Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 63 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 60

Não consigo formar uma frase sequer e ele começa a andar em direção à porta.

— Não pergunte algo que não esteja pronta para ouvir a resposta, Cecily

.

Depois disso, vai embora, me deixando trêmula.

 

Capítulo 60

— Devo esperar aqui, doutor Kostanidis?

— Anderson pergunta

quando estaciona na garagem da cobertura.

Pelo espelho retrovisor

, percebo que está sorrindo.

— Sim, vou subir para pegá-la.

— Se me permite a intromissão, é o destino de vocês dois ficarem juntos.

Em outra época, talvez o comentário me incomodasse porque não gosto de ver minha vida privada sendo discutida, mas depois do

sequestro de Cecily

, temos sido alvo de manchetes e honestamente,

pouco me importa a opinião pública. T

udo o que me interessa é ela.

Cecily

precisa saber que não me envergonho de nossa história.

De nenhum detalhe dela.

— Sim, ela foi destinada a mim — finalmente respondo, saindo

do carro.

Demoro menos de dois minutos para chegar ao andar e parece estranho ter que tocar a campainha quando do outro lado da porta está a mulher da minha vida, mas nesse instante, a cobertura pertence a ela, é seu lar e Cecily

merece toda a privacidade

que

desejar.

Toco apenas uma vez e a porta se abre.

Eu sempre achei que as mulheres quando grávidas ficavam bonitas, mas Cecily

está um passo além. O rosto está corado e mais bochechudinha. Os seios forçam o tecido do vestido flexível, grudado ao corpo, desenhando suas curvas deliciosas.

O cabelo, que amo manter envolta do punho enquanto a fodo, cai solto por suas costas.

Afasto os pensamentos.

Há semanas não encosto nela e sinto-me como um morto de fome, mas não quero por tudo a perder agora que ela está outra vez abrindo espaço para mim em sua vida.

— Pronta?

Ela concorda com a cabeça.

— Estou ansiosa. Quer menino ou menina?

Quero você e qualquer coisa que vier de você. Uma criança ou várias. T

udo.

— Não tenho preferência — falo, ao invés disso, para não assustá-la.

Dou espaço para que ela saia e seu perfume se entranha em minhas narinas, me deixando duro.

Eu prometi a mim mesmo que não iria tocá-la, que não me imporia, mas meu corpo tem vontade própria e pouso a mão logo acima de sua bunda para guiá-la.

Ela estremece ao meu toque e quando entramos no elevador

, nos

encaramos, cada um em uma parede oposta.

— E você?

— O que tem eu? — responde sem fôlego e nesse instante sei que estamos na mesma sintonia.

O desejo é recíproco.

— Quer menino ou menina?

— Como todas as mães, quero que nosso filho nasça saudável.

Nosso filho.

Cada vez que ela repete isso, tenho a esperança de que tudo ficará bem.

 

Eu respeitei o espaço que me pediu porque sei que a magoei, mas estou chegando ao meu limite.

— Quanto tempo?

— Está dizendo para ele nascer?

— Não. Quanto tempo preciso para te convencer de que sou louco por você? Eu nunca vou desistir

, Cecily

.

Ela engole em seco.

— Eu não quero que desista.

— O que quer, então?

A porta do elevador se abre e ela se direciona

para a saída, mas

antes, olha para trás e por um segundo, consigo ter um vislumbre da minha garota atrevida. A mesma ruiva deliciosa

que roubou meu

coração.

— Quero que me persiga. Sonhei com isso a noite toda.

“Quero que me persiga. Sonhei com isso a noite toda.”

Enquanto esperamos o médico preparar o equipamento de ultrassonografia, as palavras dela fazem meu sangue ferver

.

Eu nunca me considerei

alguém ansioso. Por que seria? Sempre

tive tudo a um estalar de dedos.

Agora, sinto-me dividido

a prestar atenção no exame ou deixar minha mente viajar em tudo o que quero fazer com ela.

— Vamos começar — o médico diz e para minha surpresa, Cecily estica a mão para mim.

É a primeira

vez, desde que nos separamos, que toma a atitude

de me tocar.

Entrelaço nossos dedos e trago a mão pequenina aos lábios.

Um instante depois, como da primeira

vez que viemos, a imagem

do nosso bebê aparece na tela e eu sinto a garganta trancar quando o coração se faz ouvir claramente.

Na outra consulta, em minha arrogância, apesar de estar muito feliz, eu dei tudo como certo:

minha mulher, meu filho.

Agora, depois de quase perdê-la em mais de um sentido, a grandiosidade

do que está acontecendo toma outra proporção. Sinto meus olhos umedecerem e quando olho para Cecily

, está chorando

também.

— Presumo que sejam lágrimas de alegria, papai e mamãe, porque nosso menino está indo muito bem.

— Um menino? — Cecily

repete. — Um irmãozinho

para Joseph?

Sorrio e me abaixo para beijá

-la, esquecido das regras de que eu

mantivesse distância.

— Vamos fazer um time de futebol

inteiro.

Encher essa cidade de

pequenos Kostanidis.

O médico e a enfermeira riem e saem para nos dar privacidade, alguns instantes depois.

Cecily se senta na maca.

— Eu quero isso.

— O quê, minha ruiva?

— Nossa família. Um time de futebol ou dois. T

udo.