de mim. Eu senti uma vontade incontrolável de tocá-lo

e ele percebeu.

— Ai, meu Deus! — Ela bate com a mão na testa em um gesto dramático.

— Ele me disse que eu poderia fazer o que quisesse só hoje, porque ainda não somos patrão e empregada. Falou que não se relaciona com funcionárias

e a partir de amanhã, estarei sob

contrato.

— Eu trabalhava para Odin e agora ele é meu marido, só para você saber.

— É diferente.

Pelo que me contou, vocês já tinham uma história

juntos. Estava escrito. Não há nada nem perto disso entre meu novo chefe e eu. A partir de amanhã, teremos apenas uma relação professional.

Ela não parece acreditar em mim. Vejo isso na maneira como me encara.

— Não se machuque, Cici.

Lembre-se do que conversamos. Se

juntassem todos os corações partidos que os Lykaios e os Kostanidis

deixaram pelo mundo, seria o equivalente

a uma cidade

de pequeno porte tranquilamente.

— Acabou, Elina.

Ele ficou curioso quando eu disse que nunca

tive um namorado. Foi só isso. Confie em mim. De amanhã em diante, serei uma funcionária exemplar

.

— Oi, já que ninguém nos apresenta, eu mesma vou fazer isso.

Sou Madison e você deve ser a Harper.

— Cecily ou Cici. Eu não gosto do meu primeiro nome.

— Gosto de Cici.

Então, você vai ser a nova babá da noite de

Joseph?

— Sim e você é a noiva do irmão do meu futuro chefe?

Ela abre um sorriso tão brilhante quanto o sol.

— Isso mesmo. E em breve serei a mãe dos bebês dele também

— diz, acariciando a barriga bem redonda.

— Gêmeos? Que benção! Meus parabéns!

— Obrigada. Nem eu mesma acredito. Para ficar mais perfeito, só minha irmã acordando do coma, mas acredito que Deus tenha um tempo certo para todas as coisas.

— Seria indisc

rição da minha parte perguntar o que aconteceu com ela?

— Ela foi atacada durante a madrugada. Invasão de domicílio.

O

marido morreu. Brooklyn sobreviveu, mas está em coma desde então.

— Meu Jesus! Vou colocá-la em minhas orações daqui por diante. — Obrigada. Eu tenho certeza de que ela vai acordar. Está nas mãos do maior neurologista

do mundo e, além disso, tem uma vida

inteira para viver e também dois bebês para criar

.

A emoção na voz dela é evidente e eu entendo totalmente. Eu também rezei por um milagre. No meu caso, infelizmente, não se

concretizou.

— Chega de falar sobre coisas tristes, o que vim fazer mesmo foi convidá-la para o meu casamento.

— O quê?

— Eu não sabia muito a seu respeito, a não ser a história do atropelamento — diz, como que se desculpando —, mas Elina me

disse que a tem como uma amiga, então quero que vá também, para comemorar conosco.

— Tem certeza? Vou ser a babá de Joseph.

— Tenho, sim. Eu não me importo qual seja a sua função e sim, que é querida para Elina,

então, é para mim também. Acredito no

julgamento da grega.

Alguns minutos depois, ela se afasta, indo em direção ao homem que sei ser o irmão mais velho de Dionysus. E eu, vou procurar Joseph.

Encontro-o brincando no chão com duas crianças loiras que obviamente são irmãos — um menino e uma menina — e que, salvo engano, são gêmeos também.

— Esses são Silas

e Soraya, Cecily

— a babá diurna de Joseph

diz, agora de uma maneira mais suave do que havia me tratado pela manhã. — São os melhores amigos de Joseph.

Sento-me no chão e as crianças se aproximam, Joseph, debruçando sobre meu colo.

Eu fico emocionada com a ligação que parece ter se formado instantaneamente entre nós.

Será que em sua pureza inf

antil sente quem eu sou? Tem ideia

de que daria minha vida por ele sem pensar duas vezes?

Passo a mão pelos cachinhos loiros e para minha surpresa, ele larga o brinquedo, vem para o meu colo e deita a cabeça em meu ombro.

Sim, você sabe que eu te amava mesmo antes de te conhecer, não é, bebê?

Eu nunca mais me afastarei,

Joseph. Eu terei

a certeza

de que

você estará protegido e feliz.