Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido
Capítulo 37
Ele vem em meu encalço e eu nem sei mesmo por qual razão estou me afastando. Deveria aproveitar o pouco tempo que sobrou.
Talvez seja porque não esperava essa conversa sobre o passado em um momento de tanta intimidade.
— Está fugindo
de mim — diz, entrando comigo no chuveiro e me
abraçando por trás.
— Não.
— Mentirosa.
Eu giro em seus braços.
— Estou fugindo de mim. Quero ceder. Aceitar mais tempo com você, mas não vou porque sairei
machucada. Ainda estou inteira.
É
hora de parar.
— Talvez tenhamos que continuar juntos de qualquer maneira.
— Não vai acontecer porque Deus sabe que nenhum de nós merece ficar preso em um casamento sem amor
.
Seu rosto enrijece como se não tivesse gostado do que falei.
Ele me pega no colo.
Eu deveria empurrá-lo para longe, mas não consigo parar de querê-lo e cruzo as pernas em sua cintura.
— Acha que já acabou? Pensa que vai fugir de mim?
Eu não acredito que ele esteja falando do momento, e sim, de continuarmos nosso caso depois de hoje, mas me faço de boba.
— Não está cansado?
Ele parece mais chateado ainda com a minha pergunta dissimulada.
— Não. Estou faminto
— diz e me toca com a mão aberta. — Sua
boceta está doendo?
— Ardendo, pulsando, mas eu quero mais.
Ele me beija,
entrando em minha boca e sexo ao mesmo tempo.
Eu me sinto cheia, preenchida e tão completa que gemo seu nome,
esquecendo-me de qualquer proteção para o meu coração tolo.
Não quero pensar, então correspondo ao beijo com a minha alma, implorando que ele me dê mais e mais.
— Você é tão quente, Dionysus. Tão deliciosamente quente e
duro em todos os lugares.
Ele emite um gemido selvagem, enquanto a mão aperta meu bumbum.
— Faça sua proposta, Cecily
. Negocie comigo. Eu quero mais,
independentemente do risco de gravidez.
— Não.
Ele me imprensa na parede do boxe e a força com que entra em mim faz meu peito doer, não porque esteja me machucando, e sim, porque sei que sentirei falta disso, de nós dois, para sempre.
Ele estava certo. Vou querer mais também.
Desvio nossos olhos quando essa certeza me atinge como um soco, mas a mão dele vem para o meu pescoço, me obrigando a encará-lo, o corpo se movendo contra o meu sem descanso.
— Negocie comigo. Eu quero você.
Eu não posso. Se exigir que ele nunca me mande embora, que me deixe fica
r com Joseph para sempre, vai desconfiar
, vai
descobrir tudo e não estou pronta para dizer adeus ao meu menino ainda. Não agora que o encontrei.
— Não. Vai encontrar outra pessoa. Eu também. Isso é só sexo.
Ele rouba meu fôlego,
fundindo
a boca na minha, engolindo
meus
gemidos, dominando meu corpo e sem que eu autorize, se apossando do meu coração.
Dionysus é tão forte que só precisa de uma mão para me segurar, o braço atravessado pelas minhas costas, me penetrando sem cessar ou permitir que não o encare de volta.
Abaixa a cabeça, sugando meu mamilo, sabendo exatamente o que fazer para me enlouquecer
.
— Mais forte.
— Vou te machucar.
— Estou desesperada por você. Me dê tudo.
— Segure-se em mim.
Apesar de termos feito amor de todas as maneiras, ele agora parece um bárbaro, como se quisesse me marcar, provar que lhe pertenço.
Aperto minhas coxas ainda mais à sua volta, cruzando-as, e é toda a preparação que tenho antes que ele comece a bombear com violência.
Ele move os quadris em uma cadência ininterrupta e cada vez que me penetra, os pelos roçam no meu clitóris, tornando o estímulo
ainda mais intenso.
— Ai, meu Deus.
— Queria tudo, Cecily?
— Com você eu quero tudo porque é meu, Dionysus. Meu.
Convulsiono
em seus braços, enquanto sou atingida
por diversas
sensações ao mesmo tempo.
Desejo, plenitude
e a pior de todas: a certeza de que nunca mais
experimentarei nada que se compare a isso.
Ele me toma em um ritmo animalesco
e eu peço por mais. Atinjo
o orgasmo, uma, duas vezes e ele não para, incansável.
Afundando e se retirando. Dentro e fora, até que meu corpo não saiba nada além do que essa dança perfeita.
Seguro seu rosto, desistindo
de me esconder. Só por hoje, me
permitirei ser tola.
É carinho agora, muito mais do que sexo. É paixão, muito mais do que desejo.
Beijo sua boca lentamente, sentindo um novo clímax se aproximar quando ele incha dentro de mim.
— Eu quero beber você.
— Caralho, Cecily
.
— Por favor.
Ele inclina
o corpo e martela duro, só parando quando grito, rendida a um novo orgasmo.
Depois me beija a testa, coloca-me devagar no chão e empurra meus ombros, fazendo com que me ajoelhe.
— Abra a boca.
Eu já o tomei, mas em uma lição demorada e lenta. Neste instante, estou sem controle. Eu quero puxá-lo para o meu abismo.
Quero engoli-lo inteiro. Devorá-lo.
O pau dele está rígido, inchado, diante do meu rosto e o mundo para de girar.
Só há ele. Nós dois, perdidos em nosso universo secreto.
Ele é meu homem, mas também é pecado.
Ele é meu abrigo, mas também o proibido.
Meus lábios envolvem seu eixo grosso e o desejo suplanta qualquer vergonha. Eu o puxo para mim e olhando-o, lambo a cabeça inchada.
Dionysus segura meu rosto.
— Abra a boca e chupe. Tome tudo como eu te ensinei. Quero ver meu gozo escorrendo.
As palavras ásperas vão na contramão da delicadeza com que
acaricia
minha mandíbula e eu fico ansiosa para satisfazê-lo, para
que sinta, ao menos, um pouco da loucura que me desperta.
Eu tremo enquanto o deixo usar minha boca como se fosse o sexo, o cuidado dando passagem à fome.
Ele me possui, movendo os quadris, impulsionando dentro de
mim sem delicadeza.
Chupo e tomo tanto quanto posso, mesmo quando sinto o maxilar dolorido, mas não vou parar enquanto ele não me der seu prazer
.
Passo as unhas em sua bunda e coxas e ele urra, estremece, antes de dizer:
— Vou gozar. Beba.
Eu não tenho outro aviso porque segundos depois ele começa a se derramar dentro de mim em jatos quentes e eu engulo, porque seu prazer é o meu também.
Ele se abaixa e me ergue, segurando meu rosto.
Beija olhos, testa, bochecha e boca.