Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 42 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 39

ta e sem saber o que fazer para cuidar da criar a criança que ia nascer. Ajudei

-a. Acabamos criando um laço. Quando

Joseph nasceu, me apaixonei por ele e o quis para mim.

— E casou-se com ela, então.

— Sim.

— Amou-a?

— Não de maneira apaixonada. Como mãe e minha companheira, senti carinho. Nunca houve fagulhas ou…

— Ou o quê? — pergunta, se voltando no banco para me olhar

.

— Fome, ruiva. Eu nunca fui faminto por ela como sou por você.

 

Capítulo 39

— Shishiii,

babas[16] — Joseph diz, correndo para nós assim que entramos na sala da casa de Odin.

Eu me abaixo para pegá-lo no colo e quando o tenho comigo, o aperto contra o peito. Não sou de demonstrar emoção em público, mas a ideia de que algo pudesse ter acontecido com meu filho acaba com qualquer chance de comedimento.

— Ele estava ansioso. Sinto muito por isso, primo — Elina diz,

constrangida, depois de me dar um beijo.

— Foi um acidente. Eu confio

em vocês ou não deixaria

Joseph

aqui. Obrigada por agir rápido.

— Foi Odin quem pensou em tudo — diz, olhando para trás ao perceber que o marido se aproxima. — Na verdade, fiquei desesperada. Nunca lidei com alergias com as minhas crianças.

Joseph está no meu colo, mas também estende a mãozinha para Cecily

, que a aceita e beija sem parar

.

— Senti tanta saudade, amor — fala e meu menino se derrete.

— Chegou hoje? — Odin pergunta, mas tenho certeza de que já sabe a resposta.

— Ontem.

Elina

não disfarça

quando corre o olhar de mim para Cecily

. Vejo

minha ruiva corar

.

— Ficou em casa? — pergunta.

— Sim, nós ficamos.

Cecily me dá um olhar mortal e eu entendo parcialmente que esteja zangada. Nosso pacto está uma bagunça.

Eu lhe propus um acordo com prazo para acabar

, mas foi só tocá-

la para saber que o tempo que me ofereceu não daria nem para o começo e agora, com a possibilidade

real de uma gravidez, talvez

estejamos ligados para sempre.

— Vai para a biblioteca amanhã? — Elina pergunta para ela.

Cecily

me encara, como se esperasse eu me pronunciar e depois do que me pediu na vinda para cá, sei a razão: quer ficar com Joseph, apesar de ser o turno da senhora Nuttle.

As linha s estão sobrepostas. Não há mais um rótulo para o que Cecily

é em minha vida. Certamente, não mais a babá do turno da noite apenas. Talvez se torne a madrasta do meu filho.

Pela primeira

vez entendo a confusão do caralho que criei. O que

é mais absurdo, dado quem sou, no entanto, é que não estou preocupado com a possibilidade

muito real dela ficar para sempre

em minha vida.

— Faça como quiser — digo a ela.

— Prefiro ficar

com ele, então — fala, chamando-o para o colo e

para minha surpresa, Joseph se joga nos braços dela.

Ele nunca me troca por outra pessoa.

— Vou almoçar com vocês amanhã, então — Elina insiste e Cecily concorda com um aceno de cabeça.

Odin me chama com o olhar e eu me afasto para ver o que quer

.

— Estão juntos? — pergunta, sem preâmbulos, assim que entramos em sua biblioteca.

— Não sei como responder a isso.

Falo rapidamente sobre o acordo que lhe propus e também que mudei de ideia depois das vinte e quatro horas que Cecily

me deu

como prazo. Em seguida, que conto que pode ter engravidado e que se for o caso, nos casaremos.

Odin nem pisca. Não parece espantado. Como eu, é grego.

Família

signific

a tudo para nós. Nunca deixaríamos um filho

ser

criado à distância.

— É isso o que quer?

— Me casar? Não. Ficar com ela? Sim, no momento, é o que quero.

— Não sabe muito sobre Cecily

.

— Sei o que você descobriu. Mas há algo mais que preciso que investigue:

quero saber a respeito da madrasta e da irmã de criação de Cecily

.

— Nenhuma das duas vale porra nenhuma. A madrasta se casou de novo; a filha,

Peyton, vive de dar golpes em velhos ricos que

pagam com joias os favores sexuais que lhes presta.

— O que eu quero é saber mais sobre o passado delas, principalmente do tempo em que Cecily vivia com as duas infelizes.

— Alguma época específica?

— Adolescência. Cecily

também tinha um amigo que a ajudou.

Está morto agora, mas era alguém importante para ela. Descubra quem foi.

— Não tem nada a ver com a possibilidade

de gravidez somente.

Você a quer em sua vida.

— Eu quero conhecê-la melhor sim, mas temo estragar tudo. Sue foi

a única constância no que diz respeito à mulheres, desde que me entendo por gente. Nunca fiquei com alguém a longo prazo.

— Nem ficaria

com sua falecida

esposa, se não fosse por

Joseph.

Sacudo a cabeça sorrindo porque nenhum dos meus parentes sabe o significado de diplomacia.

— Nossa família

é composta por bastardos desconfiados

— digo, mas não estou aborrecido de fato. — Nem meus irmãos ou você e Christos jamais disfarçaram que não gostavam dela.

— Não gosto de santos. Sue era boa demais para ser verdade.

— Cecily também, segundo você.

— Eu descobri tudo sobre a vida de Cecily

. Se ela tivesse algum

ponto podre em seu caminho, eu já teria desvendado.

— Qual é o problema real em relação a Sue, Odin? Zeus também a detestava.

Ele dá de ombros.

— As pessoas erram, fazem merdas. São imperfeitas.

Acordam

em dias ruins e querem mandar todo mundo se foder, eventualmente. Sua ex-esposa estava sempre feliz. Nenhuma marca emocional aparente com relação ao passado traumático.

— Então é isso? Sua desconfiança

era porque ela não parecia

deprimida?

— Não. Era porque tinha peças da própria história que não se encaixavam.

— Como o quê, por exemplo?

— Fez faculdade, tinha formação universitária,

mas trabalhava servindo café no campus em que o ex-marido estudava. Era mais velha do que ele, mas o acusava de ser controlador, tirânico, segundo me disse. Por tudo o que pesquisei, porém, não há nada no histórico de Keith Bates que comprove isso.

— Como assim?

— Todos com quem ele se relacionava

diziam que era um cara

calado, um geek, mas nada violento.

Vou conceder que as pessoas,

na maior parte das vezes, não mostram sua verdadeira face, mas ele não tinha qualquer incidente

de violência

contra mulheres ou até

mesmo brigas de bar, antes de sua morte. Nem mesmo um registro

por parte de Sue, em qualquer delegacia, dizendo que sofria abusos.

— Há muitas mulheres que apanham e não denunciam.

— Sim, há e pode ter sido o que aconteceu no caso dela, mas eu não sei... algo não se encaixa. Não é tanto uma certeza, mas uma sensação de que a história

foi pintada para você com as cores que

ela queria que visse.

— E o que mais?

— Voltemos a Keith. Alguém que é um bêbado contumaz ou viciado em drogas, como ela o acusou, eventualmente teria um problema com a lei:

ser pego em uma blitz,

se envolver em brigas,

ser irresponsável no trabalho ou faculdade.

Keith nem mesmo saía

de casa antes de se casar com ela, Dionysus. O cara vivia para estudar e trabalhar.

— Por que só está me contando isso agora?

— Porque você estava de luto, em primeiro

lugar. Tanto sua ex-

esposa quanto o suposto falecido

marido abusivo dela estavam

mortos. Não fazia qualquer sentido trazer isso à tona.

— Então, por que agora?

— Está em um novo relacionamento, ao que parece. Seu casamento foi curto e nem teve tempo de conhecê-la, mas aqui vai

uma opinião:

Sue não era uma santa. Seu casamento foi curto e nem teve tempo de conhecê-la, antes de lhe propor compromisso.

Não interferi.

Era adulto e deveria saber o que estava fazendo, mas talvez seja a hora de fechar essa porta do passado.