Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 22 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 19

— O que te fez mudar de ideia? — Ares pergunta ao meu lado, fazendo um gesto de cabeça em direção a Cecily

, que segura

meu filho em seus braços.

A senhora Nuttle foi embora há cerca de meia hora, sem sequer se importar que Cecil

y nunca tenha ficado

a sós com Joseph

antes. São esses detalhes que me dizem que as funcionárias atuais

não ligam para o meu filho

realmente. Não têm afeto pelo meu

menino, apenas o encaram como um trabalho qualquer

.

Sinto os olhos dos meus três irmãos em mim e sei que esperam por uma resposta.

— Não é óbvio?

— O quê? Que ela é linda e você não consegue desviar o olhar? — Ares debocha.

— Cretino. Estou falando da fascinação

imediata de Joseph

por ela. Quando você já o viu reagir assim a um estranho?

Ele não responde porque sabe que tenho razão.

— Tem certeza de que ela é uma boa pessoa?

— Eu virei o passado de Cecily

do avesso. Duas vezes —

Odin diz, atrás de nós. — Dionysus acaba de contratar uma santa.

— Ela vai morar na sua casa? — agora é Hades quem pergunta.

— Vocês tiraram o dia para encher o meu saco? Cecily vai

morar na minha casa como a anterior a ela o fazia. Durante o dia, ficará li

vre para cuidar da própria vida e, à noite, tomará conta de Joseph até eu chegar, quando assumirei.

— Ela te atrai — Zeus fala, rindo.

— É inacreditável

como a perspectiva de se casar com a

mulher que ama e também se tornar pai em breve mudou seu humor, irmão mais velho — ironizo.

Ele dá de ombros, sem comprar minha provocação.

— Nunca me senti como se vivesse minha própria vida, e sim, o que alguém havia designado para mim. Pela primeira vez, fiz escolhas sem precisar colocar o bem-estar da família a frente do

meu.

— Mesmo antes de Madison aparecer, já deveria ter esquecido aquela promessa, Zeus — Ares diz. — Nosso avô não tinha o direito de ter te pedido aquilo e no fim de tudo, para quê?

Estão todos mortos. Nossos pais e os algozes deles. Do que serve orgulho e vingança agora?

— Fale por você — Hades rosna. — Vingança é, no mínimo, para termos a satisfação

de que um filho

da puta não saiu impune e

que não causará danos a outro inocente.

— Não me levem a mal. Sou totalmente a favor da retalia ção.

Olho por olho, dente por dente é o meu norte — meu segundo irmão mais velho continua —, mas não quando isso modifica completamente a nossa vida.

Sei que Ares está dizendo isto diretamente para Hades, que vive em busca da destruição de seus inimigos.

O caçula da nossa família não se abala.

— Inimigos devem ser destruídos sem clemência.

Sacudo a cabeça, pensando em quão fodido cada um de nós

é.

Incapazes de aprofundar um relacionamento

homem-mulher,

de perdoar. De confiar

, a não ser na família.

O único a escapar desse estigma foi Zeus.

— Eu preciso ir — falo.

— Tenho que providenciar

a mudança

de Cecily

.

— Não a deixe sozinha com o garoto no início.

— Caralho, Hades, você está se tornando mais obcecado do que eu — Odin diz. — Elina

está há semanas convivendo com a

garota e minha mulher é uma boa julgadora

de caráter. Nunca teria

inserido Cecily em nosso meio se pensasse que ela não presta.

Sacudo a cabeça, sorrindo. Nossa família

toda, de ambos os pais, é composta por um bando de bastardos paranoicos.

— Vejo vocês no casamento — falo.

— Se precisar que eu vá vigiar sua nova funcionária, é só

avisar — Ares diz, sorrindo, e eu sei o que isso significa.

— Não chegue perto de Cecily

.

— Por que não? Não a estarei empregando diretamente e há muito tempo não saio com uma ruiva natural.

— Não vou te avisar novamente.

O sorriso dele aumenta.

— Porque ela é só sua, né?

— Não tem nada a ver com isso. Cecily

será apenas minha

funcionária.

Dessa vez, todos sorriem, até mesmo Odin, e fica

claro que

não acreditam no que falei. Minha irritação aumenta.

Ando para onde meu filho

está, nos braços da mulher que é

uma tentação para mim, mas muito proibida também.

— Vamos? — pergunto a Cecily

, como se me dirigisse

a

qualquer outro empregado.

O que aconteceu hoje mais cedo foi um erro. Devo manter distância,

ainda mais agora que vi o quanto meu filho

se encantou

por ela. Talvez Cecily seja mesmo a funcionária ideal.

Ela me encara, parecendo confusa, mas logo em seguida se levanta com ele no colo ainda.

Só então percebo que Joseph adormeceu.

— Pode me dar. Ele é pesado.

— Eu dou conta — diz. — Vou com vocês até o carro.

— Eu a levarei para casa e amanhã pedirei para Anderson fazer sua mudança.

Nada do que eu digo tem qualquer emoção. Soo propositadamente indiferente

porque será melhor para nós dois que

seja assim.

— Aceitarei a ajuda com a mudança — ela responde, no mesmo tom. — Mas não a carona para casa. Madison disse que me levaria.

Chegamos ao meu carro e ela passa Joseph para o meu colo. Nossos braços roçam e por um instante, ambos congelamos o movimento.

— Eu vou te levar — repito, porque quero controlar nem que seja uma pequena parte da vida dela.

— Por quê? Já disse que não precisa… senhor

.

— Vai ser minha funcionária.

É natural que eu tente facilitar

sua vida — digo com indiferença,

como se estivesse comentando

sobre o tempo, enquanto coloco Joseph na cadeirinha do banco de

trás.

Quando torno a me erguer e a encaro, ela parece entender o que estou fazendo.

— Serei sua funcionária

sim, mas apenas quando estiver em

sua casa e no meu turno de trabalho. Fora isso, com todo respeito, doutor Kostanidis, tenho minha própria vida para cuidar

.

Ela começa a se afastar, mas seguro seu braço, mesmo sabendo que Anderson, assim como as outras pessoas da festa, podem nos ver.

— Está sendo teimosa.

Ela tenta esconder um sorriso, mas falha.

— Não. Estou sendo prática. Pelo que Elina me contou, sua