Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

D. A. Lemoyne · Capítulo 25 de 71

Páginas do PDF

Destinada ao Grego: a babá e o viúvo proibido

Capítulo 22

— Ai, meu Deus! Eu sinto muito por estar vestida assim, doutor Dionysus. Esqueci de carregar a babá eletrônica extra. Não

sabia que já havia chegado — Cecily diz, tentando se cobrir

.

Não é rápida o suficiente

porque consigo mapear seu corpo

inteiro

através da camisola

fina.

Sinto-me enrijecer

, o pau pesado de

tesão.

Eu deveria deixá-la ir, mas ver seu constrangimento e, ao mesmo tempo, lembrar do que aconteceu ontem, me faz quebrar a promessa que fiz a mim mesmo de manter tudo no terreno profissional.

— Pare.

Ela, que já estava quase entrando no quarto outra vez, interrompe os passos, mas ainda fica de costas para mim.

Ando até onde está, mas paro longe o bastante para não invadir seu espaço pessoal.

— Por que está com tanto medo, Cecily? Não está nua.

Apenas de camisola.

Ela gira devagar até estarmos frente a frente.

— Não devo me mostrar assim para o senhor — diz, com o rosto corado.

Apesar do que falei,

estou tenso também. Eu me preparei

para manter tudo sob controle, nunca mais ultrapassando a barreira entre empregador e empregada. Como disse a ela, jamais me relacionei com alguém que recebesse um pagamento de mim.

— Como foi o dia de vocês? — pergunto.

— Bom.

Percebo que ela tenta não demonstrar que se lembra de ontem, mas eu sei que sim.

Os olhos azuis de Cecily

entregam-na completamente, assim como a maneira com que o peito sobe e desce em respirações curtas.

Ela engole em seco porque, virgem ou não, sabe o que estou pensando enquanto a encaro. Observo o movimento no pescoço delicado

e preciso usar de cada grama de autocontrole para não dar mais um passo à frente e sentir nos dedos a pele sedosa.

— Só isso? Bom? Não parece um relatório profissional.

Sim, eu a estou provocando de propósito. Qualquer coisa é melhor do que tê-la me encarando com a mesma fome que sinto.

— Achei que soubesse de tudo o que acontece aqui. Não pediu para seus funcionários me vigiarem?

— Claro que sim. Como lhe disse, está cuidando do meu bem mais precioso. Eu vou acompanhar de perto cada passo seu.

— Não me importo — responde, rebelde. — Adoro seu filho e

cuidarei

dele com todo o amor. Além do mais, no seu lugar, eu faria o mesmo. Agora, se me der licença…

— Eu não dou.

— O quê?

— Quero saber por que não pegou a babá eletrônica extra.

Não pode cometer esse tipo de erro, Cecily

.

— Eu sei e sinto muito, doutor…

— Eu não quero que me chame assim. Apenas Dionysus.

— Seus funcionários o chamam de doutor Kostanidis.

— Porque não lhes dou a liberdade de fazerem diferente.

— Então por que está me autorizando?

— Porque eu posso e quero.

— Não acho direito, mas se é o que deseja…

— É o que quero. Agora, entenda que não pode mais cometer esse tipo de falha, Cecily

.

Parece envergonhada e eu me sinto mal, mas trata-se do cuidado com meu filho.

— Não vai acontecer novamente. Com licença. Vou me trocar.

— Nunca esteve em uma praia? — pergunto, ainda sem querer deixá-la

ir, não importa o quanto eu saiba que é o certo a ser feito.

— O quê?

— Parece uma senhora da era vitoriana, morrendo de vergonha por mostrar um pouco de pele.

Vejo seu temperamento emergir e fico satisfeito.

Eu não respeito pessoas subservientes. Gosto de ver o real de cada um.

— Nunca estive em uma praia com alguém para quem eu trabalhasse. É inadequado ficar seminua na sua frente, ainda mais

quando…

Ela para de falar

, o rosto rubro como uma maçã madura.

— Ainda mais quando o quê?

Sacode a cabeça, como que se negando a me responder.

— Diga, Cecily

.

— Por que está tentando me embaraçar?

— Não estou, mas gosto de honestidade.

— No nosso caso, ela é perigosa. Somos patrão e empregada.

Ela está certa, mas eu quero ouvir o que não me disse.

— Fale.

— E se custar meu emprego?

— Como poderia, se estou exigindo saber?

Cecily puxa uma respiração profunda.

— Ontem me disse que eu deveria, ao me deitar, lembrar do que aconteceu na festa, na casa de Elina. Eu… o obedeci.

Caralho!

Luto uma batalha interna entre razão e desejo.

Seria fácil

demais terminar a distância

entre nossos corpos e

dar o que nós dois queremos, muito mais agora, com a visão sensual de Cecily

em sua cama à noite, se tocando e pensando em

mim.

Ainda consigo sentir o calor e maciez de seu corpo.

Os dedos pequenos e curiosos tocando minha carne.

Eu a desejo como jamais quis mulher alguma.

Uma fome primitiva

e dominante. Em um território

em que a

lógica cede lugar ao tesão.

Aproximo-me, mas sem encostar nela.

— Gozou?

— Não pode me perguntar essas coisas. Disse que nunca se relacionou com uma funcionária.

— E não fiz mesmo. No entanto, não estou me relaciona ndo

com você nesse instante, Cecily

, estou perguntando se gozou

gostoso quando tocou sua boceta pensando em mim.

— Então vale isso? Podemos falar desde que não nos toquemos?

Seria imprudente e também algo que eu nunca experimentei.

Teoria não é comigo. Gosto de tocar, lamber, chupar. Mas Cecily acaba de abrir uma possibilidade

tentadora demais e

imagens dela gemendo com a mão no meio das coxas, tocando-se para mim, se desenham como um filme em minha mente.

Meu pau está como aço, empurrando contra a calça do terno e sei que o que vou dizer agora será um divisor de água entre nós.

— Sim, podemos falar

.

— E promete que não vai me tocar?

— Tem minha palavra de que nunca a tocarei contra a sua vontade.

— Eu não vou querer.

— Mentirosa. Quer isso tanto quanto eu. Agora, responda minha pergunta: gozou gostoso ontem?

Ela olha para o chão.

— Eu acho que sim.

— Acha?

— Não tenho certeza. Eu não sei como é ter um orgasmo.

— Se não sabe, é porque nunca teve.

E agora acabo de ficar obcecado em dar seu primeiro.