Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 41 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 38

— Aquele trato não vale mais.

— Ele está valendo.

— Não. Eu quero negociar. Não vou te deixar ir embora nem tão cedo.

 

Capítulo 38

Nós mal voltamos ao quarto e o telefone fixo toca.

Quase nunca recebo chamadas nele e pelo horário, só pode vir de alguém que estava tentando me contatar pelo celular

.

Com uma toalha em volta dos quadris, vejo Cecily saindo do quarto, talvez para me dar privacidade.

— Não. Fique.

— Nós…

— Espere-me atender o telefone ao menos.

Eu a vesti com o meu roupão e parece mais frágil

ainda dentro do

traje muitos números acima do dela.

Arrastando os pés, provavelmente porque eu estraguei seus planos de fuga, senta-se na beirada da cama.

Pego o telefone.

— Dionysus? — Ouço Elina

do outro lado e imediatamente

meu

coração dispara.

— O que aconteceu?

— Não fique nervoso, mas parece que uma das minhas empregadas se esqueceu da alergia de Joseph e lhe deu um biscoito com manteiga de amendoim

.

— Ele está bem?

— Odin chamou o pediatra

que cuidava das crianças,

mas antes

mesmo que ele chegasse, lhe administramos

a EPIPEN[15] , por orientação do médico. Foi bom que você tenha enviado o medicamento para um caso de emergência como esse. Ele foi examinado em seguida e está bem, mas toda essa agitação deixou-o ansioso.

— Já estou indo.

— Sim, venha. Ele está chamando por você e Cici.

— Chego aí em no máximo meia hora.

— O que aconteceu? — Cecily pergunta assim que desligo.

 

— Uma das empregadas deu um biscoito com amendoim para Joseph. Como sabe, ele é alérgico.

— Oh, meu Deus! — ela empalidece. — Como ele está?

— Elina

garante que está bem, mas vou buscá-lo. Disse-me que mesmo depois de medicado, ele continuou ansioso, chamando por nós dois.

— Posso ir também?

Cecily parece tão nervosa quanto eu, o que só me dá mais certeza ainda de que ela gosta mesmo do meu filho.

Para ela, Joseph não é somente um meio de ganhar a vida.

— Sim, venha.

— Quando for viajar da próxima vez, me deixe ficar com ele, Dionysus. Tem minha palavra de que Joseph estará seguro comigo.

Não estou acusando Elina de nada. O que aconteceu foi um acidente, mas se você estiver fora, eu vou dar a ele cem por cento da minha atenção.

— Tudo bem.

— Está falando sério?

— Estou, sim. Quando eu tiver que sair, do país, Joseph ficará aos seus cuidados.

— Por que confia em mim ou devido ao que aconteceu entre nós?

Desvio os olhos da estrada para encará-la.

— Se acha que o fato de ter te levado para a cama faria com que

deixasse meu filho

aos seus cuidados, não tem a menor ideia de

quem sou, Cecily

. Deixarei

Joseph com você porque confio.

Além do

mais, as regras sobre não sair de casa sozinha com ele continuam.

— Eu não me importo, desde que eu possa ter certeza de que ele está bem.

Parece aborrecida e se fosse qualquer outra pessoa, eu deixaria para lá porque não sou do tipo sensível

ou que fica

muito ligado

nos

sentimentos alheios, mas me pego explicando:

— Nunca permiti

que qualquer uma das mulheres que tive após a

morte de Sue se aproximasse dele.

— Foram tantas assim?

— Sou um homem saudável de trinta e dois anos, Cecily

. Tenho

uma vida sexual ativa.

— Não deveria ter perguntando nada. Não é da minha conta, doutor Dionysus. Nosso acordo já acabou.

— Há menos de meia hora eu estava te fodendo dentro do meu boxe. Eu gozei na sua boca e você bebeu e queria mais, então não me venha com essa de doutor Dionysus, Cecily

.

— Foi você mesmo quem disse que eu deveria me esquecer de nós dois quando o acordo terminasse.

— Isso antes de saber qual é a sensação de estar em sua boceta. Eu não sou um cara romântico, mas quero ver o que pode acontecer entre nós se continuarmos juntos.

— É atração física. Em qual mundo uma babá e um bilionário grego ficam juntos? Não no meu, certamente.

— Se estiver esperando meu filho,

vai ver isso acontecer, porque

vou colocar um anel tão grande no seu dedo que poderá ser visto da plataforma lunar

.

— Não me conhece. Não sabe nada de mim. Como pode sequer considerar casar-se comigo?

— Eu quero criar meu filho, se houver um.

— Não precisamos nos casar.

— Por que não? Adora Joseph. Nossa atração sexual é inegável.

É um bom acordo.

Percebo que ela se virou no banco para me olhar

.

— Foi isso o que aconteceu entre você e Sue?

— Quer falar sobre minha falecida esposa?

— Eu deveria responder que não, mas foi você quem levantou a hipótese de que posso estar esperando seu bebê, então, sim, eu quero saber sobre o relacionamento de vocês.

Olho para a frente em silêncio por alguns segundos.

— Joseph não é meu filho biológico.

— Eu sei. Elina me contou. Pode me falar mais a respeito?

— Eu conheci a mãe dele quando ela ainda estava grávida.

— Onde está o pai de Joseph?

— O filho da puta está morto.

Ela arfa, talvez assustada com minha agressividade.

— O que ele fez de errado?

— Bebia, usava drogas e batia nela, mesmo depois de descobrir que esperava uma criança.

Paro em um sinal e pelo retrovisor vejo os guarda-costas nos seguindo. Quando olho para o lado, Cecily

está rígida

no assento, o

rosto virado para a janela.

— Como ele morreu? — pergunta, sem me encarar.

— Isso importa? Mereceu estar morto. Eu poderia matá-lo com minhas próprias mãos se ainda estivesse entre nós.

Ela ainda não fala nada.

— Assustada com minha outra face, Cecily? Esse sou eu. Um Kostanidis. Não perdoo e nem sinto pena dos inimigos.

— Não é isso.

— O que há de errado, então?

— Nada. Gostaria de ouvir o resto da história.

— Quando a conheci, Sue estava passando necessidade. Encontrei-a na rua, aliás, muito parecido com o que aconteceu conosco. Ela tentava subir com um carrinho na calçada. Estava sozinha, famin