Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido
Epílogo 1
Ele coloca o dedo indicador na frente da boca e faz: “shhhhh”.
— Quer segurá-lo?
Ele faz que sim com a cabeça e depois que Dionysus o ajeita encostado aos travesseiros, com cuidado, coloco Andrus em seus braços.
Não consigo me impedir de chorar ao ver a concentração com que Joseph encara o bebê.
Eu queria registrar esse momento em uma pintura.
— Imãun!
— Sim. Seu irmão mais novo, meu filho
— Dionysus diz e depois,
olha para mim. — Nossa família.
— Meus — falo.
Epílogo 1
Um ano e meio depois
— Eu queria ter vindo antes. Sinto muito por demorar tanto. Há quase seis meses eu te trouxe para cá, mas não tinha coragem ainda de vir visitá-lo
— falo ao meu amigo, abaixando-me para
colocar flores no túmulo dele.
Eu pedi que Dionysus o trouxesse para Nova Iorque. Assim, eu poderia visitá-lo
sempre que sentisse saudade. Não fazia qualquer sentido mantê-lo sozinho na Califórnia.
Não há parentes lá. Aliás,
Keith não tem ninguém que se lembrará dele a não ser eu e Joseph, um dia.
Sim, eu e meu marido conversamos muito a respeito e chegamos à conclusão de que, quando crescer, nós contaremos a verdade sobre sua adoção.
— Eu não sei se aí do céu você tem acompanhado as últimas notícias, Keith, então queria te dizer que ficou tudo bem, no fim.
Aqueles que te fizeram mal, os dois traidores, foram punidos. Sue morreu naquele acidente ao qual sobrevivi
e Cage nem chegou a ir
a julgamento. Morreu na cadeia mesmo. E eu tenho algo para te confessar.
Olho à minha volta para ter certeza de que estou sozinha no cemitério, mas só vejo Anderson e os seguranças a uma certa distância, me esperando.
— Acho que é possível que Dionysus, um dos Kostanidis, os Lykaios ou, quem sabe, todos juntos, tenham algo a ver com a morte dele. Por tudo que sei, os gregos que agora são meus parentes, podem ser cruéis quando o que está em jogo é a proteção de seus entes queridos. Não me leve a mal, não estou culpando-os.
Na verdade, estou agradecida, mesmo que eu nunca vá confessar isso em voz alta. No fim,
você foi
vingado. Eu te amo, Keith. Sempre
será meu melhor amigo e espero que esteja em paz aí no céu.
Estou feliz.
Tenho minha família
e filhos.
Uma carreira de meio
expediente na Associação de Elina. Tenho você aqui comigo e principalmente,
tenho o amor da minha vida ao meu lado. Prometo
não demorar a voltar. Fique bem.
Começo a caminhar para o carro quando vejo outro veículo estacionar atrás do de Anderson.
Sorrio, balançando a cabeça e paro de andar, esperando que meu homem controlador venha até onde estou.
— Por que não me surpreende que tenha vindo?
Ele me beija e puxa-me para seus braços.
— Estava preocupado de que não se esforçasse demais — diz, acariciando
minha barriga de gestante de cinco meses e adivinhem só? De gêmeos! Mais dois Kostanidis a caminho.
— Além disso — continua —, é a primeira vez que veio visitar Keith desde que eu o trouxe da Califórnia.
Uma ocasião importante.
Para o resto de nossas vidas, estarei presente em todas as que contarem para você.
— É por dizer coisas assim que nunca se mete em encrencas comigo, grego. Consegue ser a um só tempo, um neandertal e o homem mais amoroso do mundo.
— Eu tenho treinado, ruiva. Sou uma mula de tão teimoso, mas aprendo rápido. E se tem algo que entendi desde que entrou em meu caminho, é que nunca quero te perder.
— Vai ser um marido perfeito, então?
— Não, eu não posso prometer isso. Tenho defeitos
demais para
almejar a perfeição. Mas te prometo que a lembrarei todos dias o quanto sou louco por você, minha Cecily
.