Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido
Capítulo 26
Três dias depois
Maníaco por controle é sem dúvida uma boa definição para
mim. Mesmo tendo que vir para uma reunião de emergência na Europa, onde estou tentando adquirir a maior emissora de tv francesa, eu preciso saber o que se passa em casa.
Em minha defesa, quando verifiquei
as câmeras de
segurança da residência,
não foi
para espionar, mas para conferir
se
tudo estava bem mesmo.
Joseph, eu sabia que estava protegido com Odin e Elina, mas e quanto a Cecily? Como estaria minha ruiva sexy que se transformou em minha obsessão erótica?
Propositadamente, não lhe telefonei desde que viajei. Há algo na mulher que me faz perder o controle pelo qual sou tão conhecido e dos relatórios que tive de Barbara, soube que o curto relacionamento de Cecily com Joseph tem sido perfeito.
A governanta me disse que meu filho
sorri o tempo todo
quando a nova babá está por perto.
O bem-estar de Joseph sempre estará acima do desejo que sinto por ela. Eu não posso me arriscar a perder alguém que tem sido importante para ele por uma aventura que, eu sei, não durará mais de uma noite.
Entretanto, como uma provocação, uma tentação balançando bem diante do meu rosto, eu não consigo desviar os olhos das câmeras de segurança da casa. Particularmente
a que está na área
da piscina aquecida, porque acabo de descobrir que nas últimas três noites, Cecily
tem nadado em um minúsculo
biquíni
branco que me
mostra cada centímetro de seu corpo delicioso.
Não importa o quão eu diga a mim mesmo que é pervertido ficar olhando-a. Não consigo parar agora que descobri seu segredo.
Posso me justificar
dizendo que aquela não é uma câmera secreta, é como tantas outras que ficam espalhadas pela casa.
Ela tem conhecimento delas? Acho que não. Cecily
pode ser
sexy, mas não é provocadora.
Seguro a tampa do notebook com a intenção de fechá-lo, mas não o faço, os olhos ainda focados na imagem congelada de Cecily quase nua saindo da água na noite passada com o corpo todo respingando.
Como se tentasse testar minha sanidade, o telefone
toca com
uma mensagem dela.
Cecily: “Bom dia, senhor Dionysus. Eu gostaria de saber se há algum traje particular que deseja que Joseph use para o casamento, já que Elina me falou que o senhor chegará em cima da hora para a cerimônia. Barbara não soube dizer
. Caso precise que
eu providencie uma roupa para ele, deixe-me saber para que eu possa comprá-la quando sair da biblioteca hoje.”
Biblioteca?
Do que diabos ela está falando?
Toco no visor para completar a chamada.
— O que vai fazer na biblioteca?
Seu contrato com Elina
está
suspenso — falo assim que ela atende, após o telefone tocar somente duas vezes.
— Bom dia, doutor… hum… Dionysus. Eu combinei com Elina
de trabalhar
meio expediente,
na parte da manhã. O que me
foi dito é que eu teria o dia livre, então, não vejo qual é o problema.
— O que eu te disse é que talvez precise de você em outros horários, caso a senhora Nuttle falte ao trabalho.
— Nesse caso, estarei
à disposição.
Já expliquei
a Elina
sobre essas eventualidades.
Recebeu minha mensagem sobre a
roupa de Joseph, suponho — continua, já mudando de assunto, mas não estou disposto a largar esse osso tão cedo.
— Não estou lhe pagando o suficiente?
— O quê?
— Não está satisfeita
com o salário, por isso quer ir para a
biblioteca?
— Claro que estou. Sabe que me paga muito acima do mercado.
— Qual é o problema?
— Não há problema algum, mas gosto de tornar meu dia produtivo.
— Estude, então.
— Não entendi.
— Faça um curso universitário online. Eu pago.
— Nem me contratou definitivamente ainda.
— Estou contratando-a agora. Acabou o prazo de experiência.
— E se eu não quiser ficar?
— Você quer ficar
.
— Sim, eu quero.
— Então por que é tão teimosa?
— Não estou sendo teimosa.
Estou sendo independente. Se
não quer que eu continue na biblioteca,
tudo bem, mas não vou
deixar que pague um curso universitário para mim. Com o salário
que recebo, eu mesma poderei custeá-lo. Obrigada.
— Teimosa.
— Esse não é o tipo de conversa adequada para termos —
ela diz e mesmo sabendo que está certa, me irrita.
Eu não posso tê-la, mas não quero abrir mão da intimid ade
entre nós tampouco.
— Não dou a mínima para adequações.
— Porque é o dono do seu mundo.
— Isso mesmo.
— Pois eu também sou do meu. Essas provocações entre nós terminarão
comigo demitida e o senhor, seguindo para a próxima conquista.
Ela está coberta de razão, mas não aceito ser contrariado.
— Acha que estou tentando conquistá-la?
Cecily
custa a responder e eu me sinto um cretino, porque sei que desde aquele dia no hospital, há uma teia de sedução se desenvolvendo entre nós.
— Não… quero dizer
, eu me expressei
mal. Só que você me
deixa confusa porque nunca sei como agir
.
Diabos! O que estou fazendo? Preciso dar um basta nisso.
— Não estou tentando te conquistar, apenas sendo amigável.
Deixe-me saber se mudar de ideia sobre a universidade. Pode continuar com seu trabalho de meio expediente na biblioteca também, desde que esteja disponível
quando eu precisar que fique
um turno extra com Joseph.
— Eu estarei…
— Sobre a roupa do meu filho,
enviarei uma estilista
com
alguns modelos para que você escolha. Eu só vou chegar no dia do casamento mesmo. Encontrarei com ele lá.
— Madison me convidou para a cerimônia e a festa.
— E você vai?
— Se não tiver nada de errado para o senhor
, irei sim.
— E por que teria? O que faz com sua vida fora do expediente não me diz respeito, Cecily
.
Depois que desligo,
fico
olhando para o aparelho, odiando a maneira como apenas ouvir a voz dela me descontrola.