Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 40 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 37

Ele vem em meu encalço e eu nem sei mesmo por qual razão estou me afastando. Deveria aproveitar o pouco tempo que sobrou.

Talvez seja porque não esperava essa conversa sobre o passado em um momento de tanta intimidade.

— Está fugindo

de mim — diz, entrando comigo no chuveiro e me

abraçando por trás.

— Não.

— Mentirosa.

Eu giro em seus braços.

— Estou fugindo de mim. Quero ceder. Aceitar mais tempo com você, mas não vou porque sairei

machucada. Ainda estou inteira.

É

hora de parar.

— Talvez tenhamos que continuar juntos de qualquer maneira.

— Não vai acontecer porque Deus sabe que nenhum de nós merece ficar preso em um casamento sem amor

.

Seu rosto enrijece como se não tivesse gostado do que falei.

Ele me pega no colo.

Eu deveria empurrá-lo para longe, mas não consigo parar de querê-lo e cruzo as pernas em sua cintura.

— Acha que já acabou? Pensa que vai fugir de mim?

Eu não acredito que ele esteja falando do momento, e sim, de continuarmos nosso caso depois de hoje, mas me faço de boba.

— Não está cansado?

Ele parece mais chateado ainda com a minha pergunta dissimulada.

— Não. Estou faminto

— diz e me toca com a mão aberta. — Sua

boceta está doendo?

— Ardendo, pulsando, mas eu quero mais.

Ele me beija,

entrando em minha boca e sexo ao mesmo tempo.

Eu me sinto cheia, preenchida e tão completa que gemo seu nome,

esquecendo-me de qualquer proteção para o meu coração tolo.

Não quero pensar, então correspondo ao beijo com a minha alma, implorando que ele me dê mais e mais.

— Você é tão quente, Dionysus. Tão deliciosamente quente e

duro em todos os lugares.

Ele emite um gemido selvagem, enquanto a mão aperta meu bumbum.

— Faça sua proposta, Cecily

. Negocie comigo. Eu quero mais,

independentemente do risco de gravidez.

— Não.

Ele me imprensa na parede do boxe e a força com que entra em mim faz meu peito doer, não porque esteja me machucando, e sim, porque sei que sentirei falta disso, de nós dois, para sempre.

Ele estava certo. Vou querer mais também.

Desvio nossos olhos quando essa certeza me atinge como um soco, mas a mão dele vem para o meu pescoço, me obrigando a encará-lo, o corpo se movendo contra o meu sem descanso.

— Negocie comigo. Eu quero você.

Eu não posso. Se exigir que ele nunca me mande embora, que me deixe fica

r com Joseph para sempre, vai desconfiar

, vai

descobrir tudo e não estou pronta para dizer adeus ao meu menino ainda. Não agora que o encontrei.

— Não. Vai encontrar outra pessoa. Eu também. Isso é só sexo.

Ele rouba meu fôlego,

fundindo

a boca na minha, engolindo

meus

gemidos, dominando meu corpo e sem que eu autorize, se apossando do meu coração.

Dionysus é tão forte que só precisa de uma mão para me segurar, o braço atravessado pelas minhas costas, me penetrando sem cessar ou permitir que não o encare de volta.

Abaixa a cabeça, sugando meu mamilo, sabendo exatamente o que fazer para me enlouquecer

.

— Mais forte.

— Vou te machucar.

— Estou desesperada por você. Me dê tudo.

— Segure-se em mim.

Apesar de termos feito amor de todas as maneiras, ele agora parece um bárbaro, como se quisesse me marcar, provar que lhe pertenço.

Aperto minhas coxas ainda mais à sua volta, cruzando-as, e é toda a preparação que tenho antes que ele comece a bombear com violência.

Ele move os quadris em uma cadência ininterrupta e cada vez que me penetra, os pelos roçam no meu clitóris, tornando o estímulo

ainda mais intenso.

— Ai, meu Deus.

— Queria tudo, Cecily?

— Com você eu quero tudo porque é meu, Dionysus. Meu.

Convulsiono

em seus braços, enquanto sou atingida

por diversas

sensações ao mesmo tempo.

Desejo, plenitude

e a pior de todas: a certeza de que nunca mais

experimentarei nada que se compare a isso.

Ele me toma em um ritmo animalesco

e eu peço por mais. Atinjo

o orgasmo, uma, duas vezes e ele não para, incansável.

Afundando e se retirando. Dentro e fora, até que meu corpo não saiba nada além do que essa dança perfeita.

Seguro seu rosto, desistindo

de me esconder. Só por hoje, me

permitirei ser tola.

É carinho agora, muito mais do que sexo. É paixão, muito mais do que desejo.

Beijo sua boca lentamente, sentindo um novo clímax se aproximar quando ele incha dentro de mim.

— Eu quero beber você.

— Caralho, Cecily

.

— Por favor.

Ele inclina

o corpo e martela duro, só parando quando grito, rendida a um novo orgasmo.

Depois me beija a testa, coloca-me devagar no chão e empurra meus ombros, fazendo com que me ajoelhe.

— Abra a boca.

Eu já o tomei, mas em uma lição demorada e lenta. Neste instante, estou sem controle. Eu quero puxá-lo para o meu abismo.

Quero engoli-lo inteiro. Devorá-lo.

O pau dele está rígido, inchado, diante do meu rosto e o mundo para de girar.

Só há ele. Nós dois, perdidos em nosso universo secreto.

Ele é meu homem, mas também é pecado.

Ele é meu abrigo, mas também o proibido.

Meus lábios envolvem seu eixo grosso e o desejo suplanta qualquer vergonha. Eu o puxo para mim e olhando-o, lambo a cabeça inchada.

Dionysus segura meu rosto.

— Abra a boca e chupe. Tome tudo como eu te ensinei. Quero ver meu gozo escorrendo.

As palavras ásperas vão na contramão da delicadeza com que

acaricia

minha mandíbula e eu fico ansiosa para satisfazê-lo, para

que sinta, ao menos, um pouco da loucura que me desperta.

Eu tremo enquanto o deixo usar minha boca como se fosse o sexo, o cuidado dando passagem à fome.

Ele me possui, movendo os quadris, impulsionando dentro de

mim sem delicadeza.

Chupo e tomo tanto quanto posso, mesmo quando sinto o maxilar dolorido, mas não vou parar enquanto ele não me der seu prazer

.

Passo as unhas em sua bunda e coxas e ele urra, estremece, antes de dizer:

— Vou gozar. Beba.

Eu não tenho outro aviso porque segundos depois ele começa a se derramar dentro de mim em jatos quentes e eu engulo, porque seu prazer é o meu também.

Ele se abaixa e me ergue, segurando meu rosto.

Beija olhos, testa, bochecha e boca.