Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 30 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 27

Saber que quero o que não posso ter me irrita, mas de maneira contraditória, é excitante também.

Ela disse que não sabe como agir comigo. Eu também não.

Cecily deveria ser minha funcionária, mas em pouco tempo de convívio, se tornou minha obsessão.

Pego novamente o celular

, determinado a apagar a babá dos

meus pensamentos.

Desde que a conheci, não saio com uma mulher, me dando a desculpa de que estou sem tempo, quando, na verdade, sei que é porque nenhuma delas é ela.

Chegou a hora de mudar isso.

 

Capítulo 27

Dia do casamento de Madison Cage: “Eu já estava perdendo as esperanças. Isso significa que terei ao menos uma dança com você hoje?”

Aperto o celular com força, nervosa para caramba.

Sei que ao tomar a iniciativa

de enviar uma mensagem para

ele, estou lhe dando possibilidade

de um algo mais, mas eu preciso

parar de pensar em Dionysus ou vou botar minha situação com Joseph a perder.

Depois do telefonema com meu chefe em que ele deixou bem claro quem sou, ou melhor, quem não sou em sua vida, eu já estava decidida a esquecê-lo de vez, mas não foi aquilo o que deu o empurrão que faltava para entrar em contato com Cage e sim, ao navegar em um site de celebridades na internet hoje cedo, encontrar uma foto dele com uma famosa atriz francesa.

Ciúme não é algo racional. A possessividade em relação a ele tampouco, mas eu me senti um pouco louca quando o vi com a mulher e li a manchete: “Magnata da mídia supera a viuvez com uma amiga do passado”.

Como uma masoquista, li toda a reportagem.

“O magnata da família

de banqueiros

gregos e também dono

da maior emissora de tv do mundo, Dionysus Kostanidis, deixou

claro

que superou a viuvez ao retomar

a vida de conquist

as e voltar

a aparecer acompanhado em público.

Até agora, o bilion

ário havia

sido discreto,

em nome da morte de sua esposa, Sue. Isso tudo mudou na noite de ontem, quando foi visto em situação de intimidade

com uma famosa atriz

francesa. A coluna torce para um

recomeço do grego poderoso, mas já deixa como aviso para as

candidatas de plantão que, se Dionysus voltar à velha forma, teremos muitos corações partidos pelo planeta.

”

Não é problema meu — repito sem cessar.

Melhor que seja assim. Não vim para Nova Iorque para servir de brinquedo para um bilionário.

“Uma dança? Se contentará apenas com uma, senhor?”

Envio a resposta antes que me arrependa.

Eu não sei fler

tar, mas o medo de reencontrar meu chefe com sua deslumbrante companhia faz meu estômago embrulhar, então, jogo a prudência para o inferno.

Talvez o que eu precise seja mesmo sair com alguém.

Cage: “Não quero assustar você. Esperei muito por sua mensagem.”

“Não estou assustada. Já sou grandinha.”

Largo o celular

em cima da cama, porque apesar de saber

que estou fazendo a coisa certa ao tentar apagar de uma vez por todas Dionysus da minha mente, a sensação de estar usando Cage me faz sentir culpada.

— Posso entrar? — Elina

pergunta segundos antes de abrir a

porta.

Quando a vejo com Joseph no colo, a tristeza que estava começando a se instalar

, desaparece.

— Meu Deus do céu, você está muito lindo, meu amor!

Eu escolhi um terno de três peças para ele, branco e com gravata azul-bebê.

Ele sorri quando abro os braços e se joga no meu colo.

— Não está pronta ainda?

Elina me chamou para que eu fosse me arrumar na casa dela, pois contratou uma maquiadora e uma cabeleireira para atender as mulheres da família.

— O cabelo e a maquiagem, sim. Falta só colocar o vestido

— digo, apontando para o traje vermelho, de alças fininha s, longo e

completamente colado ao corpo, que ela e Zoe me convenceram a aceitar de presente.

— Vai ficar linda. Será difícil

para os homens solteiros

desviarem o olhar

.

— Mesmo o meu chefe? — pergunto, imprudente.

 

— Cici...

— Estou brincando. Ele está saindo com uma modelo.

— Está?

— Vi sem querer em um site de celebridades.

Além do mais,

minha relação com ele é somente profissional.

Eu mandei uma

mensagem para Cage.

— Por quê?

— Por que o quê?

— Mandou a mensagem para Cage? Disse-me que não estava interessada nele.

— Talvez eu precise apenas lhe dar uma chance.

— Não acredito nisso. Ou um homem faz seu coração disparar, ou não faz. É simples assim.

— Meu coração é estúpido, Elina. Dispara pela pessoa errada. Talvez tenha chegado o momento de ensiná-lo.

Olho-me na frente do espelho uma última vez antes de descer. A despeito do que disse a Elina, é a perspectiva de reencontrar Dionysus o que está me deixando de pernas bambas e não o fato de eu ter dado abertura para uma aproximação de Cage.

Pensar em encontrar o executivo do banco Kostanidis não faz meu coração errar sequer uma batida.

Estou me sentindo como uma princesa de um conto de fadas.

Ainda que constrangida por ter aceitado um presente tão caro de Zoe, não tenho como negar que a roupa e sandália, assim como maquiagem e cabelo, não me deixarão destoar em nada das outras convidadas.

Há cerca de meia hora, Cage mandou uma mensagem se oferecendo para vir me buscar e eu quase neguei, mas estou determinada a deixar minha caipirice de lado.

Ele não é um total estranho, e sim, um alto funcionário do

banco Kostanidis. Também se mostrou um cavalheiro até agora, então não há razão para que não confie nele.

Saio do quarto porque ele já deve estar chegando.

Elina irá com o marido, filhos

e Joseph e eu deveria ir em

seguida com Lisa. Será ela quem ficará

com o meu menino hoje e

por mais que não seja isso o que desejo, não posso contrariar uma ordem direta do nosso patrão.

Como aceitei

a oferta de Cage para me apanhar, Lisa já saiu

com Anderson. Estou sozinha.

A casa está em silêncio

porque todos já se foram, então eu

tomo um susto quando chego no alto da escada e ao olhar para baixo, me deparo com Dionysus.

Por um instante, nenhum de nós fala e eu tento combater a saudade que senti.