Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 45 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 42

Dez dias depois

— Casamento? — Hades repete quando conto aos meus irmãos, junto aos Lykaios, através da nossa chamada de vídeo semanal, sobre a possibilidade de Cecily estar grávida.

Aceno com a cabeça, o maxilar contraído de tensão. São meu sangue e carne e os amo acima de tudo, mas não permitirei que

questionem minhas decisões.

— Sim, casamento. Saberemos dentro de poucos dias.

Entretanto, estamos juntos.

— Estão?

— Em segredo, por ora. Cecily não quer que saibam.

— Por que não?

— É um interrogatório,

Hades? Caralho, larga do pé dele — Ares

rosna.

— Se ela estiver

, tem certeza de que é seu? — meu irmão mais velho pergunta.

— Sim. Cecily

era virgem. Não me lembro de ter questionado a paternidade quando descobriu que Madison estava grávida.

— Não questionei,

pelo mesmo motivo que você não o fará.

Minha esposa era virgem

também. — Ele passa as duas mãos pelo

rosto. — Desculpe-me, não é nada contra Cecily

, ela parece uma

boa garota. Talvez seja resquício

da minha antipatia

pela sua

falecida esposa ainda.

— Sue e Cecily

são água e óleo — Hades intervém, me surpreendendo. — Até mesmo para mim, que desconfio da sombra,

tenho certeza de que são opostos completos.

— Sue mentia

— Christos fala pela primeira vez.

Nosso primo mais velho nunca afirma algo sem ter certeza e agora lhe dou minha total atenção.

— Por que diz isso?

— Ela nunca olhava nos olhos das pessoas quando falava.

Antecipava a necessidade dos outros, visando agradar. Nunca gostei de sua esposa ou a achei confiável.

— Esperaram eu enviuvar para me contar que a odiavam?

— Se casou com Sue na velocidade da luz. Queria nosso Joseph. Entendemos isso, mas estávamos de olho nela.

— Jesus, do jeito que falam, parecemos um tipo de máfia.

— E não somos? — Odin debocha. — A única diferença é que

nosso ramo de atividade é legal, mas…

Meu primo deixa o resto no ar, porque mesmo com os telefones seguros, projetados pela empresa dele, há coisas que não devemos falar

, como por exemplo, que obrigamos o inimigo

de Zeus, inimigo

de todos nós, na verdade, se matar[17].

— Não posso negar que ultrapasso

limites

quando quem está em

jogo é a família

— Christos dá de ombros.

— E por falar

em família.

— Zeus aponta para seu segundo

telefone. — Com toda a correria,

esqueci de lhes contar que

Brooklyn acordou do coma.

— Eu sabia que Athanasios conseguiria

— Hades diz.

Conversamos por um tempo ainda e quando a chamada coletiva finalmente se encerra, volto a telefonar para Odin.

 

— Descobriu alguma coisa sobre a família de Cecily?

— Várias. O que exatamente você quer?

— Vingança. Talvez minha namorada seja boa o bastante para esquecer o que sofreu, eu não. Ela foi agredida, passou fome.

— Caralho!

— Era uma vulnerável nas mãos principalmente

da madrasta e

viveu no inferno por anos. Não vai ficar assim.

— Vou te mandar um relatório

sobre as duas. No caso da

madrasta será mais fácil.

O atual

marido está envolvido

em uma teia

de negócios ilegais.

— Envie-me e decidirei

o que fazer. Sobre a irmã, também.

Ambas vão pagar.

— Cecily sabe disso?

— Não. E nem precisa. Basta que eu tenha a certeza de que vão se arrepender para sempre de terem-na ferido.

— Você é o garotinho mais inteligente do mundo! Sinto tanto

orgulho, meu lindo.

Ouço a risada do meu filho

depois que Cecily o elogia e algo

dentro do meu coração se contrai.

Ela conseguiu em um período curto fazer com que Joseph risse mais do que por todo o tempo desde que nasceu.

Ele teve poucos meses com a mãe antes que Sue falecesse no

acidente de carro e por vezes me perguntei se em sua cabecinha infantil, sabia que não a veria nunca mais e isso o entristecia.

Agora, com Cecily

, ele desabrocha. Talvez porque seja a única

das pessoas que o cerca, fora a família, que o ama verdadeiramente.

Tiro os sapatos e meia como sempre faço antes de entrar no quarto de brincar do meu filho.

Quando apareço no campo de visão

de ambos, os dois sorriem.

Não é a primeira vez que acontece. Tenho tentado chegar em casa mais cedo para participar

dessa pequena reunião familiar

e em

cada uma delas, sinto uma paz que nunca antes experimentei.

Plenitude.

Sim, é isso, eu me sinto completo.

— Babas[18]!

— Esse sou eu — falo, sem conseguir esconder o orgulho que me causa Joseph me receber tão sorridente.

— Bincá!

— Sim. Por isso cheguei mais cedo, para brincar

.

Abaixo-me para falar com Cecily e beijo sua boca.

Na primeira vez que fiz isso, ela virou o rosto, alegando que talvez Joseph passasse a nos ver como um casal.

Não sei se ele entende que ela é minha namorada, mas não vou criar meu filho em uma bolha.

Cecily é minha.

Não basta ter que fingir

para o mundo todo, ainda ter que nos

esconder em meu próprio reino? De jeito nenhum.

— Você é teimoso — sussurra, depois do beijo, mas está sorrindo.

— Sou faminto pela sua boca. Agora, me expliquem qual é

brincadeira hoje. Estou ansioso para começar

.