Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido
Capítulo 50
— Eu te acompanho.
— Não precisa.
— Não faço algo porque preciso e sim, porque quero, Cecily
. Eu a
levarei até lá, anghele mou.
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Capítulo 50
Quando entro no toalete, está vazio.
Nem estou com tanta vontade de usar, apesar de ter passado a fazer xixi com mais frequência. Li que é um dos sintomas da gravidez.
Vim, entretanto, para me esconder. Para tentar me acalmar.
Não posso nem jogar água no rosto porque vai estragar a maquiagem, então apenas puxo respirações profundas, sentada em uma poltrona perto de um espelho de corpo inteiro.
Abrem a porta do banheiro e me preparo para sair. Não quero companhia e nem testemunhas de que deixei meu noivo no corredor
para ficar aqui, olhando para o nada.
Eu nem estava com vontade de vir a esse evento. Preferia mil vezes ficar em casa com ele e Joseph.
Passo pela pessoa de cabeça baixa, sem qualquer vontade de ser simpática, mas tomo um susto quando ela segura meu braço.
— Ora, ora, se não é o destino. Deixam babás frequentarem bailes de gala agora?
— Peyton? — pergunto, olhando para a mulher à minha frente.
Eu sei que é ela, pela voz, mas a aparência não tem mais nada a ver. Está irreconhecível.
A boca está cheia de preenchimento labial
e eu me pergunto por
que, já que é apenas poucos anos mais velha do que eu.
Também colocou silicone,
tenho certeza, pois os seios estão
enormes no decote do vestido de seda vermelha. Por fim
, mudou a
cor dos cabelos. São vermelhos como os meus, mas dá para ver que é tinta, apesar de estar muito bonito.
Ela é linda, sempre foi. A maior prova de que beleza exterior e interior não precisam andar lado a lado.
— Ah, mas espera, você não é mais babá. É a namorada do grego rico! A santinha do pau oco finalmente conseguiu fazer algo
que prestasse na vida.
Eu me recupero rápido do susto. Toda a fragilidade que eu sentia
ao entrar no banheiro transmutando-se em raiva.
— Não meça os outros por você, Peyton. Outro dia mesmo estava me pedindo para ser apresentada a um dos Kostanidis.
Como se eles fossem se envolver com alguém da sua laia…
— Bonita
, quer dizer?
— Não. Vulgar. Interesseira.
Tão feia por dentro que a beleza
exterior não consegue compensar.
Ela dá risada.
— Acha que os homens estão interessados em beleza interior
,
irmãzinha?
Tão tola. Não sei o que levou o grego a se interessar por alguém tão sem sal, mas escute o que eu digo:
me dê cinco minutos
sozinha em um quarto com seu homem e ele vai esquecer até mesmo do seu nome, Harper.
Eu sei que ela está me provocando e deveria deixar passar, mas foi tempo demais sendo humilhada e agora meu copo encheu.
— Você é uma vadia, Peyton. Diz que conquistaria qualquer homem? Não, você poderia lhes dar prazer, mas sexo sem sentimento não prende ninguém. Iguais
a você, há milhares
por aí.
Agora me diga, o que acha que vai acontecer quando não for mais
jovem e bonita? Acredita que os homens que a sustentam continuarão a pagar para te ver?
Em uma conversa que tivemos, Dionysus me contou que descobriu que Peyton estava fazendo programa, trabalhando como acompanhante de luxo.
— Sua desgraçada! — Ela avança, mas antes que possa me alcançar corro para a porta. Seguro a maçaneta, mas não consigo sair porque ela me puxa pelo cabelo, batendo meu rosto na parede.
Eu grito e em um instante, Dionysus está comigo.
— Solte-a, miserável!
Ele não a espera obedecer, me salvando das garras dela e escondendo-me atrás de seu corpo.
— Ah, o namorado rico… estávamos mesmo falando de você.
Ele a ignora e mexe no celular
.
— Não sou namorado. Sou noivo. Tem sorte de ser mulher, cretina, ou estaria morta agora. Você acaba de cometer um erro.
Tocou na minha futura esposa. Espero que goste da roupa que veio hoje. Vai ficar famosa quando tirarem sua foto na cadeia.
— O quê? Não! Foi um mal-entendido! Diga a ele, Cici.
— Cici?
Agora sou Cici?
— pergunto, sentindo gosto de sangue
na boca. — Se eu não estivesse grávida, te daria uma surra,
Peyton, mas não vou arriscar o bem-estar do meu filho por uma filha
da mãe como você.
— Grávida?
Como isso é possível?
Não é justo. Sou mais bonita.
Mais inteligente… eu sou…
Os seguranças entram no banheiro e a levam para fora. Continua gritando, desvairada, enquanto Dionysus ordena aos nossos guarda-costas que afastem todos da entrada do banheiro para que eu possa sair discretamente pela parte traseira do prédio.
— Vamos para casa. Vou chamar um médico.
— Eu estou bem.
— Cortou a boca.
— Não é nada perto da satisfação de vê-la presa.
O rosto dele relaxa um pouco.