Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 5

.

Eu não tenho problema em usar qualquer método para persuadir uma mulher a fazer o que eu quero, desde que eu consiga meu resultado.

Ela vai passar a noite sonhando com o amor na mitologia grega?

Provavelmente.

Deveria estudar mais sobre o assunto, no entanto. Eu sou o deus prazer, entre outras coisas. Não procuro sentimentos entre homem e mulher. Nunca os desejei,

nem mesmo com Sue. Para mim tudo se

resume a luxúria.

A exemplo dos meus irmãos, nossa mãe foi

feliz

ao escolher meu

nome.

 

Capítulo 5

Harper Cecily

Bradley

— leio

novamente o papel assim que

saio da delegacia

onde acompanhei meu motorista, juntamente com

nossos advogados, para que ele prestasse depoimento.

Eu também consegui evitar, com alguns telefonemas, que o incidente

vá parar nos jornais.

Aparentemente a imprensa acha que

o dia a dia da minha família

é um reality show

e não importa o quão

fechados sejamos, querem noticiar tudo e qualquer coisa.

Inclusive

parece que por sermos discretos sobre nossas

vidas privadas, isso atrai ainda mais atenção e é uma das razões pelas quais eu blindo meu filho por todos os meios que posso.

Depois de tudo que Sue me contou sobre o ex-marido, a última coisa que preciso é que algum parente daquele desgraçado venha atrás do meu menino.

Na verdade, são poucas as pessoas que têm conhecimento de que Joseph não é meu filho

biológico

e se depender de mim,

continuará sendo assim até que ele cresça e eu possa lhe contar que o adotei.

— Foi tudo bem, certo, doutor? — Anderson pergunta, antes de entrarmos juntos no automóvel onde Larry, o motorista de Zeus, estava nos esperando.

— Sim. Fique tranquilo.

Meu irmão mais velho entregou as filmagens

aos nossos

advogados e foi comprovado que a garota atravessou mesmo em frente à garagem sem prestar atenção à saída de veículos.

Ele se acomoda no banco da frente, ao lado de Larry e eu, atrás. O carro em que estávamos hoje foi levado para a perícia e o

advogado me disse que é o procedimento legal mesmo. Não sabemos quando será liberado.

— Doutor Kostanidis… — ele começa.

— Não precisa falar nada. Não foi culpa sua. Tem seu emprego garantido e vou cuidar para que ela receba qualquer cuidado de que precise.

— De qualquer modo, a menina é tão jovem. Eu estou me sentindo muito mal.

— Acalme-se. Amanhã voltarei ao hospital para saber mais sobre ela e vou ampará-la em tudo o que for necessário.

Ele finalmente

parece relaxar e eu faço o que estou

desejando desde que descobri como a garota se chama: ligo para meu primo Odin.

— Dionysus, como ela está? — ele pergunta após o celular chamar somente duas vezes.

Meu outro primo mais velho, Christos[10], também já havia mandado mensagem porque para nós o problema de um é um problema de todos e linhas

de privacidade

são desconhecidas entre

meus parentes.

— Acabei de sair da delegacia. Parece que ela estava andando distraída. Segundo os advogados, Anderson estará isento de qualquer responsabilidad

e, mas vou cuidar para que a garota

fique bem. Entretanto, gostaria que descobrisse informações elementares sobre ela. Não sei nada ainda, além do nome: Harper Cecily Bradley

.

— Sem problema. Até amanhã de manhã, no máximo, terei suas respostas. Com quem Joseph ficou? Elina estava preocupada.

— Com Ares. Estou indo para casa.

— Qualquer coisa basta ligar

.

— Eu sei disso, primo.

Deixo o aparelho sobre o console central do veículo e fecho

os olhos, pensando na confusão que foi o dia. Eu teria que ir à emissora amanhã para uma reunião com a mesa diretora, mas será impossível.

Além de ter que resolver a questão com a talvez nova

babá noturna do meu filho,

preciso passar para ver como Harper

Cecily está.

Meia hora depois, Larry atravessa a guarita da minha propriedade e estaciona em frente a minha casa no Brooklyn. Após me despedir rapidamente dos dois funcionários

e dispensar os

guarda-costas, sigo para encontrar meu irmão.

— Como foi com a babá? Conseguiu remarcar para a semana que vem? — pergunto, assim que entro.

— Não. Eu a dispensei.

— Você fez o quê?

— Shhhh… fale baixo. Joseph acabou de dormir

.

Ele tem muita sorte que meu filho está em casa ou eu seria

capaz de matá-lo. Demorei cerca de duas semanas para selecionar uma candidata que atendesse a quase todos os requisitos.

O quase fica por conta do nome dela, que acho estranho para caralho, e o fato de que não sentia qualquer vibração na mulher que me dissesse que gosta realmente de crianças, o que me faz questionar por que diabos alguém procura um emprego desses se não tem vocação.

— Eu a dispensei — ele repete, sem se abalar

.

— Está me dizendo que a dispensou por hoje? — pergunto, esperançoso.

— Não. Para sempre. Ela não serve.

— Por que fez uma merda dessas?

— Joseph tem medo dela.

— Está louco? Ele é só um garotinho.

— Não. Crianças têm intuiç

ão melhor do que a nossa. A

mulher não olhava na direção dele — fala, confirmando o que eu já

havia notado na última

entrevista —, então eu o peguei e tentei me

aproximar dela. Ele ficou apavorado. Sabe que não é um comportamento normal. Ele nunca reage assim às pessoas. Mesmo que não seja a criança mais simpática do mundo, não grita quando

vê alguém. Ele odiou a senhorita dor na bunda e eu também.

Arrume outra.

— O que ela fez quando ele começou a chorar?

— Pareceu irritada.

Levantou e foi

para a janela

como se não

suportasse o choro dele. Ela não serve, Dionysus.

Passo as duas mãos pelo rosto, pensando no que vou fazer agora.

— Não há mais candidatas. Cada uma tem uma

característica que não se encaixa.

— Daremos um jeito.

Nem que precisemos nos revezar para

ficar com Joseph em cada dia da semana.

Apesar de estar puto por ele ter enxotado uma boa candidata, sei que fez isso pelo bem-estar do meu filho.

— Se eu não encontrar alguém, você vai ficar

com ele para

eu viaja

r daqui a duas semanas — ameaço, meio rindo, mas ainda irritado. Ele dá de ombros.

— Não me importo. Prefiro me mudar para cá do que deixar meu sobrinho na mão daquela sociopata. Eu não gostei da mulher e nem Joseph. Confio na opinião dele.

— Vai treinando. Dentro de pouco tempo será você a tomar conta de uma criança — debocho, me referindo

ao acordo que ele e

Zeus fizeram, no qual Ares se tornará tutor legal de uma herdeira

[11].

Precisávamos das ações que o fundo que a menina herdou detinha e essa foi a condição imposta pelo antigo tutor para concretizar a venda.

O humor dele muda instantaneamente.

— Ainda tenho um tempo antes de começar minha tortura.

Além do mais, pretendo mantê-la à distância.

Não sou babá e ela

não é uma garotinha.

— Não invejo a função. Preferiria trigêmeos a uma adolescente.

— Chega de falar de mim. Quero saber tudo sobre essa história

de atropelamento. Eu não acredito em coincidências.

A não

ser que a garota seja suicid

a, não há como ela simples