Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido
Capítulo 35
Safada, gostosa, despudorada. Minha.
As contrações recomeçam e com um gemido longo, ela goza, a cabeça tombando na cama.
Eu poderia continuar por muito tempo porque quero adiar ao máximo o meu prazer. Eu nunca experimentei uma conexão tão forte com uma parceira, mas por ser a primeira vez, não posso exigir tanto dela.
Agarro os quadris com ambas as mãos e bombeio duro, em uma dança quase cruel. Mesmo exausta, ela arqueia, apertando meu pau em sua boceta deliciosa.
— Minha. — Após a declaração imprudente, eu me rendo ao prazer, urrando seu nome.
Capítulo 35
— Aonde você vai? — ela pergunta, assim que me levanto.
— Pegar comida. Eu não comi nada. Vim direto de Paris e não gosto de refeições de avião, nem mesmo das do meu.
São seis da manhã e eu pensei que após horas sem lhe dar descanso além de uns poucos cochilos, estivesse dormindo, mas
parece ter um sono leve.
Ela se ajoelha
na cama, completamente nua e meu pau responde
à visão do corpo delicioso.
— Estou com fome também.
— Vem — chamo, oferecendo a mão.
— Preciso me vestir
. Pode chegar alguém.
— Só por isso?
Seu rosto cora.
— Sim, por causa dos outros funcionários.
Não é porque sinto
tanta vergonha de você. Já viu tudo.
— Já, sim, mas não me canso de te ver nua. Quanto aos empregados, mandei mensagem ao chefe dos meus seguranças de madrugada. Ninguém virá hoje, só os guarda-costas, mas eles não entram quando estou aqui.
Vou até o closet e pego uma das minhas camisas. Já tinha vestido uma boxer, então ficaremos relativamente compostos.
Paro na frente dela e estico a mão para lhe entregar, mas quando faz menção de pegar, me afasto porque não quero que se cubra.
— Não sei se vou te emprestar uma camisa. Por que esconder meu paraíso?
O rubor aumenta.
— Me acha bonita?
— Não, te acho perfeita
para caralho. Linda não chega nem perto
de definir
.
Vejo que esconde um sorriso depois do elogio.
— Não tinha noção disso?
— Não. Nunca dei muita importância para aparência, a não ser no dia do casamento, quando me senti como uma princesa. —
Estica a mão. — Me empresta? Não posso comer nua.
Ao invés de lhe entregar a camisa, me aproximo e a visto. Fecho os botões e dobro as mangas até os cotovelos.
— Não sou criança. Podia ter feito isso sozinha.
— Eu sei, mas minha necessidade de controle chega a esse ponto.
Apesar do que falo,
fico
novamente confuso porque, sim, sou um
controlador nato, mas nunca em relação às minhas mulheres e sim, à minha vida em geral.
O que diabos está fazendo comigo, menina?
— Disse que se sentiu como uma princesa no casamento de Madison e Zeus. Nunca foi a uma festa daquele tipo?
Seguro sua mão e começo a sair do quarto.
— Minha cidade tem cinco mil habitantes e as pessoas são simples.
Não há festas assim. Quando se casam, é comida caseira, música alta e muita dança. Só isso. Nada de vestidos de oito mil dólares. — Pausa e quando a olho, vejo que parece envergonhada.
— Fico mal só de pensar quanto custou. Zoe me obrigou a aceitar de presente. Ele e a sandália. Nunca vou poder pagá-la.
— Vou mandar fazer um cartão de crédito para você. Compre o que quiser.
— Não, meu salário já é além do suficiente
e por favor, nesse
instante, não quero falar sobre dinheiro.
Eu paro de andar e viro-me de frente para ela.
— Dinheiro
é um meio para atingir
um fim. Só quero que possua
tudo o que deseja. Não tem nada a ver com o que houve entre nós.
— O que eu desejo não pode ser comprado. Não se preocupe, não preciso de nada. A não ser que haja outro casamento em breve, tenho roupas para mais de um ano. Elina
trocou meu guarda-roupa
inteiro
quando comecei a trabalhar na biblioteca.
Não gosto de falar
de dinheiro com você. Parece errado depois do que fizemos.
Olho para o rosto inocente e entendo pela primeira vez que a diferença entre nós não diz respeito somente a idade ou posição social. Cecily
, não importa o quão atrevida seja, é ingênua e pura.
— Eu quero conversar sobre nosso arranjo.
Ela me encara em silêncio
por uns segundos e sei que entende
do que estou falando: eu quero mais.
— Não consigo pensar quando estou com fome. Minha barriga está roncando, doutor Kostanidis. Preciso de muita comida.
Ela sai correndo e apesar de puto por perceber que está fugindo da conversa, sorrio.
Cecily Bradley é imprevisível como uma tempestade de verão.
Não gosto de tempestades, normalmente. De imprevisão tampouco, mas contraditoriamente,
gosto muito de tudo o que vem
dela.
Não volto a tocar no assunto do prazo que estabelecemos ontem.
Ao invés disso, eu a observo enquanto come.
— Estava com fome mesmo.
— Eu como igual a um estivador depois de uma jornada de quarenta e oito horas ininterruptas. Nada elegante.
Eu gosto do jeito
como ela usa a ironia
contra si mesma. Não é
falta de autoestima, percebo. É a petulância característica.
— Fez isso a vida inteira?
— Comer muito? — pergunta, continuando a devorar a omelete e com um sorriso de canto de boca. — Sempre que possível.
Franzo a testa.
— O que isso significa?
Desvia os olhos e dá de ombros.
— Exatamente o que falei:
se tenho comida sobrando, como
muito. Caso contrário, o faço com moderação. Consigo me adaptar muito fácil.
É como ter uma bola de ferro revirando no estômago.
— Já passou fome?
Ela pega a jarra de suco e enche o próprio copo.
— Quer mais? — indaga, ignorando minha pergunta e eu nego com a cabeça. — Acho que não engordo porque tenho bons genes.
Minha mãe era magra.
Permito que mude de assunto porque não quero constrangê-la, mas agora quero saber mais sobre seu passado.
— Fale-me sobre sua vida no Kansas.
Ela se levanta sem me responder e vai até a geladeira.
Volta com
um tubo de chantilly
.
— Já conversamos muito. Eu quero realizar
uma fantasia — diz,
sentando-se na mesa, na frente da minha cadeira, mas sem separar as coxas.
Eu sei o que ela está fazendo: guiando a situação para o sexo, porque Cecily não quer conversar sobre o passado.
Caço avidamente qualquer gota de força de vontade dentro de mim para lhe dizer não, mas não adianta.
Rosno, irritado
e separo suas coxas. A boceta está brilhando
de
excitação.
Eu me levanto e segurando os lados da camisa dela, rasgo-a de seu corpo, transformando-a em um trapo que descarto no piso. Os botões se espalhando no chão da cozinha.
Eu a empurro para que se deite na mesa e planto seus pés na superfície.
Sem falar nada, abro o tubo da cobertura gelada e espalho em seus peitos e boceta.
— Não se mexa ou vou parar.
Lambo a cobertura em seu sexo e a mistura doce junto ao seu gosto me delicia.
Ela ondula a cada toque da minha língua, gemendo baixinho, mas eu não paro até fazê-la
gozar. Quando se entrega ao clímax,
puxo suas pernas à minha volta e meto profundamente em sua caverna sedosa.
A minha mente é uma confusão de raiva e tesão porque não gosto de ser manipulado e pela primeira vez, eu me pergunto a
razão dela ser tão arisca.
Sim, sei que nossa relação envolve riscos, mas tenho certeza de que essa loucura que me atingiu depois que transamos não é unilateral.
No entanto, parece fácil
para ela virar as costas ao que
temos.
O que está me escondendo? Porque tem que haver algo que a faz tão segura de que deve correr para longe de mim.
Minha intensidade a está assustando?
— Era isso o que queria? Ser fodida?
— Sim.
— Não, está mentindo. Você queria fugir da conversa.
— Eu sempre desejo você. Não menti.
— Sim, eu sei que me quer. Nesse instante, sua boceta está pulsando em volta do meu pau, mas sei que está se escondendo de mim também e não gosto disso. Eu vou desvendar você — aviso, metendo nela sem descanso.
Deslizo
uma mão na curva da bunda; acaricio
um mamilo
com o
polegar; mordisco seu pescoço.
A tensão e urgência, a raiva, aos poucos cedem lugar ao prazer
.
É uma foda zangada, brutal, mas ela parece tão necessitada quanto me sinto. Ela se move, acompanhando o ritmo e por muito
tempo eu a como sem parar.
Agarro seu pescoço, fazendo um pouco de pressão, o que parece excitá-la
ainda mais porque em seguida, ela goza fazendo um som rouco.
Calor e um choque de tesão explodem dentro de mim e eu a sigo, me derramando por inteiro nela.
A sensação das paredes molhadas é deliciosa,
e segundos
depois eu entendo o motivo: fodemos sem proteção.
— Não usei preservativo.
Eu ainda estou deitado sobre seu corpo, na mesa, mas depois do que falo, ela me empurra.
— Ai, meu Deus!
Cecily se afasta, mas não parece com raiva e sim, desesperada.
— Calma, nunca fiz
sexo sem proteção, a não ser com a minha…
— Eu sei. Ouvi quando me falou isso no quarto, mas deveria ter escutado também quando eu lhe disse que não uso pílula.
— Escutei, mas agora há pouco, perdi o controle. Eu queria estar dentro de você e não me lembrei de nos proteger. Vou assumir qualquer responsabilidade
sobre minha inconsequência,
no entanto.
— O que isso significa?
— Significa
que se estiver grávida, vou me casar com você. Não
há outra saída.
— O quê?
— Escutou o que falei.
Peço perdão pelo descuido, mas se tem
meu filho dentro do corpo, não há outra solução.
Ela me olha, pálida, mas não rebate o que falo.
Outro filho
não estava nos meus planos, mas se acontecer, não
há maneira de que permitirei que seja criado longe de mim.
Ela começa a sair da cozinha.
— Não fuja.
— Não estou fugindo.
— Está, sim. Vem cá.
Ela anda devagar, sem jeito,
mas quando abro os braços, aceita
meu abrigo e afunda o rosto no meu peito.
— Estou apavorada.
— Confia em mim?
— Sim.
— Vou estar do seu lado se estiver carregando meu herdeiro.
— Por obrigação.
— Por responsabilidade
.
— Dá no mesmo. Queria algo casual e agora…
— Agora, talvez o que fizemo
s traga consequências, mas não há
como voltar atrás no que aconteceu. Está feito. Não vou deixar que se afaste. De acordo com sua palavra, tenho mais um dia ao seu lado — falo, como se pretendesse mesmo concordar com aquilo.
— Está brincando, né? Ainda quer fazer sexo comigo mesmo sabendo que eu posso estar…?
— Quero. Eu te falei
que ia te virar do avesso nessas vinte e
quatro horas, Cecily
. Acredite, nós mal começamos.