Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 33 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 30

de boa sorte. Eu não quero isso. Não me trate como uma de suas mulheres. Não sou uma conquista.

Eu me afasto e fujo

correndo antes que eu acabe voltando atrás.

Estou trêmula, com o corpo implorando pelo dele e não posso me dar ao luxo de ceder.

 

Capítulo 30

Uma semana depois

— Eu adoro esse trabalho. Aprendi tanto desde que comecei aqui

— falo, assim que acabo meu expediente na biblioteca da Associação para crianças disléxicas que a minha amiga fundou.

Como Dionysus está viajando

novamente e Joseph dormindo na casa dos parentes, para não ficar

sem fazer nada, tenho passado o

dia todo aqui.

A história

de vida da grega é uma das mais bonitas que já ouvi.

Ela tem dislexia,

mas os pais foram negligentes, para dizer o

mínimo. Na verdade, pelo que me contou, o pai era um verdadeiro

monstro, humil

hando-a quando errava as palavras, escondendo sua

condição do mundo inteiro,

impedindo

que fosse acompanhada por

profissionais competentes e que dessa maneira, obtivesse ajuda.

E tudo em nome do orgulho, da vaidade. O infeliz

não queria que

seus amigos milionários descobrissem que a filha era disléxica.

Odin, assim como nos contos de fadas, a salvou, em sentido literal e figurado.

Trabalhou sua autoestima, procurou ajuda, fez com que ela entendesse que não era estúpida como o pai a chamava, apenas diferente.

Elina resolveu então fundar a Associação não só para dar suporte às crianças e jovens portadores dessa condição, mas também preparar os pais para lidarem com seus filhos, sem os constrangerem ou fazerem com que se sintam inferiores.

O trabalho aqui é lindo

e desde que comecei, evoluí muito como

ser humano.

— Sabe que pode continuar pelo tempo que quiser — diz.

— Obrigada. Eu às vezes acho que você não é real.

— Eu sou, sim. Agora a pergunta é: você é real, Cici?

— O quê?

— Sou a últim

a pessoa do mundo a forçar alguém a contar

segredos, mas sei que está escondendo algo.

— Eu…

Ela faz um gesto com a mão, me interrompendo.

— Vou te dar um conselho, Cici,

não porque quero me meter na

sua vida, mas porque sou sua amiga. Está na cara que você e Dionysus estão loucos um pelo outro, parecem uma panela de pressão prestes a explodir

. Eu não esperava que ele fosse se envolver com alguém com pouco menos de um ano que Sue morreu, mas aqui está você.

— Elina…

— Deixe-me concluir

. É uma ligação inusitada, sem dúvidas, e

não porque você é a babá do filho

dele, mas porque os gregos

mantêm os romances fora de casa, até escolherem aquela com quem querem formar uma família.

Se Dionysus está arriscando

tanto continuando a investir

nessa atração, é porque não considera

o que vocês têm tão passageiro assim, mesmo que ele próprio não saiba disso ainda.

— Como chegou a essa conclusão?

— Sem ofensa, mas ele pode ter a mulher que desejar. Para que complicar tudo ficando com uma que mora dentro de sua casa?

— Talvez porque não cedi ainda…

— Não, eu duvido. Eu vi vocês dois no casamento. Vai acontecer, não importa o quanto lutem contra. Se Dionysus quisesse impedir que fossem adiante, te despediria.

Na verdade, nem te contrataria,

porque desde o hospital havia uma vibração clara entre vocês. O que estou tentando dizer, e peço perdão de antemão por estar me metendo, é: seja sempre sincera com ele.

Sinto meu sangue gelar

.

— Não sei se estou entendendo.

— A sua história tem algumas lacunas. Onde está a pessoa a quem prometeu vir para uma cidade grande e vencer na vida?

— Ele está morto — respondo, decidida

a entregar uma pequena

parcela da verdade.

— Foi coincidência ter se jogado na frente do carro de Dionysus?

Sinto meus olhos doerem de vontade de chorar porque não quero mentir para ela. Elina

não tem sido outra coisa que não maravilhosa

desde que nos conhecemos.

Como se Deus tivesse pena de mim, Odin chega, me salvando de uma resposta.

Começo a recolher minhas coisas, sem fazer contato visual com

a mulher que não merece ser enganada. Poucas vezes senti tanta

vergonha na vida.

Despeço-me rapidamente dos dois e começo a andar para a saída, mas ela diz:

— Vou te acompanhar.

Odin olha de uma para a outra e posso ver que sentiu o clima estranho, mas não fala nada.

Quando estamos na porta que dará para a rua, seguro seu braço.

— Não sabe minha história

toda, mas te juro por tudo o quanto é

mais sagrado que não sou uma má pessoa, Elina.

Não tenho nada a

esconder quanto a isso ou mesmo intenções ruins.

— Mas esconde algo sobre o passado?

— Quem não esconde? — desconverso.

— Bom ponto, mas tenha em mente que nós gregos somos rancorosos, Cici. Se isso entre você e Dionysus crescer e ele encontrar respostas sobre seu passado por si mesmo, talvez não te dê uma segunda chance. Meu conselho não solicitado, mas que

darei de qualquer maneira, é: o que quer que esteja ocultando, conte antes que ele descubra sozinho, porque tenha certeza de que eventualmente, o fará.

Saio do edifício com as pernas trêmulas e o coração disparado.

Eu sei que ela tem razão, mas eu não estou pronta ainda.

Preciso conhecê-lo um pouco melhor para ter certeza de que não vai me excluir da vida de Joseph para sempre.