Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido
Capítulo 48
Eu fecho a porta e só preciso olhar para ela uma vez para ter certeza de que está louca comigo.
Somos dois.
Hoje, decidiremos de uma vez por todas o futuro do nosso relacionamento.
— Fez de propósito.
— Não sei a que parte você se refere. Se quando enfiei minha
língua na sua boca ou quando disse àquele imbecil que você é
minha mulher
, mas para ambas, a resposta é sim.
— Não foi o que combinamos.
— Não houve combinação e sim, meu respeito em função do quanto parece sentir pavor de que saibam que é minha. Mas aqui vai a novidade, Cecily: acabou essa história de encontros clandestinos. Entendo que meu mundo não seja atraente para alguém que nunca teve a vida exposta nos jornais.
Não me agrada
tampouco a ideia
de que te persigam, mas ao menos à família
e aos
parentes mais próximos, diremos.
— E é assim, você decidiu tudo sozinho?
— Eu te dei todas as oportunidades para amadurecer a ideia.
Ou
seria melhor dizer
, para amadurecer e ponto?
— O que isso significa?
— Me enfrenta com as mãos na cintura e
por mais louco que seja, sua raiva me excita.
Eu deveria me manter longe, mas não consigo, então ando até onde está e a imprenso contra a parede.
— Acha que é mulher, mas não passa de uma garotinha assustada.
— Não sabe nada sobre mim.
— O que não sei, é porque esconde, mas eu vejo você.
— Vê coisa alguma. Está só contrariado porque não aceita que sou eu a virar o jogo e não querer te assumir
.
Se eu não estivesse tão puto, riria, porque ela está parcialmente
certa. Não é só isso, no entanto. Pela primeira
vez, considero, por
escolha, manter uma parceira em definitivo
e apesar de ter certeza
com cada gota de sangue no meu corpo que é o que Cecily quer
também, há algo que a impede de aceitar
.
De repente, aquilo tudo se torna demais.
Eu sei muito pouco sobre amor, porque nem sei se foi o que meu
pai sentiu pela minha mãe ou se aquilo
era obsessão, mas do que
conheço, não é uma dança que se executa sozinho.
É preciso que seja a dois.
— Há semanas venho lutando contra minha natureza e tentando entender seu lado. Não quero mais fazer isso.
Ela empalidece
e tudo em mim diz para protegê-la, mas não me
movo.
Cecily tem que brigar pelo que quer
.
— Não entendo...
Eu sinto seu medo, o calor de sua respiração. Foda-se, eu quase consigo ouvir as batidas do coração dela.
Ou seriam as do meu?
— Diz que me ama, mas nem sabe o que é amor. Sei que sou o primeiro
namorado, seu primeiro
tudo, mas para seu azar, não sou
um garoto. Minhas atitudes são as de um homem adulto e nem mesmo por você vou me esconder. Se não consegue assumir o que quer, paramos por aqui.
Dou um passo para trás, no exato momento em que ela agarra as lapelas do meu blazer
.
Eu poderia fazê-la soltar
, mas espero.
— Não quero parar.
— Não sabe o que deseja — acuso.
— Sei sim. Eu vim aqui.
Fiquei
com tanta raiva quando vi Cage convidando-a para sair que nem me lembrei que não havíamos combinado nada.
— Por que veio?
— Porque eu te amo.
Eu me afasto, irritado porque “eu te amo” não é uma resposta.
Ela vem para perto outra vez.
— Vim porque te amo e também para te dizer que estou grávida.
Eu tive medo de te contar naquele dia. Parecia tão zangado. Disse que pediria a guarda do bebê se não ficássemos juntos e naquela hora eu estava apavorada. Não estou mais. Não tanto, ao menos.
— Você está grávida?
Ela mentiu e eu não entendo porque não consigo odiá-la por ter
me ocultado a gravidez por várias semanas. Ao invés disso, meu coração bate como se o peito não fosse capaz de contê-lo.
— Diga alguma coisa.
— Você mentiu. Disse na minha cara que não estava. Eu deveria te odiar.
— Mas não odeia?
Olho para sua face ainda pálida.
As olheiras
embaixo dos olhos
que sempre me fascinaram. As sardas na pele clara.
— Não. Eu não sei que porra de feitiço
jogou em mim porque
Deus sabe que eu não perdoaria algo assim de qualquer outra pessoa, mas eu não te odeio, Cecily , porque agora, você vai ser
minha para sempre.
Eu a suspendo contra a porta e o que acontece em seguida é fruto do desejo que beira a insanidade que sentimos um pelo outro.
Em uma fração de segundos, eu a encaro para somente no instante seguinte estar inteiro nela.
Não sei quem baixou o zíper
, quem se livrou da calcinha.
O que importa, se no final,
estou dentro do meu paraíso? Se
tenho a mulher que mais desejei até hoje em meus braços, me dizendo que está grávida do meu bebê?
— Não quero te dar a guarda do nosso filho porque quero que
fiquemos juntos. Eu sou sua. Você é meu. Joseph é nosso, assim como esse bebê que vai nascer. Nenhum de nós vai a lugar algum.
Ela está chorando e enquanto a fodo, lambo suas lágrimas.
Eu aperto suas coxas em volta do meu corpo e embora eu saiba que precisamos conversar, nesse instante, eu quero a conexão.
As unhas dela me arranham pescoço, cravadas, me mostrando o quanto ambos estamos por um fio entre desejo e desespero.
— A cada vez que estou em você, eu me sinto em casa. É como se seu corpo fosse meu lar
, Cecily
.
— Eu te amo. Não quero perder você.
— Não vai. É minha agora. V
ocê dois são meus.
— Suas responsabilidades?
— Minha mulher
, meu filho. Meus.
Entro e saio dela sem descanso, engolindo, faminto e com ganância, cada um dos seus gemidos. Sei que ela está muito perto do gozo e que não vou durar também.
Segundos depois, ela se contrai à minha volta, em espasmos rítmicos. Eu me retiro quase completamente e volto.
— Vou gozar dentro de você. Enchê-la completamente.
É uma promessa, uma ameaça, um desafio.
É uma marca e uma jura para que ela nunca se esqueça que me pertence.
— Faça. Goze em mim.
Balanço os quadris contra o corpo pequeno, metendo com força e ela geme alto. Empurro uma, duas, três vezes e então eu derramo minha semente dentro da minha mulher
.
Cecily se agarra em mim, esgotada, acho que física e emocionalmente e apesar da ligação que sinto entre nós no momento, também intuo que estou deixando algo escapar
.