Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 24 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 21

advogados para triplicarem

seu salário

atual, para situações

como

esta.

— Não precisa…

— Precisa sim, mas não foi para isso que liguei e sim para

avisar que estou confiando

em suas mãos o meu bem mais

precioso. Joseph é meu mundo, Cecily

. Não me decepcione.

 

Capítulo 21

— Peludo? — pergunto, rindo e apontando para o gato gordo sentado no chão perto de Joseph.

Ele acena com a cabeça, concordando, e eu não acho que se poderia escolher um nome melhor para o bichano. O animal é fofo e também, ao que tudo indica

, preguiçoso, mas parece, assim como

eu, absolutamente apaixonado pelo menino.

Já são cinco da tarde e posso dizer, sem medo de errar, que é o dia mais feliz que passo em anos.

A cada segundo ao lado do garotinho, eu procuro memorizar, sedenta, ansiosa, cada pequena coisa que me entrega: uma risada,

as brincadeiras de que gosta e até como se suja ao comer, já que não quer mais ajuda e faz uma lambança durante as refeições.

Eu não senti o dia passar. Eu quero repeti-lo infinitamente.

Essa primeira experiência em meu novo emprego só me fez ter certeza de que farei o impossível

para não sair mais do lado de

Joseph. A ideia

de partir depois de verificar

que ele está bem já não

me atrai mais.

O problema é que quanto mais sei sobre a relação do meu chefe com o filho

adotivo, mais entendo que tenho que mover as

peças desse jogo com cuidado.

Algo me diz que Dionysus não é o tipo de homem que dá segundas chances, o que significa

que no momento em que se

decidir

a me excluir

de sua vida, será um para sempre. E isso fará

com que eu nunca mais tenha acesso a Joseph.

— A brincadeira está muito boa, mas chegou a hora do banho, meu lindo.

Ele solta os brinquedos, como se entendesse o que estou falando, e com a independência

característica,

se levanta sozinho,

ainda que com um andar meio desequilibrado.

Quando cheguei na mansão de dez quartos, hoje pela manhã, Anderson me explico

u o básico do funcionamento

da casa e

me apresentou aos outros empregados, assim como aos seguranças, também.

O irmão que Dionysus… ai, Jesus! O irmão que o doutor Kostanidis

disse que estaria me esperando, Ares, que conheci de vista ontem na festa, já havia partido porque assim como meu chefe, teve uma reunião de emergência, mas havia tantas instruções do doutor Kostanidis,

tanto por escrito quanto através dos empregados,

que dei graças a Deus de não ter que enfrentar outro grego mandão logo cedo.

A principal

recomendação, não, na verdade, ordem, é que eu nunca deveria sair de casa com o garoto sem a autorização do pai.

Os guarda-costas entram na residência três vezes ao dia para conferir se Joseph está bem e os horários de alimentação do

meu menino são rígidos também.

Eu tinha certeza de que Joseph estava fisicamente bem,

sendo criado como filho

adotivo do grego porque pelo pouco tempo

que tenho convivido com os Lykaios, percebi que são unidos e

amorosos uns com os outros. Eu não fazia ideia, no entanto, do tamanho da adoração do meu chefe pelo filho.

Se o primeiro andar da casa é luxuoso e digno de uma revista de bilionários de tão arrumada, o segundo é território do menino.

A cada parte que se anda, há um soldado ou carrinho espalhado e o quarto de dormir e o de brincar de Joseph são o paraíso de qualquer criança.

A enorme quantidade de brinquedos seria de se esperar para o fil ho de um magnata, mas não é apenas isso o que chama a atenção, mas os cuidados e detalhes.

A grade na parte superior da escada que enfeia a decoração da mansão, mas que é muito necessária caso a babá se distraia e

Joseph corra para ali.

A parte da despensa exclusivamente dele, com lista de refeições determinadas por uma nutricionista,

assim como, de

acordo com o que a governanta me contou, foi abolido da casa qualquer alime

nto com nuts, já que Joseph é alérgico

a amendoim e

o “patrão”, segundo ela, não quer correr riscos para o caso dos

frutos terem sido processados juntos ao legume

[12].

E o mais importante:

os telefonemas

de Dionysus para o filho

durante o dia, para que Joseph ouça sua voz. Mesmo sem entender o que está sendo dito, ele sorri ao ouvir o pai falando.

Honestamente, o relacionamento dos dois faz qualquer mulher ter vontade de ter bebês. Para mim, porém, o significado é

outro: quer dizer também que Joseph está bem aqui. Feliz e protegido.

— Vai dar banho nele agora? — a governanta pergunta, chegando na porta do quarto, e talvez ansiosa para cumprir os horários determinados pelo patrão.

— Vou, sim. E depois o jantar

, certo?

— Isso mesmo. Ele não demora a dormir

. Às vezes a babá da

noite enrola um pouco a pedido do doutor Kostanidis, que quer passar um tempo com o filho

, mas hoje ele ficará

até mais tarde na

emissora, então, pode seguir o protocolo normal. Não precisa ficar no quarto com ele, no entanto. Basta carregar a babá eletrônica com você e ter certeza de não se afastar muito. Joseph nunca acorda durante a noite. Ele é um anjinho.

Olho para o meu tesouro e ele está prestando atenção na conversa, como se nos entendesse, mas não sorri para a mulher

como faz comigo.

— Banho? — pergunto e sua expressão muda.

Ele sorri e balança a cabeça fazendo que sim.

— Incrí

vel! É como se você fizesse algum tipo de mágica.

Ouvi as gargalhadas dele hoje. O menino parece adorá-la.

— É recíproco — falo,

disfarç

ando o quanto me faz feliz

ouvir

aquilo. — Ele é uma criança muito fácil de se lidar

.

— Eu já vou indo, Cici. Precisa de mais alguma coisa?

— Não, acho que já sei onde fica quase tudo. Devo esquentar o jantar do doutor Kostanidis, quando ele chegar?

— Não é sua função, claro, mas se puder fazer a gentil eza,

seria ótimo. Ele às vezes chega tão cansado que nem come.

— Pode deixar. Assim que Joseph dormir, deixarei tudo em ordem. Boa noite, Barbara.

Três horas depois, eu perambulo pelo segundo andar enquanto me pergunto se meu chefe ficaria

aborrecido se eu

pegasse um livro em sua biblioteca,

mas não quero ser abusada,

então decido lhe perguntar pessoalmente quando ele chegar

.

Joseph já está dormindo e a mesa posta à espera do doutor Kostanidis,

então agora estou entediada porque esqueci de trazer meu Kindle.

Eu tomei banho à tarde e decido mudar o pijama e em seguida, levar a babá eletrônica para a minha suíte.

Barbara disse que quando o patrão chega, passa ao menos uma hora com o filho

no quarto, mesmo com o menino dormindo, e

não quero tirar a privacidade do meu chefe.

Entro em meus aposentos, dois quartos depois do de Joseph e que de tão luxuoso parece pertencer a um hotel famoso. Depois de vestir o pijama,

deito-me na cama e fico

atenta a qualquer som

na casa.

Assim que o doutor Kostanidis

sair do quarto de Joseph, irei

para lá.

Há uma cama extra e mesmo que Barbara tenha explicado que não seria necessário dormirmos no mesmo quarto, eu ficarei

com ele.

Olho para a mesinha de cabeceira, para conferir

se o monitor

do aparelho está bem posicionado

no berço, quando percebo que

descarregou a bateria.

Caramba, nem pensei nisso.

Saio correndo e torcendo para que o bebê não esteja chorando, mas assim que chego no corredor, congelo ao dar de cara com meu chefe.