Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 52 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 49

Como uma confirmação, ela diz:

— Jure nunca me odiar

.

— Por que não me pedir para te amar, ao invés disso?

— Porque amor não se pede. Já o ódio, pode ser negociado, porque é uma escolha. Não me odeie, Dionysus. Partiria meu coração.

 

Capítulo 49

Quase um mês depois

— Por que não está todo mundo gritando? Só eu não sabia que eles estavam juntos? — Madison, que se tornou mãe há apenas uma semana, pergunta, com aquele seu jeito direto e todo mundo sorri.

Estamos em um almoço na casa do Kostanidis

mais velho, todos

reunidos em volta da mesa, à exceção da irmã dela, Brooklyn, que está namorando o médico que a trouxe de volta do coma.

Assim como aconteceu com Elina e Zoe, eu adoro a esposa de

Zeus. É o tipo de pessoa que não se tem que adivinhar o que está

pensando. Fica desenhado no rosto dela se gosta de você ou não.

Apesar de saber que conto com o apoio das três esposas dos parentes do meu futuro marido, eu não sei qual será a reação dos membros masculinos da família.

— Se serve de consolo, sabíamos que eles estavam namorando, não que Cici espera um bebê — Elina diz.

Sei que não ficou

chateada por ter escondido meu romance com

o primo de seu marido. Até porque, como acaba de dizer, todos já sabiam, à exceção da esposa de Zeus.

— Em relação ao bebê, foi uma surpresa até mesmo para o pai

— Hades fala e eu sinto meu rosto esquentar

.

Finjo

que não me importo, acariciando

o cabelo de Joseph, que

dorme no meu colo, quando, na verdade, estou morrendo de vergonha.

Dionysus pretende anunciar ao mundo sobre nosso relacionamento

e a gravidez em breve e fiz uma promessa a qual pretendo cumprir de que não deixarei

passar muito tempo, tão logo

todos saibam sobre nós, para lhe revelar a verdade sobre Joseph.

Vou ser a esposa, a mãe de seu filho,

não mais um caso

passageiro. Ele vai me ouvir. Vai entender minhas razões e quando

ler a carta que tenho de Keith, perceber de uma vez por todas quem foi Sue.

Mas e o resto, Cici? V

ai ter coragem de contar tudo?

Uma coisa de cada vez. Se eu começar a pensar em todos os segredos que existem entre nós, vou surtar.

— Não se meta. — Dionysus rosna para o irmão caçula, que nem parece se abalar, olhando para mim com desconfiança.

— Então, presumo que teremos um casamento para breve —

Zoe fala, sorrindo.

— Amiga, você só não é grega por um erro do destino — Elina brinca —, porque nunca vi gostar tanto de uma comemoração.

— Amo festas e principalmente

casamentos. Quando os pais já

antecipam e sabemos que em breve teremos um bebê, então, melhor ainda.

— Ou talvez dois — Ares debocha, fazendo um gesto de cabeça para a cunhada, já que Madison deu à luz gêmeos.

No dia em que entrou em trabalho de parto, foi uma loucura. Eu tive que ficar com Joseph e os gêmeos de Brooklyn porque todos foram ao mesmo tempo para o hospital.

Até então, ninguém sabia sobre nós e Dionysus e eu discutimos mais uma vez, cada um achando que tinha razão, sobre abrirmos

nosso relacionamento,

mesmo depois da demonstração pública

de

afeto que deu na sede da empresa dele.

Eu sabia que estava em um beco sem saída, mas naquele momento, além da preocupação da imprensa fazer um escândalo quando descobrisse que ele se casaria com a babá do filho, havia

também a de que quando Jodelle

e Peyton souberem, vão tentar se

aproximar como as falsas que são.

Depois que ele voltou do hospital, fizemos as pazes e prometi que hoje seria o dia em que falaríamos com a família.

— É um só — meu noivo diz.

Sim, noivo. Ontem ele colocou um enorme anel de diamante no meu dedo e eu, ele e Joseph comemoramos entre nós, em casa.

Nosso menino, claro, não entendeu nada, mas bateu palminha durante o jantar e pareceu feliz.

— Já foram ao médico, então? — Zoe pergunta, confusa.

— Já, sim. Fiz uma ultrassonografia há pouco menos de uma

semana. Estou de quase quatro meses.

Todos ficam em silêncio e morro de vergonha.

Fui infantil em esconder deles, mas principalmente, do pai.

— Bem, não importa a data e sim que temos mais um grego abatido — Madison fala. — Cuidado, Ares e Hades. Faltam só

vocês.

— Se é para rogar praga, faça em cima de William e LJ, os

sócios de Athanasios. Estou fora — Ares debocha.

Eles continuam conversando e depois de responder algumas perguntas das mulheres da família,

olho para Dionysus, que está

calado enquanto os primos e os irmãos interagem.

Fico sem jeito ao perceber que estava me observando e mais ainda quando fala baixo o suficiente para que ninguém mais ouça:

— Do que tem medo, Cecily?

— O quê?

— Ainda está com medo de algo. Do quê?

— Eu tenho medo de tudo, mas já me acostumei porque eu cresci desse jeito. Ao contrário do que acontece com a maioria das

pessoas, o medo não me paralisa. Só há uma coisa que me apavora realmente.

— O quê?

— Perder sua confiança e respeito.

— E por que isso aconteceria?

— Já decidiu se o vestido vai ser creme ou branco? — Zoe pergunta, levantando-se da mesa após pedir licença. Com a

 

desculpa de não falar alto para não acordar Joseph, levanto-me também.

— Eu já volto — digo, mas ele não diz nada. Só continua me encarando.

De longe, enquanto converso com a esposa de Christos, vejo Odin entregando papéis para Dionysus e sinto meu sangue gelar quando ele pega a pasta e olha na minha direção.

Jesus, o que será aquilo?

Não tenho tempo de mergulhar na crise de ansiedade que se tem início porque em seguida, Madison fala sobre a decoradora que contrataram para fazer o quarto das filhas

gêmeas e me chama para

mostrá-lo.

Dias depois

— Ela é sua nova escolhida, então, doutor Kostanidis?

— Vamos ter um casamento para breve? Nunca apareceu em público

por mais de uma vez com uma mulher que não fosse sua

ex-esposa e já é o terceiro evento que vão juntos.

— A senhorita

Bradley

está sendo apontada como a dona do seu

coração. A afirmação procede?

— Senhorita

Bradley

, pode falar um pouco como é viver

um conto

de fadas na vida real?

As perguntas são infinitas e repetitivas.

Não é a primeira vez que temos que atravessar um túnel de paparazzi em um evento e tudo isso faz parte de um plano de exposição dos assessores de imprensa dos Kostanidis para que os

repórteres se acostumem com o nosso relacionamento e não nos

persigam cada vez que formos jantar

.

É quase como saturá-los tanto com aparições de nós dois juntos que, no fim, perderão o interesse.

A única coisa a qual Dionysus se negou terminantemente foi quando um dos assessores quis fotos de nós dois com Joseph.

Também sou contra expor crianças, claro, mas perguntei-lhe porque

nunca havia foto do filho no jornal.

Foi então que ele me contou que apesar de acreditar que Keith não tinha parentes, não queria correr o risco de que surgisse algum que notasse a semelhança dele com o pai biológico, e pedisse a

guarda.

Eu fui para o banheiro e chorei, sabendo que o relógio da vida está tiquetaqueando, encurtando cada vez mais meu prazo para dizer a verdade.

Escondo meu rosto no peito dele, me sentindo sobrecarregada com aquele excesso de atenção sobre nossas vidas.

— Hoje é o último dia, agapi mou. Logo soltaremos um comunicado na imprensa sobre o noivado e não precisaremos mais sair em público.

— Eu não sei por que se interessam tanto por nossas vidas —

digo, quando já estamos lá dentro. — O que lhes diz respeito?

Finalmente

nos acomodamos à mesa do salão de festas. Hoje, viemos a um evento beneficente e é a primeira vez depois do casamento de Madison que uso um vestido longo.

Eu me sinto como uma atriz de Hollywood em uma noite de entrega do Oscar. Tanto pelo luxo da recepção como pela parte de estar representando um papel mesmo.

A procrastinação em revelar a verdade está sugando todas as minhas forças.

— Também não entendo, mas é assim desde que sou criança. Já me acostumei. Entretanto, protegerei você e Joseph tanto quanto for possível.

Lembro-me que na época da morte de Sue, os jornais desenterraram a tragédia do primeiro casamento dela e do

“relacionamento abusivo” com Keith.

Foi retratada como uma jovem mulher sofrida que após ter uma segunda chance de ser feliz, perdeu a vida de forma drástica.

Jesus, eles não fazem a menor ideia

da maldade dentro daquele

ser.

Estou suando frio e pela primeira vez, enjoada, mas nem acho que seja da gestação e sim de nervosismo mesmo.

— Vou ao toalete — falo

a ele, depois de sorrir para as pessoas à

nossa volta.