Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 27 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 24

—

 

— Aconteceu alguma coisa — Elina afirma quando Zoe, a esposa de outro primo de Dionysus, entra no provador

.

— Você tem bola de cristal?

— Não. Sou apenas observadora. Por muito tempo ouvi mais do que falei e aprendi a decifrar as pessoas. Conte-me.

Eu poderia falar

sobre minha noite insone depois da conversa

para lá de inadequada com meu chefe, mas não sou tão corajosa assim, então opto por relatar o telefonema de Peyton.

Depois que me vesti e peguei a babá eletrônica, esperei, monitorando-o pelo aparelho até a hora em que ele saiu do quarto.

Eu o vi puxar a cadeira de balanço e observar o filho no berço. Ficou ali por muito tempo e o contraste entre o pai amoroso e o homem sedutor é tão encantador que enlouquece todo meu sistema.

— Lembra que eu te contei que tenho uma irmã de criação e uma madrasta?

— Sim.

— Peyton, a quase irmã que nunca foi nada para mim além de uma estranha, me ligou. Queria me visitar em Manhattan.

— E isso seria tão ruim assim?

Penso se devo contar a minha história para ela, mas não quero que sinta pena de mim, então, resumo tudo.

— Depois que meu pai morreu, fiquei

sob a guarda de

Jodelle,

minha madrasta. Enquanto morei com elas, a vida foi um inferno. Eu quero distância das duas.

— Disse isso à sua irmã?

— Ela não é minha irmã.

Lembro de Keith. Ele sim foi o único amigo que tive.

— Ainda assim, ela tem o poder de lhe chatear

.

— Eu sei. Pensei sobre isso. Ainda permito que me magoem.

— Às vezes não é questão de permitir . Somos humanos,

falhos e emoções são difíceis

de serem contidas na maior parte do

tempo. Quer ouvir um conselho de alguém que veio de uma família totalmente disfuncional?

Aceno com a cabeça, fazendo que sim.

— Não se cobre tanto. Ninguém é forte o tempo todo. Não precisa ser perfeita,

basta aprender a dizer o “não” e ficar

bem com

isso. Disse que elas eram más para você, então não deve nada a nenhuma das duas.

— Obrigada, Elina.

— Vai ser esse — Zoe, uma ex-top model linda

de viver, sai

da cabine dentro de um vestido cor de champanhe. — Já escolheram o de vocês?

— Cici está entre o vermelho e o rosa chá.

— Vermelho, sempre! — a esposa de Christos diz.

— Para combinar com o cabelo? — pergunto desanimada.

— Amor, não tem como esconder seu tom de cabelo. É uma ruiva natural e algumas mulheres dariam um braço para ter fios dessa cor. Eu voto no vermelho sem sombra de dúvidas.

— É cinco vezes o que posso dispor em uma roupa desse tipo. A chance de que eu seja convidada para outro casamento é bem pequena e se acontecer, provavelmente vai ser entre vocês, o que significa

que não vou poder repeti-lo. É um investimento alto para usar uma vez só.

— Para sua sorte, essa loja

me pertence — a amiga da grega

fala. — Escolha o que quiser

, vai ser presente.

Olho para Elina com vontade de enforcá-la e beijá-la ao

mesmo tempo.

— Fez de propósito — acuso. — Por isso me disse para vir com vocês.

Ela dá de ombros, nem um pouco constrangida.

— Fiz, sim. Sabia que não aceitaria

se eu oferecesse, mas

não pode fazer uma desfeita a Zoe.

O telefone

dela toca e enquanto converso com Zoe, que tenta

me convencer a levar também sandálias prateadas combinando, a esposa de Odin se afasta para atender

.

Quando volta, cinco minutos depois, diz:

— Dionysus vai viajar

. Deve voltar só na véspera do

casamento. Pediu que eu ficasse

com Joseph até lá, o que significa

que tem todas as noites livres a partir de hoje, Cici.

— Ele não confia em mim para ficar sozinha com o filho

—

falo o óbvio e apesar de estar desapontada por apenas vinte e quatro horas depois já ser separada do menino, não tenho como deixar de entender a posição do meu chefe.

Para ele, sou uma estranha, então não confia que eu fique sem supervisão com seu herdeiro enquanto viaja.

Elina concorda com a cabeça e com seu jeito nada diplomático, fala:

— Eu também não confiaria

em você, no lugar dele. Não me

leve a mal, mas é recém-contratada e de jeito

nenhum eu sairia

da

cidade e a deixaria com meus filhos com tão pouco tempo trabalhando para mim.

— Olhando por esse ponto de vista… — falo,

procurando não

me chatear muito.

— Pense pelo lado positivo:

tem uma casa de quase mil

metros quadrados somente para você. Três piscinas e nada de chefe rabugento para perturbar.

— Ele não é rabugento. Não muito, ao menos — completo e as duas gargalham.

— Claro que não. Os homens gregos são todos uns amores

— Zoe debocha. — Agora vamos ao que interessa: qual penteado usaremos?

É estranho ter uma mansão à minha disposição, mas quando

cheguei da farra de compras com Zoe e Elina, Barbara me disse que foi

orientada pelo “doutor Kostanidis” para que eu ficasse à vontade.

Sabe aquela história de “quem procura, acha”?

Foi o que aconteceu.

Depois de rodar a casa inteira

tentando me familiarizar

, sigo

para a bibliote

ca, certa de que Dionysus não vai se importar se eu pegar um dos seus livros.

Assim que dou alguns passos para o interior

do aposento, no

entanto, sinto como se tivesse levado um soco na boca do estômago quando vejo uma foto dele com um braço em volta do ombro de Sue e o outro segurando Joseph.

Sei que ela está morta, mas eu não consigo deixar de odiá-la.

Não, ódio é pouco. Eu a desprezo com todas as minhas forças.

Saio correndo porque mesmo a imagem dela me faz mal. Eu me sinto sufocar ao me lembrar do que ela fez.

Subo as escadas correndo e troco o pijama por um biquíni.