Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 51 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 48

Eu fecho a porta e só preciso olhar para ela uma vez para ter certeza de que está louca comigo.

Somos dois.

Hoje, decidiremos de uma vez por todas o futuro do nosso relacionamento.

— Fez de propósito.

— Não sei a que parte você se refere. Se quando enfiei minha

língua na sua boca ou quando disse àquele imbecil que você é

minha mulher

, mas para ambas, a resposta é sim.

— Não foi o que combinamos.

— Não houve combinação e sim, meu respeito em função do quanto parece sentir pavor de que saibam que é minha. Mas aqui vai a novidade, Cecily: acabou essa história de encontros clandestinos. Entendo que meu mundo não seja atraente para alguém que nunca teve a vida exposta nos jornais.

Não me agrada

tampouco a ideia

de que te persigam, mas ao menos à família

e aos

parentes mais próximos, diremos.

— E é assim, você decidiu tudo sozinho?

— Eu te dei todas as oportunidades para amadurecer a ideia.

Ou

seria melhor dizer

, para amadurecer e ponto?

— O que isso significa?

— Me enfrenta com as mãos na cintura e

por mais louco que seja, sua raiva me excita.

Eu deveria me manter longe, mas não consigo, então ando até onde está e a imprenso contra a parede.

— Acha que é mulher, mas não passa de uma garotinha assustada.

— Não sabe nada sobre mim.

— O que não sei, é porque esconde, mas eu vejo você.

— Vê coisa alguma. Está só contrariado porque não aceita que sou eu a virar o jogo e não querer te assumir

.

Se eu não estivesse tão puto, riria, porque ela está parcialmente

certa. Não é só isso, no entanto. Pela primeira

vez, considero, por

escolha, manter uma parceira em definitivo

e apesar de ter certeza

com cada gota de sangue no meu corpo que é o que Cecily quer

também, há algo que a impede de aceitar

.

De repente, aquilo tudo se torna demais.

Eu sei muito pouco sobre amor, porque nem sei se foi o que meu

pai sentiu pela minha mãe ou se aquilo

era obsessão, mas do que

conheço, não é uma dança que se executa sozinho.

É preciso que seja a dois.

— Há semanas venho lutando contra minha natureza e tentando entender seu lado. Não quero mais fazer isso.

Ela empalidece

e tudo em mim diz para protegê-la, mas não me

movo.

Cecily tem que brigar pelo que quer

.

— Não entendo...

Eu sinto seu medo, o calor de sua respiração. Foda-se, eu quase consigo ouvir as batidas do coração dela.

Ou seriam as do meu?

— Diz que me ama, mas nem sabe o que é amor. Sei que sou o primeiro

namorado, seu primeiro

tudo, mas para seu azar, não sou

um garoto. Minhas atitudes são as de um homem adulto e nem mesmo por você vou me esconder. Se não consegue assumir o que quer, paramos por aqui.

Dou um passo para trás, no exato momento em que ela agarra as lapelas do meu blazer

.

Eu poderia fazê-la soltar

, mas espero.

— Não quero parar.

— Não sabe o que deseja — acuso.

— Sei sim. Eu vim aqui.

Fiquei

com tanta raiva quando vi Cage convidando-a para sair que nem me lembrei que não havíamos combinado nada.

— Por que veio?

— Porque eu te amo.

Eu me afasto, irritado porque “eu te amo” não é uma resposta.

Ela vem para perto outra vez.

— Vim porque te amo e também para te dizer que estou grávida.

Eu tive medo de te contar naquele dia. Parecia tão zangado. Disse que pediria a guarda do bebê se não ficássemos juntos e naquela hora eu estava apavorada. Não estou mais. Não tanto, ao menos.

— Você está grávida?

Ela mentiu e eu não entendo porque não consigo odiá-la por ter

me ocultado a gravidez por várias semanas. Ao invés disso, meu coração bate como se o peito não fosse capaz de contê-lo.

— Diga alguma coisa.

— Você mentiu. Disse na minha cara que não estava. Eu deveria te odiar.

— Mas não odeia?

Olho para sua face ainda pálida.

As olheiras

embaixo dos olhos

que sempre me fascinaram. As sardas na pele clara.

— Não. Eu não sei que porra de feitiço

jogou em mim porque

Deus sabe que eu não perdoaria algo assim de qualquer outra pessoa, mas eu não te odeio, Cecily , porque agora, você vai ser

minha para sempre.

Eu a suspendo contra a porta e o que acontece em seguida é fruto do desejo que beira a insanidade que sentimos um pelo outro.

Em uma fração de segundos, eu a encaro para somente no instante seguinte estar inteiro nela.

Não sei quem baixou o zíper

, quem se livrou da calcinha.

O que importa, se no final,

estou dentro do meu paraíso? Se

tenho a mulher que mais desejei até hoje em meus braços, me dizendo que está grávida do meu bebê?

— Não quero te dar a guarda do nosso filho porque quero que

fiquemos juntos. Eu sou sua. Você é meu. Joseph é nosso, assim como esse bebê que vai nascer. Nenhum de nós vai a lugar algum.

Ela está chorando e enquanto a fodo, lambo suas lágrimas.

Eu aperto suas coxas em volta do meu corpo e embora eu saiba que precisamos conversar, nesse instante, eu quero a conexão.

As unhas dela me arranham pescoço, cravadas, me mostrando o quanto ambos estamos por um fio entre desejo e desespero.

— A cada vez que estou em você, eu me sinto em casa. É como se seu corpo fosse meu lar

, Cecily

.

— Eu te amo. Não quero perder você.

— Não vai. É minha agora. V

ocê dois são meus.

— Suas responsabilidades?

— Minha mulher

, meu filho. Meus.

Entro e saio dela sem descanso, engolindo, faminto e com ganância, cada um dos seus gemidos. Sei que ela está muito perto do gozo e que não vou durar também.

Segundos depois, ela se contrai à minha volta, em espasmos rítmicos. Eu me retiro quase completamente e volto.

— Vou gozar dentro de você. Enchê-la completamente.

É uma promessa, uma ameaça, um desafio.

É uma marca e uma jura para que ela nunca se esqueça que me pertence.

— Faça. Goze em mim.

Balanço os quadris contra o corpo pequeno, metendo com força e ela geme alto. Empurro uma, duas, três vezes e então eu derramo minha semente dentro da minha mulher

.

Cecily se agarra em mim, esgotada, acho que física e emocionalmente e apesar da ligação que sinto entre nós no momento, também intuo que estou deixando algo escapar

.