Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 55 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 52

— Em que tipo

de reunião estava? — Zeus pergunta ao telefone.

— Não consegui falar

com você pelo celular

e a secretária

disse que

recebeu ordens para não te interromper

.

— Eu tive que lidar com um problema de proporções gigantescas.

Passei a manhã reunido com os advogados. Um dos executivos do nosso grupo está sendo acusado de assédio sexual pela secretária.

— Foda-me! Quem é?

— Prefiro conversar sobre isso pessoalmente. Agora me diga a razão da urgência para me encontrar.

— O que vou te trazer não é nada de bom também.

— Suponho que não. Quando peguei o telefone, tinha seis chamadas: duas de Odin, sua, de Christos, Hades e Ares. O que

diabos aconteceu? Estourou a T

erceira Guerra Mundial?

— Não pode ficar incomunicável

com uma noiva grávida,

Dionysus.

— Sei que Cecily

está bem, assim como Joseph, caso contrário

os guarda-costas teriam dado um jeito de me contatar

.

— O que tenho que falar

é sobre sua noiva. A filha

da madrasta

dela deu uma entrevista

dizendo um monte de merdas, dentre as

quais, que Cecily veio para Nova Iorque atrás de um marido rico.

— O quê?

— Deu detalhes

de conversas entre as duas. Provavelmente

está

com inveja

e com raiva

também depois do que aconteceu durante a

festa beneficen

te. Foi presa por agredir

Cecily

, o que não deve ter

sido bom para os negócios

— ironiza.

Garotas de programa não podem chamar a atenção.

Principalmente

as de luxo, como Peyton. Os homens que pagam para sair com elas exigem, acima de tudo, discrição.

— Estou indo para casa. Cecily não deve ter dado tanta importância

ou teria me telefonado.

Não há qualquer ligação

perdida

dela.

— Você mudou.

— Por quê?

— Se fosse há algum tempo, teria ficado desconfiado de sua

noiva.

— Eu confio

em Cecily

. Peyton é um ser humano vil.

Não merece

credibilidade. Mas ela vai pagar dessa vez.

— O que pretende fazer?

— Retribuir o mal com o mal. Quem perdoa é Deus. Eu acerto contas. Faça-me um favor, ligue

para os nossos advogados e peça

para que tomem providências. Quero que qualquer notícia sobre Cecily seja abafada.

— Já fiz isso. Odin também está investigando

mais a fundo e

sabemos que quando terminar

, não vai sobrar pedra sobre pedra.

Depois que me despeço do meu irmão, penso em ligar

para ela,

mas decido ir para casa e falar pessoalmente. Deve estar chateada.

Eu deixei

Anderson à sua disposição,

então decido mandar uma

mensagem para os guarda-costas para que me deem uma carona para casa. Combino que me peguem na frente do banco.

Assim que chego no térreo, caminho para a porta principal, mas

antes que a alcance, um dos seguranças me para.

— Doutor Dionysus, posso falar com o senhor?

Tento me lembrar o nome dele, mas não consigo. Olho para o crachá.

Allen.

— Bom dia, Allen. Na verdade, estou com pressa. É rápido?

— É sim e também do seu interesse.

Ele olha em volta, parecendo sem jeito, como se temesse que alguém nos ouvisse.

Irritado,

mas mantendo a expressão neutra, faço um gesto de cabeça para um canto da portaria, onde não há pessoas.

— Não posso demorar. Tenho um compromisso urgente.

— É sobre sua noiva.

— O quê?

— Eu juro por tudo o quanto é mais sagrado que não estou tentando fazer fofoca, mas depois da reportagem de hoje cedo…

Sinto minha irritação

aflorar

. A lealdade

a Cecily

me fazendo sair

em sua defesa.

— Cuidado com o que vai dizer

, pode custar seu emprego.

— Trabalho há vinte anos aqui, senhor. Quando seu avô e pai ainda eram vivos, inclusive

. Sou um empregado leal, não um

fofoqueiro

e farei o que minha consciência

mandar. Eu vi, como

acho que o mundo todo, o anúncio do seu noivado com a senhorita Bradley e apesar de estar mais arrumada nas fotos do jornal, eu a

reconheci imediatamente.

— Reconheceu?

Ele acena com a cabeça, fazendo que sim.

— Achei estranho porque nunca a vi saindo com o senhor do banco, então como poderiam estar noivos? Depois entendi que ela deve vir com Anderson, entrando direto pela garagem e em seguida, pelo elevador privativo.

— Do que no inferno você está falando?

— A história romântica de como se conheceram que o jornal publicou, sobre o atropelamento dela, talvez não seja tanta coincidência

assim. Naquela tarde, antes do acidente, a senhorita Bradley havia tentado entrar no banco. Ela veio aqui procurando especificamente

pelo senhor.

Sinto meu sangue gelar, a desconfiança

se espalhando pelo meu

sangue como um veneno.

— Continue.

— Assim, quando vi que estavam noivos, fiquei

ressabiado. Não

acredito em coincidências,

senhor. Lembro da conversa que tive

com ela naquele dia. Desaconselhei-a

a tentar encontrá-lo. Mandei

que voltasse para a cidade pequena de onde viera. Ela me agradeceu e saiu. Fiquei com pena, a imagem da menina ruiva

puxando a mala me deixou com insônia naquela noite porque achei

que deveria ter oferecido ajuda. Ela parecia sozinha.

— Resuma, Allen.

— Tenho carregado essa sensação de injustiça comigo desde

então, mas… — ele coça a cabeça, claramente desconfortável —

houve a reportagem hoje com a irmã de criação falando que a senhorita Bradley veio do Kansas para conseguir um marido rico.

Pode me despedir se quiser, doutor Kostanidis, mas eu precisava

lhe avisar que talvez esteja entrando em uma armadilha.

Contraio o maxilar com tanta força que os dentes trincam.

— Obrigado.

Ando em direção ao meu carro, sem ver ou ouvir as pessoas à minha volta, mas quando chego no veículo,

antes de entrar, o chefe

do meu guarda-costas diz:

— Anderson acaba de chegar com a senhorita Bradley. Entraram pela garagem. Ela está em sua sala esperando-o, senhor. Ainda quer que o levemos para casa?

— Não. Estou indo encontrá-la.

O meu escritório fica

no décimo segundo andar. Eu poderia pegar

o elevador privativo, mas dessa vez, opto por ir pelas escadas.

Preciso me acalmar. Devo manter em mente que não importa o que ela tenha feito, Cecily está grávida do meu filho.

Enquanto subo sem pressa, repasso mentalmente o que vivemos desde o dia em que Anderson a atropelou.

Depois, ela se oferecendo para ser babá de Joseph.

Seria uma chance de se inserir dentro da minha casa.

Recordo as nossas conversas e me volta à memória o dia em que me pediu para não odiá-la.

— Jure nunca me odiar

.

— Por que não me pedir para te amar?

— Porque amor não se pede. Já o ódio, pode ser negociado, porque é uma escolha. Não me odeie, Dionysus. Partiria meu

coração.

A sensação de ser traído não é algo que eu consiga lidar

,

principalmente

por vir da mulher por quem estou completamente apaixonado. Aquela que escolhi para ser minha companheira de vida, formar família. Envelhecer ao meu lado.

Chego ao meu destino e por um momento, quero voltar no tempo.

Não ouvir o que Allen disse.

E continuar deixando que ela o enganasse para sempre?

Sinto desprezo por mim mesmo por sequer considerar tal hipótese. Se o que Allen

contou for verdade, Cecily

mentiu o tempo

todo.

Abro a porta que dá na recepção e dispenso a secretária.

Minha expressão deve estar uma merda, porque ela não discute.

Não abre a boca para dizer que deixou Cecily entrar. Só pega a bolsa e vai embora.

Seguro a maçaneta da porta, sentindo-me sangrar por dentro. A certeza de que todo o meu futuro vai mudar assim que estivermos frente a frente.

Ela está de costas, olhando para a janela panorâmica, mas quando me ouve entrar, vira-se.

Seu rosto está pálido e me dá um sorriso fraco, inseguro.

Observo-a de longe e o amor que sinto é tão grande que uma espécie de dor física me atinge, me impedindo de ir onde está.

— Dionysus…

— Quem é você, Harper Cecily Bradley?

Ela balança sobre as pernas, como se fosse perder o equilíbrio, mas logo em seguida, se apruma outra vez.

— Sabe quem sou. Não pode ter acreditado nas mentiras de Peyton.

— E nas suas mentiras, devo acreditar? — Cruzo os braços em frente ao peito, fingindo

uma calma que estou longe de sentir. —

Vou te perguntar uma vez só, então tome cuidado com o que vai responder: quando foi atropelada por Anderson… foi por acaso?

Vejo os olhos dela se encherem de lágrimas e é como se alguém