Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 18 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 15

Depois que Cecily

foge de mim, vou à procura da senhora Nuttle,

para que fique com meu filho

porque não acabei a conversa com a

garota ainda.

Elina aparece na minha frente antes que eu encontre a empregada.

— O que houve? — pergunta.

— Você viu Cecily?

— Ela estava aqui agora mesmo, mas talvez tenha ido dar uma volta no jardim. Acho que sente falta da vida ao ar livre.

— Como ela tem se saído no emprego?

— Pensei que não se importasse.

Eu gosto da mulher do meu primo como se fosse do meu próprio sangue, mas ela não facilita a vida de ninguém.

— Só quero saber se ela tem tudo o que precisa.

— Tem, sim. Um apartamento, um emprego… — ela pausa. —

Olhe lá. Até mesmo um admirador — diz, fazendo um gesto com a cabeça para trás de mim. — Não duvido muito, vai estar namorando em breve.

Quando me viro, vejo Cage, um dos executivos do meu banco, conversando com ela.

— Do que você está falando? Eles se conhecem?

— Acho que não, ou Cici

teria me dito, mas não duvido que em

breve isso mudará. Cage parece bem interessado. Mas que homem não ficaria? Ela é linda e tão diferente das mulheres daqui…

— Pode ficar com ele um instante?

— Posso, mas por quê?

— Preciso falar com Cecily

.

— Não atrapalhe a vida dela, Dionysus. Como você mesmo disse a Odin, seu problema com ela acabou. Cici é minha funcionária, mas minha amiga também. Estou tentando ajudá-la a dar os primeiros passos em Nova Iorque.

— Como eu atrapalharia a vida dela?

— Nós dois sabemos por que implica tanto com a garota.

— Sabemos? — ironizo, mas sendo Elina

quem é, vai direto na

jugular

.

— Você se sente atraído por ela. Eu vi o jeito que a estava olhando no hospital.

Foi por isso que não a contratou para babá de

Joseph. Não tem nada a ver com ser desastrada. Eu convivo com ela há semanas e posso lhe garantir que Cici é uma boa moça.

Inteligente,

responsável e educada. Se meus filhos

ainda fossem

pequenos, eu os deixaria aos cuidados dela sem pensar duas vezes.

— Achei que ela estava feliz no emprego que lhe deu.

— Ela está feliz por ter uma chance quando antes todas as portas pareciam fechadas, mas Cecily adora mesmo é crianças, ainda mais do que os livros — diz e lembro-me de Odin comentar que Cecily estava tomando conta da biblioteca da Associação.

— Joseph pareceu… hum… gostar dela.

— Já conseguiu a babá da noite?

— Não.

— Por que não faz um teste com Cici?

Mas veja bem, estou lhe

dizendo para testá-la como babá, não para magoar o coração dela. Não respondo porque qualquer coisa que eu diga faria de mim um mentiroso.

— Pode ficar com ele? — repito. — Eu já volto.

— Posso, sim. Talvez fosse melhor esperar que ela terminasse a conversa com Cage.

— Esperar é uma palavra que desconheço, Elina. — Dou um beijo na testa do meu garoto. — Papai só vai ali um instantinho, filho.

Começo a andar para onde ela está conversando com o admirador e minha irritação aumenta quando noto o sorriso de Cecily e o aparente encantamento de Cage por ela.

Eu sei que ela percebe minha aproximação, mas mesmo assim não me encara.

Nem posso culpá-la. Agi como um cretino depois de várias semanas sem vê-la, mas não consegui acreditar quando observei meu filho

correndo para os braços da ruiva. Joseph é arredio e desconfiado, então que tipo de encantamento ela fez para que confiasse nela logo de cara?

Feiticeira

. Sim, talvez seja isso o que ela é. Uma bruxinha de cabelos vermelhos, que enfeitiça

homens de todas as idades que

entram em seu caminho.

— Cecily, preciso falar

com você — digo, assim que me aproximo

deles, porque diplomacia não é uma característica presente em

nossa família.

Cage, que estava de costas, olha para trás.

— Dionysus, eu não tinha te visto ainda.

Faço um gesto de cabeça cumprimentando-o, mas sem paciência para socializaç

ão. Ao invés disso, ergo os olhos para o meu alvo, desafiando-a a me ignorar

.

Para minha satisfação, ela não o faz.

— Com licença, Cage. A gente se vê por aí.

— Vou ficar à espera do telefonema ou mensagem. Lembre-se do que falei: podemos ser apenas amigos… a princípio.

Filho da puta

assediador .

— Vamos — falo, sem dar tempo a ela de responder

.

Pousando a mão na parte baixa de suas costas, eu a guio na direção contrária de onde os convidados estão reunidos.

A carne macia pega fogo contra meus dedos e talvez eu tenha cometido um erro ao tocá-la.

O contato é leve, superficial

e por isso mesmo, insuficiente,

então

eu dou um foda-se à prudência e abro a mão, espalmando-a em suas costas.

Cecily

estremece e olha para trás. Os olhos brilham

como cristais

soltando pequenas chamas, mas ela não se afasta.

Uma espécie de diálogo mudo se instaura entre nós, ambos conscientes da atração e incapazes de nos afastarmos.

Seu olhar é ardente e ver como eu a afeto gera um descontrole que nunca experimentei.

Agora não se ouve mais música ou risadas. Somos só nós dois.

Eu paro de andar e ela também.

O desejo que eu vejo em seu rosto, reflexo do meu, deveria me mostrar que me enganei ao pensar em lhe dar uma chance como babá noturna e que não tenho nada para lhe dizer, mas eu nunca fujo de um desafio e resistir ao tesão por Cecily será o maior de todos.