Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido
Capítulo 46
.
As palavras me libertam
de mim mesma, tornando impossível
qualquer coisa que não a submissão absoluta.
Com um gemido alto e um “eu te amo”, rendo-me ao pai do meu bebê.
Ele me segura, me dá tudo, concentrado no meu prazer e apenas quando meus tremores diminuem, sai de mim, volta a reclinar-me sobre a mesa e goza nas minhas nádegas e costas.
— Entregue-se — repete, deitando-se sobre meu corpo.
— Como posso te dar mais?
— Não quero só sexo, quero sua confiança. Me dê tudo.
Capítulo 46
— Vai me contar quando estiver pronta? — Elina pergunta,
sentada em sua mesa da Associação.
Ela pediu que eu viesse vê-la porque segundo me disse, não estou agindo de maneira normal ultimamente.
Eu nem tento negar, porque agora tenho certeza de que ela sabe sobre mim e Dionysus, embora talvez esteja falando a respeito
da conversa que tivemos há algum tempo sobre meu passado.
— Vou sim. Sobre tudo, prometo.
— Eu não te julgarei,
Cici.
Seja o que for, vou ouvi-la
porque
a considero uma amiga. A não ser que tenha feito algo para
prejudicar
minha família,
que para mim é sagrada, eu estarei do seu
lado.
— Obrigada. Eu não sei compartilhar
, mas estou me
esforçando.
— É tão ruim assim? A verdade sobre seu passado, quero dizer.
— É algo que pode me afastar de vocês para sempre.
— Dê novamente sua palavra de que não é nada que prejudicará Dionysus, Joseph ou qualquer um dos meus parentes.
— Eu juro, Elina. A única a ser prejudicada nessa história, serei eu.
O celular
toca e eu o pego dentro da bolsa e me levanto para
atendê-lo, aproveitando com unhas e dentes qualquer chance de fugir daquela conversa difícil.
Número desconhecido.
— Alô?
— Harper?
— Você faz de propósito, né? Sabe o quanto detesto esse nome, Peyton.
— Não faço de propósito. V
ocê que é paranoica.
Com um gesto para Elina,
aviso que vou sair para a sala ao
lado, porque sei que nada que venha da filha
da ex-esposa do meu
pai pode ser bom.
— Paranoica uma ova. Jodelle
odiava a própria mãe. A troco
de que me deu o nome dela? Só pode ser como uma maneira de que se lembrasse constantemente de me detestar também.
— Harper, Harper, você já pensou em procurar ajuda psiquiátrica? Essa mania de perseguição pode indicar
problemas
mentais graves.
Suspiro, com vontade de jogar o celular na parede.
— O que você quer, Peyton? Já não deixei claro da última vez em que nos falamos, que não me interessa o que você e sua mãe pensam de mim? Por que não pode esquecer que eu existo?
— Estou em Nova Iorque também. V
amos almoçar
.
— Almoços, na verdade qualquer tipo de encontro de confraternização, são para amigos ou parentes. Não somos uma
coisa nem outra.
— Descobri que está trabalhando
para a família
Kostanidis
.
Como conseguiu?
— Por que isso seria da sua conta?
— Porque ao contrário
de você, minha pobre e simplória
quase irmã, eu sonho alto. Ainda há três gregos solteiros nessa família.
Eu sou linda e tenho certeza de que se tiver uma chance,
posso conquistar um para mim. Já pensou? Esposa de uma magnata? Sim. Gosto de como isso soa. Nasci para ser rainha, Harper.
— Por mim, pode ser o que quiser, até mesmo mico de circo, desde que fique longe. Não deixaria que se aproximasse mesmo que fosse mais inteligente
e tentasse me enganar fingindo
que
existe uma alma e um coração dentro de você, Peyton. Agora se pensa que vai me convencer a vir me ver sabendo de suas intenções, é ainda mais idiota do que eu pensava.
— Eu sabia que você não valia
nada, Harper. Aquela pose de
boa moça era tudo fachada. Aposto que está aí porque quer um deles para você. Provavelmente
armou para conseguir
um emprego.
Como diabos alguém dos confins do Kansas iria parar no meio da
realeza empresarial?
Sinto-me tonta porque apesar do que ela diz ser um absurdo, não é uma mentira total. Eu vim para Nova Iorque com uma intenção e movida por ela, aproximei-me de Dionysus.
— Já ouviu falar que quem cala consente, irmãzinha?
— Não, quem cala, às vezes é porque não gosta de discutir com idiotas, Peyton. Vá para o inferno.
Bato o telefone
e estou tremendo tanto que preciso me apoiar
na parede para não desmaiar. Nem percebo que a porta se abriu e Dionysus entrou, até que sinto os braços protetores do meu namorado à minha volta.
— O que aconteceu? — pergunta, preocupado.
Agarro-me a ele como se fosse minha tábua de salvação.
— Nada, só preciso me sentar um pouco.
Ele me pega no colo e me deita em um sofá. Senta-se ao meu lado.
Abro os olhos e vejo que seu rosto está tenso.
— Como me encontrou? O que está fazendo aqui? —
pergunto.
— Elina me disse onde você estava. Vim te fazer uma surpresa e no fim, sou eu quem recebo uma, quando te encontro quase desmaiada contra a parede. O que houve?
— Peyton me ligou. Está em Nova Iorque e queria me ver
.
— A filha da sua madrasta.
Concordo, movendo a cabeça.
— Não foi só isso. O que mais ela fez?
Mesmo morrendo de vergonha por sequer mencionar aquilo, não há razão para protegê-la.
— Ela queria que eu a convidasse para almoçar. Descobriu que trabalho para você e aparentemente acha que tem uma chance de conquistar um dos “três Kostanidis solteiros”, como os chamou.
Ela é louca.
— Ficou com ciúme? — sua expressão se desanuvia pela primeira vez.
— Não. Você é meu até que se diga o contrário — falo e ele rosna, abaixando a cabeça para beijar a curva do meu pescoço.
Parece muito satisfeito com minha demonstração de possessividade.
— Fiquei
com raiva por ter algum tipo de relação, ainda que
remoto, com aquele ser humano, se é que ela pode ser chamada assim.
— Vou colocar guarda-costas para cuidar de você, só para o caso delas tentarem se aproximar
.
— Não precisa. Ninguém sabe de nós dois. Não corro riscos de sequestro nem nada do tipo. Sou uma ninguém, Dionysus.
— Não fale esse tipo de merda, Cecily
.
— É verdade. Acho que se eu chegasse até os jornais e dissesse que sou sua namorada, ririam.
— Não te assumi ainda porque estou respeitando até que esteja pronta, mas minha paciência está se esgotando.
— O que isso significa?
— Mais cedo do que tarde, vamos contar para a família que
estamos juntos. Não ache que ficaremos namorando escondidos para sempre. Nenhum de nós é mais adolescente. Somos livres.
Não há empecilhos.
Há muitos empecilhos, a começar pelas verdades que ocultei.
— Está zangado? Gostei da última
vez que fizemos sexo de
reconciliação. Uma pena estarmos aqui e não no seu escritório.
— Não me provoque, Cecily
. Posso te deixar nua em
segundos e me enterrar em você sem dar a mínima se seremos flagrados.
Sinto minha pulsação acelerar
.
— Leve-me para casa, então. Ou melhor, vamos de novo para a cobertura. Assim, vou poder gemer alto quando me tomar
.
Em um instante, ele está de pé e me puxa para seus braços.
— Não tem ideia do que faz comigo, não é? Não sabe o quanto sou louco por você.