Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 34 de 71

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Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 31

Paris — França

Mais uma viagem e reuniões como tantas das quais participei.

Ultimamente, no entanto, minha concentração tem falhado.

Nem mesmo a concretização da compra da tv francesa conseguiu prender meu interesse.

Por fora, sou o homem sofis

ticado que o mundo conhece. Rico,

culto, dono do que eu quiser

.

Por dentro, sou um primitiv

o que não aceita nada que não seja

conquistar e fazer com que o mundo se dobre à minha vontade, ainda que ela, nesse instante, seja completamente proibida.

Eu nunca vivi

a experiência

de ter uma mulher fugindo de mim e

se fosse com qualquer outra, teria certeza de que Cecily estava jogando para me manter ligado.

A surpresa é que ela não está e pela primeira vez eu me sinto encurralado em uma negociação.

Eu a desejo. Ela me deseja.

Ela não quer perder o emprego. Eu não me imagino

convivendo

com uma ex-amante dentro de casa quando eventualmente nosso caso chegar ao fim.

Principalmente uma que é a responsável pelo meu filho.

Corro a vista em volta da sala e percebo a executiva da tv que acabo de comprar tentar chamar minha atenção, colocando uma mecha do cabelo longo e sedoso atrás da orelha e me olhando através dos cílios.

Desde a primeira

vez que pisei

aqui, ela tem se insinuado

e como

não vai continuar trabalhando para mim, embora não saiba disso ainda, eu poderia satisfazer

meu corpo sedento por sexo, passando

algumas horas no meio de suas coxas.

O problema é que me conheço e sei que não me trará satisfação.

Não é a loira quem eu quero, mas minha garota ruiva e sem filtro.

A virgem inocente, mas ousada, que mesmo com vergonha me disse que se masturba pensando em mim.

Apenas a lembrança de Cecily faz meu pau ficar como madeira maciça, coisa que o decote pronunciado da francesa, os biquinhos sexies que faz com a boca e a voz rouca não conseguiram.

Até encontrar Cecily

, achei que esse era o tipo de mulher que me

atraía e talvez fosse no passado, já que mesmo Sue não tinha nada de ingênua na cama. Ela sabia como satisfazer um homem e não tinha pudores em entregar o que lhe fosse exigido.

Apesar de minha falecida esposa ter jurado que o pai biológico de Joseph fora seu único amante, eu nunca acreditei naquilo. Não a

confrontei

tampouco. O passado sexual dela não me interessava, e sim, que se mantivesse fiel à família que estávamos formando.

Foi o meu sentimento inexplicável

de proteção por Joseph, ainda

intrauterino, o que tornou ficar com Sue a longo prazo uma possibilidade real.

Não há explicação

para eu ter me apaixonado por um bebê que eu nem conhecia ainda, então, a única conclusão a que posso chegar é que era nosso destino sermos pai e filho.

Lembro do dia em que a conheci.

Ela tentava manejar um carrinho velho, que depois me disse, acabara de adquirir de segunda mão, perto do meu escritório. A barriga de grávida já era bem pronunciada. Mesmo sem entender muito sobre bebês, eu sabia que devia estar a poucos meses de dar à luz.

Era uma mulher pequena e muito bonita, mas parecia exausta.

Pedi que Anderson parasse o carro para ajudá-la

e foi

assim que

soube que estava faminta e não tinha qualquer pessoa para apoiá-la.

Na verdade, logo que a socorremos, ela desmaiou de fome e aquilo mexeu comigo para cacete.

Sue era meiga e educada. Nunca se alterava e parecia absolutamente comprometida com a gravidez, ansiosa para ver o garotinho que estava esperando, nascer.

Eu lhe ofereci um dos meus apartamentos para ficar e ajuda financeira para que pudesse ter o filho em paz.

Ela me contou sobre a vida com o ex-marido, já morto, e como ele a agredia quando estava bêbado. Em uma dessas ocasiões, eles estavam discutindo

perto de uma janela

e o filho

da puta depois

de surrá-la, perdeu o equilíbrio e morreu.

Não há um osso crédulo em mim, então, claro, fui verificar a

situação.

Ela falou a verdade.

O ex, um homem chamado Keith Bates, foi um jovem empreendedor, químico, que inventou um desodorante feminino com duração de até setenta e duas horas.

Ele vendeu a patente para uma empresa muito conhecida no mercado e antes mesmo de concluir o curso, ficou rico.

Eles se conheceram em uma lanchonete onde ela trabalhava, cerca de um ano antes que engravidasse de Joseph.

Sue me disse que no início

viviam um relacionamento perfeito,

mas logo começaram as agressões.

Quando ela se descobriu grávida, decidiu

que precisava dar um

basta na relação abusiva, em nome da segurança do bebê.

O dia que lhe comunicou que estava indo embora, foi o dia da morte do ex.

A primeira coisa que perguntei foi onde fora parar o dinheiro da venda da patente. A vida dela parecia um quebra-cabeça com peças faltando.

Como esposa e carregando um herdeiro, seria natural que ficasse com tudo.

Ela me disse que não fazia a menor ideia. Nem ela e nem os advogados que contratou. Ao que parece, ele enviou tudo a um paraíso fiscal,

irrastreável, o que mostra que realmente não tinha caráter algum.

Quem deixari

a a própria esposa e além de tudo grávida,

desamparada?

Alguém sem honra.

Sem que eu planejasse, um laço se formou entre nós.

Eu nunca ia até a casa dela. Conferia

por telefone

se estava bem

ou ela me mandava notícias do desenvolvimento do bebê.

Imagens de ultrassonografia

e que estava tomando as vitaminas

como o médico lhe recomendara.

Acompanhei remotamente o fim da gestação. Apeguei-me a ela, mas principalmente, ao bebê que estava por nascer

.

Um dia, me convidou para jantar, em retribuição a ajuda que estava lhe dando e apesar de não querer me envolver com ela, particularmente, eu aceitei.

No meio da refeição,

Sue entrou em trabalho de parto. Ficou em

pânico e pediu que não a deixasse durante o nascimento.

Eu fui. Assisti

quando meu filho

respirou fora da barriga da mãe

pela primeira vez. O choro alto dizendo ao mundo que estava

chegando, apesar de toda dificuldade que atravessou enquanto

abrigado no útero materno.

Precisei

olhá-lo

apenas um segundo para ter certeza de que era

meu.

Meu filho. Meu menino.

Meu.

Desde cedo, o amor entre nós foi sólido e recíproco, o que fez com que ficar com Sue se tornasse uma consequência. Eu queria Joseph comigo e a possibilid

ade disso acontecer seria me casando

com sua mãe.