Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 48 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 45

Levo apenas dois segundos para me arrepender do que acabo de falar e fico ainda mais assustada quando Dionysus se levanta também de sua cadeira.

Meu medo não é porque ache que ele poderia me fazer algum mal, e sim porque não há mais nada em seu rosto que demonstre o homem que conheci.

Ele parece frio, distante, inacessível emocionalmente.

Exatamente o tipo de pessoa que imaginei

que fosse quando

vim para Nova Iorque.

Apenas agora me dou conta de onde me meti.

O problema é que sei que não vou fugir

, porque não é mais

apenas a respeito de Joseph ou minha promessa a Keith. É que estou carregando o filho do homem a quem estou enganando — a

quem acabei de enganar outra vez por nenhuma outra razão além de ser uma covarde — dentro do meu corpo e sei, pelo tempo em que convivemos, que Dionysus não é do tipo com quem se deva brincar.

— Não está? — repete.

— Não. Agora, podemos voltar a ser o que éramos antes.

Não precisa mais fingir

que está preocupado comigo. Nada disso

que preparou era necessário.

— Quer brigar apenas, Cecily? Ou quer terminar?

Ele está me dando a chance de correr enquanto ainda tenho tempo. Enquanto ele ainda não descobriu sobre o bebê.

Joseph está bem, seguro. Por que não consigo simplesmente virar as costas, então?

Deveria aproveitá-la, mas eu não posso.

Só a ideia

de me afastar dele para sempre, faz meu coração

sangrar.

— Não, eu não quero terminar. Como poderia querer isso?

Eu te amo.

— Ama? — repete, aproximando-se com a mesma graça e letalidade de um leão diante da presa.

Estou congelada no lugar, temor e excitação incendiando meu sangue.

Aceno com a cabeça, concordando.

Ele age rápido. Em um momento, está vindo para mim. No seguinte, varre tudo o que está em cima da mesa com o braço, em um gesto de impaciência,

fúria

mal contida, fazendo copos, pratos e

talheres caírem no chão.

Pega-me no colo e me senta nela, encaixando-se entre minhas pernas.

— Não se parece com alguém apaixonada.

— Como parece alguém apaixonado, Dionysus? — pergunto, já perdida nele, retirando seu terno, abrindo-lhe a camisa com urgência, mordendo e lambendo qualquer pedaço de pele a que tenho acesso.

Sua respiração é um rugido. Como eu, acho que sente-se faminto, selvagem.

Ele não responde, arranca minha roupa com a mesma necessidade furiosa que sinto de ter sua pele na minha.

O vestido sai pela minha cabeça e é arremessado sem cuidado ao chão; em seguida, destrói minha calcinha.

— Fique com as sandálias. Quero te foder assim.

A aspereza com que fala, seu torso musculoso e nu, o olhar que diz “você não vai dormir hoje”, me fazem esquecer por que viemos e da briga que acabamos de ter

.

Afasto para um lugar bem secreto da minha mente o fato de que, mais uma vez, estou criando uma teia de mentiras.

Tomo um susto quando ele me vira na mesa, me colocando de quatro. Estou aberta, exposta, usando nada além do que as sandálias de salto alto.

Grito quando ele morde uma das bochechas do meu bumbum e em seguida, gemo alto quando ele as separa e me beija entre elas.

Ele se inclina

e ataca meu sexo com a língua,

mas o polegar

invade-me por trás e eu fico

tonta com tantas sensações ao mesmo

tempo.

Dionysus parece determinado a conseguir minha rendição, porque ambos sabemos que mesmo depois de ter dito que o amava, ainda há barreiras entre nós.

Empurro para longe a tristeza que ameaça se instalar quando

penso nisso e me concentro apenas no agora.

O ataque sensual é implacável,

feroz e eu custo um nada

antes de implorar por mais, empurrando-me para trás, oferecendo-lhe tudo, gemendo meu orgasmo.

— Você é deliciosamente sensível, minha Cecily

.

Meu corpo está viajando no orgasmo, a mente, em suas palavras:

minha Cecily

.

Ele não me dá tempo para me recuperar, puxando-me para baixo, me debruçando sobre a mesa e deslizando dentro de mim com uma estocada firme. Um braço sob meu abdômen para me manter erguida na posição que quer e ao mesmo tempo, espalmando meu sexo inteiro.

O homem é multi-tarefa,

conseguindo me fazer sentir como

se estivesse em vários lugares em mim ao mesmo tempo, prendendo-me na fortaleza de seu corpo delicioso.

Monta-me duro, indo fundo e em um ritmo que me rouba o ar.

Fecho os olhos, deliciando-me

na sensação de ser tomada

sem cuidado, apenas um macho louco por sua fêmea; homem e mulher; sem regras, passado ou culpa.

Ele me cavalga com ferocida

de, me fazendo gritar seu nome

tantas vezes que os clamores se emendam.

— Mostre-me o quanto me ama — diz, enquanto entra vorazmente em mim, bombeando dentro do meu corpo como se me possuir fosse tão vital quanto sua próxima respiração.

— Eu te amo. Sou sua, Dionysus. Não sabe disso ainda?

Reclina-se, mordendo minha orelha.

— Minha — diz com um rugido.

— Sim.

Volta a se erguer, empurrando-se dentro de mim, ao mesmo tempo em que o dedo invade meu lugar intocado.

Gemo, envergonhada, mas deliciada também.

— Gosta disso, não é?

— Sim… oh, Deus!

— Você é a minha mulher, Cecily

. Namorada, não um caso.

Eu te desejo comigo, em mim e queria que estivesse grávida do meu filho.

Não acho que ele saiba realmente o que está dizendo.

Acredito que seja uma mistura de fúria pela nossa briga, misturada à frustração por eu não me render como minhas antecessoras fizeram.

— Não queria. Só me deseja-me. Não vamos complicar

tudo.

Eu te amo e não estou cobrando compromisso.

Ele me ergue, sem sair do meu sexo, mas a diferença de altura entre nós é grande, então preciso apoiar as minhas mãos na mesa, reclinar

.

— Não tem ideia do que quero, Cecily — fala, de maneira enigmática.

A maneira como me possui agora é quase cruel, mas eu quero mais.

Estou sensível

, corpo e mente. Quero a conexão e a paixão

dele. Quero seu querer e desejo. Sua fome e até seu descontrole.

Sei por sua respiração que está quase alcançando o clímax, mas ele é um amante generoso e está decidido a me levar junto.

Toca meu clitóris

e eu tremo, completamente entregue em

suas mãos.

Ele me acaricia

devagar, focado no meu prazer, mesmo que

eu saiba que está muito perto da própria libertação.

As estocadas

são vigorosas, mas em um ritmo mais lento agora, enquanto murmura palavras em grego que apesar de não entender, presumo que sejam de carinho.

Essa combinação faz com que meu orgasmo se forme na contramão de como ele me toma — galopante e necessitado.

— Goze para mim, yineka mou[20].

— Dionysus…

— Entregue-se, Cecily