Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 46 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 43

Dias depois

Hoje Madison me telefonou para dizer que a irmã, Brooklyn, que saiu do coma há alguns dias, está se recuperando muito mais rápido do que o esperado.

Um milagre da vida, Deus lhe dando uma segunda chance.

Eu preciso de um milagre também. E de segundas chances, principalmente,

mas além de tudo, eu preciso ter coragem para contar ao pai do meu filho quem sou.

Isso mesmo. Terei que revelar minha identidade não mais a Dionysus, o chefe, namorado, amante. Ele é tudo isso também, mas é, principalmente, o pai do bebê que estou esperando.

Estou grávida.

Havíamos combinado que eu faria o exame de sangue com o mesmo médico que está cuidando de Madison, mas eu não pude esperar. A ansiedade estava me matando, então, hoje pela manhã fui sozinha a uma clínica e fiz.

— Shishiii…. Uco.

— Mais suco?

— Shimmmmm.

— É bom ser pequeno e tão amado, não é, Joseph? Não ter dúvidas, medo de ficar sozinho, não saber ainda o que é sentir culpa… Porque é assim que estou hoje. Triste, e sem orgulho nenhum de mim mesma.

Seco as lágrimas

que teimam em escorrer. Não acho que esteja

emotiva por causa da recém descoberta gravidez e sim, porque tenho guardado o choro por uma vida inteira.

— Está sentindo alguma coisa, senhorita Bradley? — Barbara pergunta.

Senhorita

Bradley

, não Cecily

. Uma prova de que eu e Dionysus

não somos tão discretos como acreditávamos. Os empregados já perceberam que estamos juntos.

— Não. Só um pouco emotiva.

— Parece cansada. Não é justo que Lisa a sobrecarregue tanto.

Ela já faltava normalmente, agora parece que por saber que mora aqui, tornou-se mais irresponsável.

— De verdade, não me importo de ficar com ele, Barbara.

— Sei que não. Qualquer um percebe que ama o garoto.

Concordo com a cabeça apenas, porque apesar de nos darmos bem, não estou com vontade de conversar e acho que ela nota, já que logo em seguida, sai.

Meu celular

toca e vejo pelo identificador

que é Dionysus. Hesito

antes de atender, tão cansada de mentir, ocultar ou qualquer outro nome que se dê para o que venho fazendo.

Dionysus: “Atenda”.

Não sou exatamente fã de ordens ou ultimatos, no entanto, fico arrepiada ao ler o visor

. Não devo estar bem, mesmo.

— Eu ia atender.

— Não ia. Estava pensando. Decidindo-se. Por que sempre tenho que perseguir você, Cecily? Por que parece gostar de fugir de mim?

Fui eu quem te perseguiu

— penso. — E tenho medo que me

odeie quando descobrir isso.

— Gosto da ideia de ser caçada por você.

— Não tenho problema com isso. Caçá-la me excita. Além do mais, sabemos que a noite terminará comigo dentro de sua boceta.

— Meu Deus do céu!

— Venha me ver. Quero te foder em cima da minha mesa.

Sei que hoje ele está na emissora de tv. Nunca fui lá e tenho curiosidade. T

alvez fizesse meu dia ficar um pouco melhor

.

— Não posso. Lisa não veio novamente.

— Porra! Há três dias está trabalhando em dois turnos. Deve estar exausta.

— Tanto quanto as mães ficam

quando criam os filhos

sozinhas.

Estou bem, mas não posso ir hoje. Convide-me novamente amanhã.

— Vou pedir a Ares que fique

com Joseph essa noite

e te levarei

para jantar

.

— Não estou pronta ainda.

Ele vem insistindo

para que apareçamos em público

e sei que os irmãos e primos dele sabem sobre nós, porque me contou que conversou com eles. Elina também, então só falta Madison dos parentes mais próximos.

— Quando?

— Eu não sei. Por que isso é importante?

— Não gosto de me esconder, mas hoje, não é sobre isso. Quero ficar a sós. Precisamos conversar

.

— Sobre o quê?

— Não minta para mim, Cecily

. Na verdade, sequer omita. Não

reajo bem a traições

de qualquer tipo. Você foi ao médico. Mesmo

depois de conversarmos

sobre fazer o teste no obstetra

da família,

foi sozinha. Por quê?

— Porque sinto que estou perdendo o controle da minha vida.

Queria manter um mínimo que fosse de autonomia.

— Escondendo de mim se está grávida?

— Não. Eu nunca faria isso. Acho que somos errados um para o outro, mas não te esconderia a verdade.

— Não quer jantar?

Tudo bem, mas vamos tirar

a noite só para

nós dois de qualquer maneira. Ares vai ficar

com meu filho.

Pego

você às oito.

— Não tenho escolha?

— Dessa vez, não. Esteja

pronta. Vamos jantar

e depois vai me

dizer qual foi o resultado do exame.

Desligo o telefone com o coração disparado. As batidas tão intensas que me doem o peito. Estou com medo de contar tudo, mas ele tem o direito de saber

.

— Por que parece prestes a desmaiar? — Ares pergunta quando nos encontramos no corredor da mansão e eu me assusto.

Estou pronta para jantar com meu “não sei que nome chamá-lo” e ia passar no quarto de Joseph para me despedir, quando dei de cara com o segundo Kostanidis mais velho saindo de lá.

— Não pareço — respondo de cara fechada porque mesmo que os parentes sejam intimidantes,

assim como o próprio Dionysus,

estou emocionalmente

esgotada hoje e será preciso muito mais do

que um grego bilionário mal-humorado para me tirar do eixo.

— Está escondendo alguma coisa? — pergunta, fingindo brincar,

mas sei que está falando sério.

Já reparei que cada um dos Kostanidis tem características peculiares.

Zeus é sério e tem um jeito de te olhar que parece ver sua alma.

Dionysus parece suave, charmoso, capaz de fazer calcinhas derreterem, mas é tão desconfiado

e frio

quanto os outros membros

da família.

Ares é um bad boy à primeira vista, rebelde e que não dá a mínima para o que pensam dele, mas assim como os outros, é cínico e observador, e apenas passa uma falsa impressão de leveza.

Finalmente, temos Hades, o mais assustador de todos. Ele encara as pessoas como se as odiasse ou ao menos desprezasse o mundo inteiro.

Poucas vezes se dirigiu

a mim e quando o fez, eu

quis correr.

A Cecily que chegou em Nova Iorque talvez fugisse após a pergunta dele. A de hoje, aprendeu sobre a própria força.

— Se eu estivesse, doutor Kostanidis

— falo

com imprudência

—,

não seria ao senhor que iria revelar