Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 23 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 20

casa é no caminho oposto ao meu apartamento, já a de Madison e

do seu irmão, não. Tenho pressa em chegar ao meu lugar hoje.

Alguém me aconselhou a me divertir

antes de dormir. Rememorar o

dia de hoje. Foi um bom conselho e pretendo segui-lo.

Depois de jogar essa bomba, ela vira as costas e vai embora, me deixando louco para ir à sua caça.

Pela primeira

vez, me dou conta de que talvez tenha julg

ado

erroneamente o poder da atração que Cecily tem sobre mim.

 

Capítulo 20

O homem é perigoso

para o meu juízo

— concluo, assim que

me afasto dele.

Apesar da confusão que se deu desde que cheguei em Nova Iorque, as coisas parecem finalmente

voltar aos eixos e não vou

estragar tudo em nome de uma atração física

que, como Elina

bem

disse, não dará em nada.

— Você é disputada — Cage fala, aparecendo ao meu lado.

Sorrio sem jeito.

Ele é o tipo de pessoa que eu adoraria ter como amigo. É

direto e simpático,

alguém que não precisamos adivinhar

o que está

pensando. Entretanto, acho que não é somente amizade o que quer comigo e não estou interessada em “algo mais”.

— Eu estava levando o filho

do doutor Kostanidis

até o carro.

Ele adormeceu.

A testa dele franze, como se estivesse confuso.

— Pensei que havia me dito que trabalhava para Elina, na Associação.

— Sim, mas agora serei a babá noturna de Joseph. É o que mais gosto de fazer: cuidar de crianças. — Enquanto digo aquilo, uma ideia de repente surge. — Pode me dar licença?

Tenho que

falar com Elina.

Eu me afasto sem lhe dar tempo de responder. Quando a encontro, ela está entretida em uma conversa com Madison.

— Cici, Madison estava te procurando para irem embora.

— Estou pronta, mas queria falar com você antes.

— Diga, meu bem.

— Acha que eu conseguiria conciliar meio expediente na

biblioteca

da Associação, pela manhã, com o turno da noite na casa do doutor Kostanidis?

— Acho, sim, mas para que fazer isso? Se é sobre guardar sua vaga no emprego, ele está garantido. Fique tranquila.

Olho-a sem jeito.

— Não é isso. É para não fi

car muito tempo à toa dentro de

casa, mesmo.

Seu rosto demonstra que entendeu.

— Dionysus fica

o dia todo na emissora ou no banco. Fique

tranquila.

Madison sorri, talvez entendendo o que a mulher de Odin insinua e minha vergonha aumenta.

— O que está acontecendo entre vocês? — a futura esposa de Zeus pergunta.

— Nada — respondo depressa e mudo de assunto. — Ah, Elina,

Madison me convidou para o casamento deles. Como devo ir vestida?

 

Elas se empolgam me explicando

sobre trajes e penteados e dou graças a Deus por ter conseguido tirar o foco da minha inapropriada relação — ou seria melhor dizer reação — ao meu futuro chefe.

Meia hora depois, quando me despeço da dona da casa, fica combinado que continuarei

sim, por meio expediente, todos os dias,

trabalhando para a Associação.

Não tem nada a ver com o medo de perder o emprego.

Confio

na palavra de Elina.

A questão é que apesar de querer muito

passar todo o tempo possível ao lado de Joseph, não posso entregar a razão de estar trabalhando lá para o pai dele.

Dionysus parece ter o poder de ler meus pensamentos e se eu revelar minha identidade

cedo demais, tenho certeza de que ele

me enviará para longe.

Olho para o apartamento que nem cheguei a me acostumar e já estou deixando. Hoje pela manhã, liguei

para Elina para lhe

perguntar como posso devolver as chaves, mas ela me disse que devo fic

ar com elas caso queira, em uma das folgas,

fugi

r para ficar

sozinha um pouco.

Pego em cima da cama a única fotografia

que guardo da

minha infância

e depois de passar os dedos pela imagem, eu a beijo.

— Eu vou conseguir. Vou garantir que seu esteja bem, Keith.

Mas só para que fique

tranquilo

aí no céu, saiba que Dionysus ama

Joseph de verdade. Ele não é como Sue. Eu sinto com cada gota de sangue do meu corpo que o sentimento dele por nosso menino é real.

Seco as lágrimas que teimam em cair e guardo a foto no fundo da mala.

O certo seria nem levá-la,

mas eu nunca me separei dela. É a

única recordação boa que tenho da infância.

Cinco minutos depois, a campainha toca e eu sei que é o senhor Colt porque ele me enviou uma mensagem há pouco, dizendo que estava vindo. T

ambém me passou todos os números de

Diony… Doutor Kostanidis, tonta. Ele lhe passou os números do

doutor Kostanidis

.

Eu vou precisar me policiar

para não pensar nele como o

homem que foi minha fantasia sexual ontem à noite.

A partir de hoje, ele é meu chefe.

Abro a porta para o motorista que sorri, simpático.

— Eu sabia que esse cargo seria seu.

— Eu não. Achei que ele nunca fosse me contratar. Senhor Colt…

— Pode me chamar de Anderson, menina.

— Anderson, novamente peço que perdoe-me pelo susto que lhe dei. Eu deveria ter prestado mais atenção ao atravessar naquele dia.

O que eu queria mesmo era contar toda a verdade, mas não posso. Não ainda. Talvez quando eu finalmente puder partir

.

— Esqueça. Você estava cansada e distraída. Deus escreve certo por linhas tortas. Não tenho dúvida de que aquele incidente tinha que acontecer para chegarmos até aqui.

Eu não falo mais nada porque minha lista de pecados e mentiras está alcançando níveis estratosféricos. Assim, me deixo

guiar em silêncio

para o automóvel, mesmo que fique muito sem jeito quando ele abre a porta de trás do veículo.

Eu mal me sento e fecho o cinto de segurança, meu celular toca.

— Cecily?

O corpo estremece com o calor daquela voz sexy, mas me obrigo a me controlar

.

— Doutor Kostanidis, bom dia. Já estou a caminho de sua casa.

— Eu sei. Surgiu um imprevisto

, no entanto. Não vou poder

esperá-la. Ares está com Joseph até você chegar, mas depois ele terá que trabalhar também.

— E a senhora Lisa?

Ouço seu suspiro.

— Ela faltou ao serviço. Pode acontecer eventualmente, então, precisa

rei que nesses casos, você trabalho

durante o dia.

Quando mandar elaborar

seu contrato

de trabalho,

já direi

aos meus