Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 32 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 29

Cage me encara do outro lado, sorrindo e sem disfarçar o interesse em mim.

Seu olhar não me causa nada, a não ser uma massagem no ego. Sei que nunca haverá algo entre nós, mas preciso de uma distração antes que cometa um erro que me custará muito caro.

 

Capítulo 29

— Você está linda — Cage repete o mesmo que Dionysus, quando abre a porta do carro para mim.

Dessa vez, porém, meu coração não dispara.

— Obrigada.

Ainda estou me recuperando da conversa de há pouco e do fato de que Dionysus foi

até a porta enquanto eu saía, não respondeu ao

cumprimento de Cage e se eu pudesse adivinhar

, quase voou na

jugular do meu acompanhante.

— Eu nunca imaginei

ver Zeus casando-se — o executivo diz,

acho que muito mais para preencher o silêncio

incômodo do que

para conversar sobre a vida amorosa de seu empregador.

 

Fecho meu cinto de segurança e me viro para encará-lo.

— Eu te mandei uma mensagem porque você me disse que estava oferecendo amizade, então, só para deixar claro, é isso que estou aceitando, Cage. Uma dança ou duas. Sua companhia e boa conversa. Nada além.

Ele não parece chateado.

— Posso saber por que não?

— Eu não tenho uma resposta para lhe dar no momento, apenas que não estou procurando romance.

Eu tenho, sim, uma resposta para dar, mas o que vou dizer?

Confessar que qualquer homem perto de Dionysus parece sem graça e apagado? Ou que a minha pele ainda formi ga com a

promessa indecorosa de me dar prazer que meu chefe acaba de me fazer?

— Eu aceito sua amizade e as danças, Cici.

Por enquanto, não

vou te pedir nada além disso.

— É o melhor dançarino da festa, sabia disso? — pergunto a Joseph, que gargalha em meus braços enquanto giro com ele no meio da pista.

Pela minha visão periférica

, sinto os olhos de toda a família

Kostanidis,

e também dos Lykaios, em nós dois, mas no momento minha atenção é completamente do meu parceiro de festa.

— Maisssss, Shishi.

— Quer girar outra vez? Meu Deus do céu, você é incansável!

Sinto mãozinhas puxando minhas pernas e quando olho para baixo, vejo os gêmeos sobrinhos de Madison aparentemente querendo entrar na brincadeira também.

Coloco Joseph no chão e na mesma hora ele dá a mão para Soraya. Eu seguro com a minha livre a de Silas e formamos uma roda. As crianças dançam, imitando minhas palhaçadas e eu sinto meu peito desoprimir da intensidade do encontro com meu chefe mais cedo. Ficamos na pista por várias músicas até que Lisa e a avó dos gêmeos e mãe de criação da noiva, se aproximam, talvez para me dar um descanso.

Assim que eles saem, porém, ouço Cage perguntar:

— Minha vez novamente?

Já dançamos algumas músicas e até agora, ele tem se comportado.

Antes que eu possa responder, o homem que faz minha pele inteira se arrepiar apenas com sua presença diz:

— Não, é a minha vez.

Eu sei que é totalmente inadequado aceitar dançar com ele e sei também que provavelmente seremos alvo de fofocas amanhã, mas se o grego não está preocupado, não sou eu que vou dizer não.

Uma dança é uma maneira segura de estar nos braços dele, matar minha fome por sua pele sem fazer nada que possa me arrepender depois.

Percebo que Cage deixa a decisão nas minhas mãos, mas Dionysus não nasceu para esperar e então, passando o braço pelo meu quadril,

começa a se afastar comigo para um canto mais vazio da pista.

— Você está dando motivos para falarem de nós.

Ele não responde, o maxilar trincado e toda a postura demonstrando tensão.

Eu não quero brigar, no entanto, e sim, aproveitar cada segundo dessa oportunidade, então, quando ficamos de frente um para o

outro, passo os braços em volta de seu pescoço, colando ainda mais os corpos.

Ele afasta o rosto para me olhar

.

— Por que veio com ele?

— Não vim com ele como um casal. Cage havia se oferecido para me buscar antes que você chegasse. Sou livre.

Posso sair com

quem quiser.

Ambas as mãos estavam em volta da minha cintura, mas depois do que digo, uma delas escorrega para meu quadril, apertando-o.

Seguro na lapela de seu blazer porque até mesmo um simples toque dele me faz queimar inteira.

Acho que Dionysus nota, porque nos afasta cada vez mais dos olhares curiosos dos convidados.

— Fale outra vez sobre o seu sonho.

Eu não demoro a entender que ele está retomando a conversa que tivemos na casa de Elina.

— Não. Tenho vergonha.

— Eu quero ouvir. Estou obcecado imaginando seu corpo ardendo de tesão enquanto dorme. Sentindo fome pelo que eu posso te dar — sussurra em meu ouvido.

— Não devemos ter esse tipo de conversa.

— Combinamos que falar era um território neutro.

— Enquanto não estivéssemos nos tocando.

— Não estou tocando-a. É apenas uma dança.

— Você joga com palavras e acordos conforme seu interesse, Dionysus.

— Sou um negociador implacável,

Cecily

. Eu quero ouvir sobre

seu sonho.

Escondo o rosto no peito musculoso, aspirando o cheiro másculo, excitada e embaraçada na mesma medida.

— Naquele dia, na casa de Elina, me disse para me tocar imaginando

que era você quem estava fazendo. Eu o obedeci, mas nos meus sonhos, você queria ver enquanto eu me acariciava

—

começo, sem acreditar que estou fazendo mesmo isso.

— Continue.

— Você me direcionava. Dizia o que queria.

— Como, Cecily?

Não ouço mais a música e percebo que estamos perto de árvores, longe da festa.

— Não tenho coragem de falar

.

— O que eu te mandava fazer?

Ele me aperta contra si e eu perco o fôlego ao sentir a pressão de sua excitação.

— Mandava que eu tirasse a roupa, me deitasse na cama e separasse as coxas. Você queria…

— Ver sua boceta — sussurra na minha orelha.

— Sim.

— Você me obedecia?

— Eu fazia, mesmo com vergonha. No meu sonho, eu gostei de me mostrar para você.

— Caralho, você é muito gostosa.

— Foi um sonho.

— Não, é o seu desejo. Tem coragem de me dizer neste instante que não está molhada enquanto dança? Eu sei que se levantar seu vestido, vai estar pingando para mim, ruiva.

— Eu quero voltar para a festa.

— Não, você quer fugir do tesão que está sentindo, mas não vai conseguir. Enquanto não matarmos essa fome, não conseguiremos quebrar esse feitiço.

Evoco com toda a minha força de vontade a lembrança de que ele é um sedutor profissional.

Eu não posso trocar minha promessa por algumas horas de prazer.

— Tem razão. Estou tentando fugir

do desejo que sinto. Ele é tão poderoso que parece se autocomandar, como se meu corpo não me pertencesse. O problema é que eu tenho uma ideia do que virá depois. Serei mandada embora com uma boa indenização e desejo